Salvem O Museu dos Coches Petição

Salvem O Museu dos Coches Petição
Petição: Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Petição online - Largo do Rato - Crimes urbanisticos à solta em Portugal - 3.




Os nossos esforços junto da comunicação social resultam no texto que se segue, onde é feita alusão a este blogue.




Chafariz do séc XVIII ao lado do qual irá surgir o edificio.

O texto que se segue é retirado da revista 24 Horas de 8-03-2008 por Paula Freitas Ferreiro


"Salvem o Largo do Rato" é o nome de uma petição que já circula na Internet para impedir a construção de um edifício da autoria dos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus.
O projecto foi aprovado em 2005 pela vereadora Eduarda Napoleão, sob a égide de Pedro Santana Lopes. Mas cabe ao actual vereador da divisão de Urbanismo, Planeamento e Reabilitação da Câmara Municipal de Lisboa, Manuel Salgado, dar o "sim" final para o arranque das obras. Algo que o responsável não vai assumir sozinho...
Já são muitos os que se estão a juntar para impedir que surja um "monstro" no Largo do Rato. Para além da petição online (presente no blogue Lesma Morta de Jorge Santos Silva), o blogue Cidadania LX também já veio em defesa do local. A acusação que paira sobre o projecto é forte: "Prepara-se para descaracterizar definitivamente esta zona lisboeta e (...) obrigará à demolição de alguns imóveis, nomeadamente a centenária Associação Escolar de São Mamede. Já a sinagoga de Lisboa ficará quase tapada. O chafariz do Rato e o Palácio de Palmela, actual (cont.)



(continuação) Procuradoria-Geral da República, que se localiza mesmo ao lado da obra, perderão totalmente a sua leitura visual", pode ler-se no texto da petição. O repto lançado é claro: "Quanto à edilidade exige-se que interrompa já este despropósito, sob o risco de ficar na história da cidade como responsáveis por tal vergonha", diz o autor do apelo.
Apesar do projecto não ser de agora, a polémica estalou quando o semanário "Expresso" publicou no final do ano passado fotografias de como ficará a zona depois do edifício (de habitação e comércio) estar construído.
(...) "Este projecto é uma herança. O vereador nunca teria decidido pela aprovação do projecto sem antes o ter levado a reunião de Câmara", afirmou fonte próxima de Manuel Salgado. No entanto o vereador já tinha dado a sua opinião ao "Expresso" no tal artigo: "[o edifício] é uma provocação, tal como a Casa da Música, no Porto. Terá detractores e entusiastas, pois não é um edifício anódino. Destaca-se de toda a envolvente. Como arquitecto agrada-me.
Quem não está nada entusiasmado com a possibilidade do edifício vir a ocupar aquela zona de Lisboa é o vereador do PCP, Ruben de Carvalho. "Sou inteiramente contra por questões estéticas e urbanísticas, (...) um espigão ali metido não faz sentido nenhum (...). Espero que não passe em reunião de Câmara (...).
José Sá Fernandes é outro dos que não vêm com bons olhos o edifício. "O meu voto contra está garantido. Acho aquilo muito mau. Não se integra bem na zona, não tem em conta espaços como a Sinagoga e mesmo o Largo do Rato. Tem uma volumetria exagerada para aquele sítio. Espero que ainda se vá a tempo de voltar atrás. O que eu gostava mesmo é que os próprios promotores do projecto, voltassem atrás", afirma o vereador do Bloco de Esquerda.
Carmona Rodrigues (...) recorda-se do projecto. "Lembro-me que é algo diferente, com uma arquitectura um pouco moderna, que se impõe ali de uma forma dissonante tendo em conta o edificado à volta. Mas lembro-me também que havia mais questões a discutir como a questão da Sinagoga ou a proximidade do Metro... Vou aguardar pela proposta ( e então, na altura, irei pronunciar-me".
Fernando Negrão também está à espera de saber mais pormenores. " A única informação que tenho é a das fotografias que o "Expresso" publicou e o que posso dizer é que o impacto visual não é agradável", diz o vereador do PSD (...).
Helena Roseta não se quis pronunciar pois segundo a sua acessora, ainda não temos sequer a informação que o projecto vai a reunião de Câmara".Fotomontagem, Expresso. Composto por 7 pisos acima do solo e 5 de estacionamento, com fachadas entre os 19 e os 22 metros, 10.000 metros quadrados em gaveto.

Fotomontagem, Expresso.

Vista lateral Rua Alexandre Herculano

Salvem o Largo do Rato



Por Jorge Santos Silva



Da autoria de Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus, este enorme edifício entre o Largo do Rato, Rua Alexandre Herculano e Rua do Salitre, teve agora luz verde dada pela autarquia lisboeta aos projectos de especialidade. Composto por 7 pisos acima do solo e 5 de estacionamento, com fachadas entre os 19 e os 22 metros, 10.000 metros quadrados em gaveto com apartamentos T0 e T2, trata-se de uma construção que pela volumetria rebenta totalmente com a escala do Largo. O projecto a construir prepara-se para descaracterizar definitivamente esta zona lisboeta e onde para servir tais propósitos o novo prédio obrigará à demolição de alguns imóveis, nomeadamente a centenária Associação Escolar de São Mamede. Já a Sinagoga de Lisboa ficará quase tapada. Esther Mucznik, vice-presidente da comunidade judaica, evoca o cenário um dia discutido quando Jorge Sampaio presidia à Câmara: rasgar um jardim em direcção ao Rato, de modo a abrir a Sinagoga à cidade. Um sonho que passou “Agora estamos encurralados. Mais ficaremos”...
O Chafariz do Rato, da autoria de Carlos Mardel, Sec. XVIII e o palácio Palmela, actual Procuradoria Geral da República, que se localizam mesmo ao lado da obra, perderão totalmente a sua leitura visual.

Apelo à indignação de todos. Quanto à edilidade exige-se que interrompam já este despropósito, sob o risco de ficarem na história da cidade como responsáveis por tal vergonha.

Em nota de conclusão refira-se que Diogo Vaz Guedes, proprietário dos terrenos onde se erigirá a obra e Frederico Valsassina co-autor do projecto, foram ambos membros da Comissão de Honra que levou António Costa à Câmara Municipal de Lisboa. Já estou como a mulher de César: "Para se ser sério não basta ser, é preciso parecer !"


A construção do edifício obrigará à demolição de imóveis como a centenária Associação Escolar de São Mamede (em cima) e deixará a Sinagoga de Lisboa, 1902-1904, da autoria do Prémio Valmor, o arq. Ventura Terra, totalmente emparedada.

É no passeio em 1º plano que se erguerá a construção em causa.

Em 2º plano o Chafariz do Rato, de autoria atribuída a Carlos Mardel, com a balaustrada ladeada pelos muros que sustentam o jardim da antiga Quinta dos Duques de Palmela, agora Procuradoria Geral da República que com a contrução projectada perdará totalmente a sua leitura.

94 comentários:

Pedro Ramos e Ramos disse...

Onde está o Sr. Dr. Sá Fernandes Sempre tão altruísta e defensor da cidade!
Qual a conclusão que deveremos tirar, estará da acordo com esta intervenção ou será porque fez um acordo com o PS que lhe valeu a pasta do Ambiente e Espaços Verdes na câmara e se torna incomodo fazer ouvir uma opinião contra?
Será que a imparcialidade do Sr. Sá Fernandes afinal tem um preço?

Abraços Pedro Ramos e Ramos

Anónimo disse...

Ora ai temos um comentário oportuno esse que me antecede. Isto para não esquecer que o terreno onde a obra vai ser feita é pertença de Diogo Vaz Guedes, a saber, membro da Comissão de honra de António Costa à Câmara Municipal de Lisboa.

Luis Andrade

Arq. Luís Marques da silva disse...

Para além de tudo o que se disse ,não posso deixar de tentar vislumbrar neste projecto uma linguagem de... Koolhaas?...
Só que, ao pé da Casa da Música, isto não passa de um ante projecto mal enquadrado.

Anónimo disse...

É uma vergonha pertencer a um país que está sempre a contestar o que é novo e válido.
Em vez de fazer petições para tentar acabar com o que rompe com o vulgar, feio e tradicional, há que fazer petições para meter à força este tipo de “gentinha” na escola para ver se ganham algum mundo.

Pedro Ramos e Ramos disse...

Meu caro amigo e colega de Arquitectura,estas a levar isto mesmo a serio.Ao teu comentário respondo da mesma forma ke respondi a estas mesmas palavras para o teu mail e faço mais ainda, identifico-me .
Para mim é um orgulho pertencer a um pais onde os valores da democracia e da livre opinião são permitidos.

Nem sempre substituir o já existente pelo o novo é valido, uma cidade sem passado é uma cidade sem futuro, conceitos de vulgar, feio e tradicional não são subjectivos, mas sim subjectiva é a forma como cada um de nós os interpreta.

Como tudo na vida, não existem verdades absolutas, quem se ache no direito de impor o seu gosto e se julgue dono dos cânones e dos baluartes da estética, vê a Arquitectura de uma forma obtusa.

Ganhar mundo não é algo que se ensine de uma forma estática em escolas, mas sim com a multiplicidade dos contactos e diferentes vivencias de realidades múltiplas.

Abraços Pedro Ramos e Ramos

k-30 disse...

De facto este mamarracho vai desvirtuar todo o Largo do Rato. Não sou arquitecta, nem engenheira nem nada que o valha... Guio-me simplesmente por aquilo que gosto ou não de ver, e segundo o meu gosto (que já sabemos que é muito subjectivo) acho que aquele edifício não se enquadra minimamente naquela zona. Porque não o fazem na zona da Expo? tem mais a ver...
Fernanda

Lesma Morta disse...

A propósito da Petição Salvem o Largo do Rato

Sobre este assunto e como redactor da referida petição, tenho recebido inúmeros e-mails a solicitar que seja retirada a obrigatoriedade do Bilhete de Identidade.
Começo por lamentar antes do mais que quem se preocupa realmente com a cidade o queira fazer a coberto de anonimato, mas enfim pelo menos ainda assim preocupam. Por outro lado informo que, uma vez que o destino da mesma é, entre outra, a Assembleia da Republica, que a Lei 43/90 de 10.08 no nº 2 do seu art. 12º, refere que:
A petição é ainda liminarmente indeferida (pela Assembleia da Republica) se:
a) For apresentada a coberto de anonimato e do seu exame não for possível a identificação da pessoa ou pessoas de quem provém (o que a não colocação do BI naturalmente provoca, já que existem nomes idênticos e alguns onde apenas consta o apelido do subscritor).
Aproveito também em meu nome e do Arq. Luis Marques da Silva, como promotores da mesma, para agradecer a todos quantos já assinaram esta petição e pedindo-vos que façam dela um, verdadeiro cavalo de batalha para impedir que este mono seja construído.
Cumprimentos

Jorge Santos Silva

Henrique disse...

Caro pedro ramos e ramos, só uma nota sobre a posição de JSFernandes quanto a esta questão, em que transcrevo do texto deste mesmo blog...
"...José Sá Fernandes é outro dos que não vêm com bons olhos o edifício. "O meu voto contra está garantido. Acho aquilo muito mau. Não se integra bem na zona, não tem em conta espaços como a Sinagoga e mesmo o Largo do Rato. Tem uma volumetria exagerada para aquele sítio. Espero que ainda se vá a tempo de voltar atrás. O que eu gostava mesmo é que os próprios promotores do projecto, voltassem atrás", afirma o vereador do Bloco de Esquerda. ..."
Bem sei que JSFernandes perdeu a visibilidade que tinha enquanto denunciante dos desvarios e ilegalidades que se vão cometendo em Lisboa, e não sei, qual a posição que de facto defendeu enquanto vereador, espero que a mesma que aqui surgia.
Apenas queria fazer esta chamada de atenção

Não sei se alterou a

Francisco Lobo de Vasconcellos disse...

Como arquitecto e cidadão acho um perfeito disparate que se autorize aquele projecto.
Gostaria de deixar algumas reflexões:
temos um vereador do urbanismo que gosta porque é uma "provocação" ???...não sabia que era um criterio para aprovação ou que qualificava um projecto de arquitectura.
Pensando bem, o projecto pelo actual vereador do urbanismo, enquanto arquitecto, do hotel junto à Torre de Belém é uma provocação e é uma falta de respeito pela cidade, pela paisagem e pelos cidadãos.
Outra reflexão curiosa seria se este projecto (um pastiche à la Koolhas) fosse submetido por um jovem arquitecto, por um desconhecido e o promotor fosse um vulgar proprietário lisboeta?
Não seriam necessárias petições porque nunca seria aprovado!
E reflectindo sobre o PDM de Lisboa: as volumetrias, os indices, os afastamentos, as questões patrimoniais (que, pelos vistos, aqui não se aplicam), as vistas...que estão no papel,mas na realidades são esquecidas, ou ultrapassadas.
E para não falar no elementar bom senso e bom gosto, que esteve arredado de todo este processo.

Lesma Morta disse...

Caríssimo arq. Francisco Lobo de Vasconcellos

Permita-me que lhe agradeça o comentário e o felicite pela oportunidade das suas observações que concorde a 100%.
Tudo ou quase tudo o que se tem feito nesta cidade nas últimas décadas me fez descrever há tempos num comentário que publiquei, como “um verdadeiro holocausto urbanístico”.
É realmente uma provocação o que se passa e de que os nossos filhos e netos irão sofrer já que terão todo um legado patrimonial arquitectónico completamente destruído por aqueles que na vida mais não querem que estar na politica para se servir, não fazendo a mais pálida ideia do conceito e arte de bem servir os outros.

Cumprimentos,

Jorge Santos Silva

Ricardo Ramos disse...

Aos colegas e não colegas:

Creio que, considerando os nomes dos autores do projecto em questão, será evitável comparações pobres do género "à la Koolhaas", dado que qualquer um destes arquitectos provou já conseguir fazer carreira com assinatura própria q.b.
Não vejo pacíficas as opiniões manifestadas sobre a estética deste projecto, que em meu entender encaixa reparos das várias facções, desde o "diferente" ao "desenquadrado" até ao "arrojado" e "inovador", se quisermos.
É apesar de tudo também uma grande verdade que a cidade cresce - e pode crescer bem - destas tensões e destes desequilíbrios e que o tempo se encarrega, por vezes, de mostrar que não abafam assim tanto os edifícios/espaços vizinhos.
Curiosamente, ainda que tendo trabalhado com um desses arqtºs, desconheço completamente o projecto e falo, acreditem, com a mesma imparcialidade que todos os demais.
Agora, muito importante sim, creio ser a observação do arqº Franscisco Lobo de Vasconcellos quando se questiona sobre o "e se fosse um jovem arqº a submeter o projecto??? ", porque como arquitecto e promotor em simultâneo, essa é uma triste realidade a que continuo a assistir - a nossa triste e incapaz Câmara Municipal ainda é muito parcial nos tempos e critérios adoptados na análise dos projectos. E seguramente que é um muito bom cartão de visita este vir de quem vem, de entre os 3 nomes referidos...
Um abraço ao "fórum". ;-)

Anónimo disse...

E agora...onde está o ZÉ?...

RP

João disse...

Aqui não há Zés nem Antónios, há um conjunto de pessoas que se move nos meandros da política e do poder para fazer o que lhe dá na gana, sem respeitar nem o passado, nem o futuro. Este é um dos muitos infelizes casos que infelizmente se continuaram a ver por essa cidade- quem não se lembra por exemplo da bonita casa na R.Saraiva de Carvalho, onde morou Almeida Garret, mandada abaixo pelo actual proprietário,Ministro da Economia Manuel Pinho, para em seu lugar contruir um prédio sem nexo e desenquadrado da zona?
Hoje se tivesse mais dinheiro, emigrava e esquecia este País.
João Gaivão

Francisco Lobo de Vasconcellos disse...

Em complemento á minha mensagem anterior:
...não considero que nunca se deva fazer nada...nem que não se possa intervir contemporanemante e por vezes provocar roturas...nem que não ache que aquele gaveto está mal resolvido e que deve ser "redesenhado".
Acho é que este projecto concreto ( e todo o processo) é um absurdo.

Teresa disse...

Gostaria de ter mais informação sobre este projecto tanto a nível da inserção no território como do edifício em si e a relação que estabelece com a envolvente. Penso que as opções tomadas por parte dos arquitectos para um projecto desta envergadura, no local em que se insere e envolvendo tantos elementos fundamentais para a cidade e para todos nós, é um tema que terá sido certamente abordado de uma forma séria, cuidada e responsável!

Teresa

Lesma Morta disse...

Em relação à ultima intervenção poqrque não abrir pura e simplesmente a Sinagoga ao espaço publico do Rato atraves dum jardim que, naturalmente enriqueceria o espaço e nao retirava a leitura à fonte Carlos Mardel nem ao palácio Palmela

Anónimo disse...

O que isto representa mais não é do que o habitual em todo o país... Porquê estranhar?

O mal vem da raíz... Enquanto tivermos um sistema eleitoral com as belas "listas"... e não votarmos em alguém que o povo escolha, não podemos chegar a roupa ao pêlo e pedir responsabilidades... a quem nos representa e é pago para tal. O exemplo vem de cima, meus amigos.

Apok@lypsus disse...

Um "anónimo" botou faladura: «É uma vergonha pertencer a um país que está sempre a contestar o que é novo e válido. Em vez de fazer petições para tentar acabar com o que rompe com o vulgar, feio e tradicional, há que fazer petições para meter à força este tipo de “gentinha” na escola para ver se ganham algum mundo. 11 de Março de 2008 13:37»
E tem todo o direito a botar faladura. Pena que seja "anónimo"... No tempo do Botas, falei sempre de peito aberto e nunca me recolhi no cobarde anonimato. Como hoje e sempre até Deus me levar desta pobre terra. Sou alfacinha de gema desde 1946. Sempre aqui vivi e trabalhei e constatar que existe gentinha de pequeno calibre pessoal, intelectual e moral, predisposta a dar cabo da minha Lisboa... bom, é melhor não stressar porque nem vale a pena. Podem contar com a minha assinatura na petição e o nº. de BI sem problemas de qualquer espécie.

Lesma Morta disse...

Obrigado por isso. É por pessoas com a sua frontalidade e amor por Lisboa, que criei esta petição.

Anónimo disse...

Dizem os entendidos que a arquitectura é para ser vivida e não para ser julgada por imagens...mas eu, afectivamente, e para já,acho que gostaria mais de viver no Rato que sempre conheci sem a imagem daquele estranho bloco que não se sabe o que conterá.

"penso eu de que"

Anónimo disse...

Meus Caros Arq. e Engº,

Estes políticos, tanto de esquerda como de direita estão na politica não por vocação,mas para a "mama" a moral , já é historia.
Querem melhor exemplo quando uma construtora contrata um politico como presidente.
Como querem que este pais ande para a frente, se são os próprios governantes que dão o exemplo.
Os Políticos deviam obedecer a normas,ter princípios e moral devia-se criar como os Italianos um movimento "VA FANCULO".

Anónimo disse...

Eu não consigo ver mal no edifício em causa. Se calhar tenho de ir à MultiÓpticas...

Lesma Morta disse...

O mal não está no edificio mas sim na sua localização. Se colocarem por exemplo um bonito bloco de apartamentos na Praça do Império em frente ao Palácio de Belém, o problema não estará naturalmente no edificio mas na sua localização. Aqui é a mesma coisa. Mas como alguém dizia "nesta coisa das opiniões, mau mesmo é não ter nenhuma" por isso bem haja pela participação.

Cumprimentos

Jorge Santos Silva

impensado disse...

O que me faz pena é que numa outra capital civilizada um projecto destes, para aquele sítio, duraria 10 minutos antes de ser recusado com um sorriso.
Aqui, está em risco de ir até ao fim...
Portugal está a saque e um exército de ocupação não faria pior.

Lesma Morta disse...

Tem toda a razão. É de facto inenarrável o que se está a passar nesta cidade. Estamos de facto a saque por qualquer força estranha em um qualquer país civilizado, mas que entre nós é bem conhecido e chama-se classe política.
Quem dirige e aprova tem de ter noção que as suas decisões têm um peso diferente das que tomam lá em casa. Construir um monstro destes não é como mudar a localização da mesa de jantar. Tem implicações para as gerações futuras.

Cumprimentos

Jorge Santos Silva

Rosa Afonso disse...

Gostaria bastante de assinar esta, e outras petições igualmente válidas e legítimas. De facto não o faço, não pela exigência da inclusão do número do meu BI mas pela publicação do mesmo. Não há forma do mesmo ser ocultado ao público em geral e ser apenas visível para os efeitos a que se destina? Efectivamente, e já tendo sido vítima da utilização, para fins criminais, da minha identidade por alguém a quem a justiça portuguesa nunca deitou a mão, compreendo e corroboro algum receio que se tenha de divulgar dados exclusivamente nossos com este facilitismo.

Rosa Afonso

henrique disse...

Realmente este projecto é mais uma nódoa na cidade de Lisboa!!!
É urgente, proteger a cidade deste tipo de intervenções!
Mais gente a habitar o centro da cidade? Não Obrigado!
É tão bela Lisboa, com os seus prédios degradados e abandonados.
Deixemo-nos de modernismos!
Belo, belo é o antigo!
Belo é o degradado!
Belo é o abandonado!
Bela? É Lisboa a arder, sem ninguém saber!!!

Lisboa habitada, isso não, não gosto!!

Anónimo disse...

Boa Tarde.

Podem colocar o n.º do BI só legível para vocês?

Têm o exemplo desta petição:
http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/

Anónimo disse...

Carregar em anónimo para verem o exemplo de petição a que me referia anteriormente.

Obrigado.

Lesma Morta disse...

Boa tarde

Infelizmente não dá por uma razão. O servidor responsável pela petição é diferente. O que me enviou é do ipetitions.com e o que fiz na altura pertence ao petitionsonline.com e este não permite infelizmente. Qualquer outra iniciativa terá em conta esta situação na escolha do servidor.

Cumprimentos

Jorge Santos Silva

Anónimo disse...

Boa tarde.

Obrigado pela resposta.

Realmente se tiver paciência e tempo aconselho vivamente a mudar de servidor. Vai ver que o número de assinantes aumenta logo.

http://www.ipetitions.com/

Fique bem.

Anónimo disse...

Não sou arquitecto, não sou urbanista nem economista, sou músico, preocupado com as “coisas” da cultura, e com uma opinião, que vale o que vale. Desenvolvi durante anos um projecto musical de mérito, a associação Lisboa Cantat, coral, de projecção insuspeita, e vivi e cresci na zona (rua Cecílio de Sousa/Príncipe Real), tendo por isso, uma experiencia de dentro, e outro envolvimento, por ventura mais emocional…
Deixarei por isso, a estética do edifício e a sua relação com o meio, para os arquitectos, e discuto exclusivamente a volumetria do projecto desenquadrada do meio. Como estou convencido de que os vereadores da câmara estão “carecas de saber” que a volumetria do projecto é inadequada e desemoldurada da zona, vem-me imediatamente à cabeça, as outras razões, as de peso… o economicismo atávico, de quem não vive, nem nunca viveu na zona!

Rui de Matos

Lesma Morta disse...

Caro Sr. Rui de Matos

Antes de mais queira aceitar os meus parabéns pela passagem do 30º aniversário da Lisboa Cantat.
Em relação ao tema que nos move não é de facto necessário ser arquitecto, nem urbanista nem coisa nenhuma. É necessário ser-se razoável e olhar com respeito os nossos concidadãos que é coisa que de há muito vem faltando na política desta cidade (e não só) e o resultado está à vista. A Lisboa do séc. XIX foi praticamente destruída e no caso da localização deste "mono" construam-no na Praça do Império, porque não? Ou em frente aos Jerónimos por exemplo. É de facto absurdo.

Jorge Santos Silva

Anónimo disse...

Este tipo de projectos, pensados, arquitectados, projectados, aprovados e levados a cabo, sem o mínimo pudor por questões tão simples como a qualidade de vida nas grandes cidades, entre outras, são de muito mau gosto (independentemente das pretensas inspirações e assinaturas).
Claro que os interesses imobiliários falam mais alto, e as empresas de construção, os arquitectos e engenheiros de bolso, e os especuladores imobiliários estão e estarão sempre à espreita para, com os seus amigalhaços políticos de ocasião, à mesa do Gambrinus e depois de uns valentes uísquies, olharem para o PDM e decidirem que mais facadas poderão dar na cidade.
Pese embora a facilidade da imagem, seria muito melhor empregarem energias, tempo e dinheiro a limpar a cidade (que está um nojo), a arranjar os jardins (muitos abandonados), a tão propalada calçada portuguesa (aos altos e baixos, cheia de buracos), a impor limites ao estacionamento selvagem nos passeios, enfim, um rol de assuntos, muitos mesmo, que em muito contribuiriam para melhorar as condições de vida dos lisboetas, e de quem a cidade visita.
NM

Filipe Paccetti disse...

Nada tenho contra o "novo" integrado no "antigo". Pode resultar muito bem e até ser uma mais valia.

No caso do Largo do Rato a questao nao é ser "velho" ou "novo", é o adicionar de volume construido. O largo do Rato já é um espaco sufocante, em virtude da enorme superfície dedicada ao tráfego automóvel. Ora, o projecto em causa só vai agudizar este sufoco que espera por ser aliviado.

Neste sentido, até é interessante contrastar com a obra de Koolhaas no Porto. A rotunda da Boavista é um espaco amplo, a envolvente imediata da Casa da Música é espacosa. Ali ninguem se sente acanhado...

DarkOverLord disse...

Não sei se foi dito ou não...

Mas acho que se continuarem a existir mais más decisões da Camara Municipal de Lisboa em continuar a 'atentar' nesta minha linda cidade, vou deixar de pagar contribuição autarquica.

Lesma Morta disse...

Chamada de atenção
Em algumas das observações junto das assinaturas tenho constatado questões como a de se a secular Associação Escolar de São Mamede irá ser restaurada. Pois que a resposta é não. Irá abaixo.

Alexandra Baptista disse...

Não me parece que seja óbvio o que tanta gente vê com tanta certeza. É importante que se faça uma reflexão, mas não à base de impressões. A boa arquitectura não faz mal às cidades, o que faz mal às cidades é o desleixo, os espaços por tratar, o abandono.Ou então o medo de errar que paraliza este país. O espaço ganharia bastante com o remate da praça naquele ponto. Lembram-se da triste polémica sobre o CCB? que ia abafar o Mosteiro dos Jerónimos... E hoje como vemos aquele espaço tratado com um edifício de grande dignidade a fazer o fecho daquele espaço? Voltamos à carga com alguns velhos do Restelo...É preciso não ter medo de fazer história hoje, não somos menos capazes hoje do que éramos antigamente e nem tudo o que é antigo é válido. É uma pena ver tanta gente embarcar no "políticamente correcto". Não me parece que as opiniões aqui descritas neste blogue sejam todas fundamentadas...Há gente de mais a achar coisas.

Lesma Morta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Jorge Carvalho Mourão disse...

O impacto urbanístico deste projecto
é tão grande e tão negativo, a todos
os níveis (malha urbana, património
histórico e edificado, escala urbana
e equilíbrio estético, sistema de
vistas, mobilidade e estacionamento,
etc.), que julgo que o BOM SENSO
prevalecerá no seio da equipa de
António Costa, e restantes vereadores
de todas as forças com representação
política na Câmara de Lisboa e na
Assembleia Municipal de Lisboa.
Por outro lado, a criatividade e
génio de Valsassina e Aires Mateus
serão certamente suficientes para
REFAZER TOTALMENTE O PROJECTO para
aquele terreno, REFORMULANDO POR
COMPLETO a volumetria e o desenho
proposto, integrando o edificado
classificado de elevado valor
patrimonial existente, e superando o
desafio e as maiores dificuldades de
EQUILIBRAR O NOVO COM O ANTIGO de
modo a CRIAR UMA PROPOSTA HARMONIOSA
PROGRESSISTA E CONSENSUAL entre as
pretensões e necessidades de
desenvolvimento imobiliário e
económico, e o respeito pelos
recursos do património histórico e
edificado da cidade, que são, no
fundo, a grande valia económica e
cultural de Lisboa.
Mas isso é mais difícil e dá mais
trabalho! No entanto não podemos
seguir as vias mais fáceis, como é
sem dúvida a da criação de um
ARRASADOR E VOLUMOSO “MONÓLITO
CINZENTO”, para o qual julgo não
merecer a pena sequer gastar dinheiro
a fazer as especialidades, pois estou
certo que em face da previsível e
forte contestação dos cidadãos e
forças políticas que os representam,
este projecto não passará!
Vale a pena sim, é PARAR, OLHAR,
INTERPRETAR, PERCEBER, SENTIR O
LUGAR, INTEGRAR O EXISTENTE a
PRESERVAR, e só depois DESENHAR e
CRIAR uma proposta de edificação
consensual, que possa ser aprovada na
Câmara e na Assembleia, CONCERTADA e
DISCUTIDA PREVIAMENTE, com bom-senso,
desenvolvendo uma outra solução do
tipo “WIN-WIN”, em que todos ficam a
ganhar, incluindo claro está a nossa
magnífica, charmosa, encantadora e
única cidade de Lisboa (o que não é o
caso!).
Se isso lamentavelmente não for
possível… será certamente uma atitude
prudente por parte do proprietário do
terreno, a de procurar outros
arquitectos e contratar outra equipa
de projectistas, a bem dos seus
próprios interesses e sobretudo dos
superiores interesses públicos
estratégicos que são a salvaguarda e
valorização do património histórico,
da memória e da identidade
urbanística das malhas urbanas e do
edificado classificado de valor
patrimonial da cidade, e respectivas
áreas e regimes de protecção, como é
o Chafariz do Rato (C. Mardel), o
Palácio Palmela (PGR), a Antiga
Fábrica das Sedas, ou a secular
Associação Escolar de São Mamede.
Jorge C. Mourão

Lesma Morta disse...

Caro Jorge Carvalho Mourão
Antes do mais permita-me cumprimentá-lo pelo seu sensato e equilibrado discurso que aqui deixou. Apena resalvo as últimas linhas em que acha prudente o proprietário do terreno encontrar outros arquitectos. Pois relembro que, como consta no texto que serve de base a esta noticia neste mesmo blogue,Diogo Vaz Guedes é o proprietário dos terrenos onde se erigirá a obra e Frederico Valsassina co-autor do projecto. Ora se até aqui tudo bem, relembremo-nos que foram ambos membros da Comissão de Honra que levou António Costa à Câmara Municipal de Lisboa. Já estou como a mulher de César: "Para se ser sério não basta ser, é preciso parecer !"

Edus disse...

Em todas as grandes cidades do mundo - capitais - as Sinagogas têm o destaque que outro templo deve ter. Cá "emparedou-se" e ainda por cima murou-se. Afinal se somos a 7ª cidade mais pacifica - veja-se, até se anda aos tiros na rua e ninguem vai preso - porque se esconde a Sinagoga? não serão eles o "fermento" desta aberração. E que dizem? e porque não falam?

Edus disse...

E mais: um edifico é, SEMPRE, uma grande escultura. Ainda se for isolado há mais margem de manobra, agora "colado"? e não é preciso ser arquitecto para que mesmo que se ache que o que lá está é, simplesmente, horroroso, velho e ultrapassado, para se aceitar que só por isso se ponha lá outra coisa, para mais daquele tamanho, "fechada" e a fechar ainda mais os horizontes. E não houve concurso de ideias? não há volumetria estipulada para a zona? Com um pouco de imaginação até se deixava a associação benificente - de arquitectura respeitável, acrescentava-se um edifcio de 3 piso suspensos, todo em vidro e por baixo abria-se um caminho pedonal ajardinado em rampa de acesso à Sinagoga e o espaço já rendia algum. É uma ideia de consenso e só passei à porta da arquitectura. O que significa que os interesses, e só, unica e exclusivamente, regem certas opiniões. E se é mentira? então disfarçam MUITO mal.

Lesma Morta disse...

Na falta da solução que me parece a mais adequada em minha opinião, a de abrir a sinagoga em jardim até ao Rato, a sugestão de compromisso que apresenta na sua mensagem anterior é de facto interessante. Aparentemente de linhas "clean" e a respeitar a permanência dos elementos que na nossa opinião devem ser salvos. Parabéns pela ideia.

Jorge Santos Silva

Gonçalo de Aguiar disse...

Ó Zé, faz falta o teu comentário !!! A "malta" cá do burgo gostava de te ver, agora que estás no "poleiro", a condenar veementemente, como é teu apanágio, a possibilidade de se vir a construir este "contentor" no Largo do Rato. Mas estás calado e isso é sintomático ...
Do Costa não espero nada, porque também nunca esperei...
Se isto é culpa do Santana então que se corrija a asneira, mas o grave é que quando "cheira" a cimento, ferro e Milhões de Euros, tudo se cala ... Porque será ???
A "malta" que pense, "Pá" !!!

Cecilia Conceição disse...

Fico sempre impressionada com as polémicas que surgem em Lisboa e em Portugal (e não só...) à volta de qualquer projecto de arquitectura que não se enquadre na característica "português suave" dos telhadinhos, mansardas e etc...
De facto, como bem sabem todas as pessoas que trabalham nesta área (arquitectura e complementares da mesma) ao longo dos séculos, sempre que se fez uma intervenção (renovação, alteração, ampliação), nos edifícios históricos que chegaram até nós (já que dos de habitação, praticamente, não existem senão memórias, dada a sua maior fragilidade construtiva) essa intervenção obedeceu à corrente artística e arquitectónica que existia na época. É assim que ficamos deslumbrados ao encontrar num único edifício a sua origem românica, com uma posterior intervenção gótica e outra do renascimento e outra barroca, etc. etc. e que se complementam e harmonizam pela sua qualidade individual e geral.
Essa ideia de se manterem os sítios e monumentos com as características da pré-existência é recente (finais do século 19) e, já há bastante tempo a deixar de ser utilizada.
É assim que por exemplo em Portugal podemos ver nos magníficos edifícios utilizados como Pousadas Históricas a conservação da pré-existência monumental, em perfeito equilíbrio com ampliações da arquitectura contemporânea, que pela sua qualidade ninguém se atreve a contestar. É apenas um exemplo já que, felizmente, há inúmeras situações que têm sido desenvolvidas nos últimos anos e que nos enchem de orgulho pela sua inovação e qualidade.
E para completar esta já longa introdução apenas um aparte para desabafar sobra a forma como qualquer um, sem conhecimento teórico ou prático da área da arquitectura, se permite dar sentenças e apresentar argumentos que normalmente são apenas suportados por questões afectivas ou de gosto pessoal. Ninguém se lembra de criticar o trabalho dos médicos, dos engenheiros, dos advogados, dos cientistas e de todos os outros profissionais das diversas artes e ciências com o à vontade com que se expressam opiniões sobre as obras de arquitectura.
Bem sei que a arquitectura é a arte pública, acho saudável que se comente, se critique, se manifeste mas, há que ter a noção que todos nós não sabemos tudo de tudo e como tal, quando alguem da área faz uma proposta, há que respeitá-la, como se fará com qualquer outro profissional(eu nunca arriscaria criticar o trabalho de um agricultor, de um ferreiro, de um mecânico, e de tantas outras profissões, já que, não sei nada de nada, nem da teoria nem da prática dessas actividades).
Finalmente, quanto ao edifício do Rato:
- Completa o prolongamento da rua que derrama no Rato, indo buscar (pelo que parece) a cércea superior ao edifício Ventura Terra e estabelecendo um equilibrio e remate desse quarteirão (onde o edifício Império se salienta pela volumetria) bem como com a volumetria dos edifícios do lado oposto da rua.
O edifício de arquitectura Pombalina que remata este quarteirão é insignificante e, ele sim, está desenquadrado no que se refere à volumetria com os restantes ali existentes.
O edifício proposto tem de facto uma volumetria significativa que poderá "abafar " um pouco o chafariz e o princípio do jardim da Procuradoria, mas, este é já outro espaço, outro quarteirão, outra leitura.
O edifício tem grande qualidade artquitectónica ( a forma como se agarra ao solo e depois se solta, a fenestração, a definição do desenho do quarteirão que vai marcar um dos limites da praça, são pequenos pormenores que o distinguem.
A questão de que este não seria um projecto aprovado se os autores não fossem profissionais conhecidos e credenciados pode ter alguma razão, apenas no sentido de que seria pena se um qualquer arquitecto não conhecido, visse um projecto como este recusado. só porque não era conhecido... isso sim é que será(ia) lamentável.
Em geito final, não conheço qualquer dos projectistas, conheço algumas das suas obras. Felicito-os por esta.

P.S.
1. Que pena o João Soares não ter concretizado o projecto do elevador da baixa.
2. O vereador Sá Fernandes (em quem votei) é advogado. Pense bem antes de formular opiniões definitivas sobre intervenções arquitectónicas.
3. Que seria do centro histórico de Paris sem o Museu Pompidou (apenas o mais visitado de França)

Niccolo disse...

Este projecto 'fantástico' vai direitinho para a colecção "Mamarrachos do nosso Portugal"!

Fora da escala do largo do Rato, este projecto tem o condão de pasmar pelo absurdo da sua proposta, que prima pela total falta de enquadramento na praça, de tal forma que toda ela teria de ser redimensionada para a poder acomodar.

Volumetria 'off the scale'... nem o próprio Koolhaas faria melhor.

Bonito, feio, pouco interessa, arquitectura é função e este edificio é ligeiramente disfuncional na forma como se relaciona com a praça, pois se ao mesmo tempo se impõe pelo tamanho, o facto de estar no gaveto 'entala-o' de tal forma que não 'respira'...

Enfim, coisas lindas do nosso Portugal, ainda vai ser prémio de arquitectura.

PS - o José Castelo Branco também é uma provocação... porque é que não lhe fazem uma estátua???

Álvaro disse...

Meus amigos,

Antes de assinar, queria que me esclarecessem: O chafariz na esquina da rua do Salitre com a Rua da Escola Politécnica vai ser demolido? Pela montagem sobre a foto aérea não me parece...

Quanto ao enquadramento no Largo do Rato, devo dizer-lhes que este largo não tem ponta, nem pé nem bico... é uma mera plataforma distribuidora do trânsito! Talvez até se pudesse transformar em duas ruas e dois largos pequenos construindo uns edifícios (com o passagem em túnel para o trânsito passar). Isso sim, permitiria uma estrutura urbana neste sítio. Os largos a criar permitiriam o enquadramento do conjunto com Capela do Rato (o largo a Poente) e da Sinagoga e prémio Valmor, (o largo a Nascente, incluindo jardinzinho no lugar da Associação, uma vez q o edifício da mesma não tem qualquer interesse).


Álvaro Costa

APS disse...

Embora sem querer entrar em polémicas (deixo isso para o Sr. Dr. Sá Fernandes), acho que é minha obrigação, como alfacinha e defensor do património da cidade de Lisboa, repudiar veemente o desmantelamento do «CHAFARIZ DO RATO», obra de Carlos Mardel (1675-1763) e fazendo parte do fontanário de Lisboa do século XVII, tal como já tive ocasião de escrever em «RUAS DE LISBOA COM ALGUMA HISTÓRIA» no dia 01.04.2008, sobre o LARGO DO RATO.
Cumprimentos aos promotores da petição.
APS

Abreu Pessegueiro disse...

Concordo com o projecto. A fotografia da fonte em primeiro plano levaria a crer os menos atentos que iria ser demolida. O jornalista revela aqui alguma intenção de manipular a opinião pública.
O projecto prevê um amplo balanço que em nada tapa a referida fonte. A cércea (altura) vai “coser” o que está construído, completando um quarteirão com um gaveto totalmente desorganizado.
O edifício não se impõe pela altura ou volume mas sim pelo tratamento de fachada.
Já agora, porque não temos acesso a uma fotomontagem do edifício projectado e da fonte existente?Portanto, nada a opor.
Abreu Pessegueiro, arq.

Lesma Morta disse...

Caro sr

Não temos fotomontagem a englobar a construção e a fonte porque as que existem são essas que aqui se encontram. Concordo que a foto da fonte publicada pelo jornal indicia uma realidade que não é a que se passará. Mal fosse também. A fonte naturalmente é para manter. O que moveu ate à data cerca de 2.500 assinaturas foi a localização do edificio neste local. Nao o edificio em sí. Um despropósito destes (em nossa opinião) de 100.000 m2 de betão naquela zona, fica tudo menos bem. Embora com opiniões diferentes, agradeço a participação.

Jorge Santos Silva

Anónimo disse...

Em primeiro lugar duas questões básicas:

1ª - A Arquitectura, sobretudo quando em espaços públicos, é demasiado importante para ser deixada exclusivamente aos Arquitectos (aos quais, muitas vezes, falta mesmo quase tudo do resto desse tal "mundo" que alguém quer ensinar nas escolas...);

2ª - A construção de um novo edifício no centro histórico de uma Cidade NÃO representa apenas uma questão de "arquitectura", tratando-se eminentemente de uma questão CULTURAL.


Dito isto, porque me recuso a ter de ouvir um escritor para ter opinião sobre um livro, ou um realizador para formular a minha opinião sobre um filme (embora possa dar atenção aos críticos que pessoalmente admire), também não careço de opiniões "iluminadas" para poder "achar" o que entender sobre o assunto, pese embora às alexandras baptistas ou cecílias conceições, que manifestamente pretendem "doutrinar" as massas ignaras antes de lhes permitirem o dom da palavra livre (e sem apresentarem a anteriori as respectivas "declarações de interesses" neste assunto, claro...).


Isto sem prejuízo, obviamente, de concordar plenamente com a maioria das opiniões aqui já manifestadas por alguns Arquitectos, que aliás pessoalmente desconheço.


A Arquitectura é uma Arte, ou uma Técnica (como quiserem), mas nunca será necessário ser Arquitecto para a discutir. Era só o que nos faltava...


Quanto à segunda questão, a minha opinião de simples Engenheiro Civil (de Urbanismo e Transportes) com vinte anos de PRÁTICA é de que, independente da apreciação do novo edifício previsto enquanto objecto arquitectónico em si (discussão quanto a mim algo estéril, ou de interesse meramente académico), ou mesmo enquanto objecto arquitectónico NAQUELE LUGAR, em que todas as opiniões serão à partida admissíveis ("gostos não se discutem", não é?), a questão magna que se deve colocar às autoridades que decidem o seu licenciamento, e que devem acima de tudo prosseguir uma política de DEFESA DO INTERESSE PÚBLICO, é a do IMPACTE URBANÍSTICO que aquele bloco de apartamentos vai provocar no Largo do Rato.


Ao contrário dos que só usam os olhos para "ver" o fenómeno do Urbanismo, o referido impacte não se mede apenas em termos de visualização, ou seja, não constitui uma mera "questão decorativa".


O impacte urbanístico GLOBAL está para o impacte visual (apenas um aspecto parcial, se bem que com a sua importância), como uma "maquete animada" (isto é, com um botãozinho que a "liga e desliga"!) está para uma "maquete" clássica, que apenas representaria fielmente a realidade, ainda que "à escala", se não existisse a dimensão temporal (são "maquetes" estáticas, quando a realidade é dinâmica, excepto porventura às 04:00 da madrugada na Noite de Natal...).


Explicando melhor: o verdadeiro impacte urbanístico do previsto novo bloco de apartamentos naquele local da Cidade irá medir-se, muito mais do que pela compressão visual do Largo do Rato e sua envolvente, pelo aumento dos níveis de tráfego e de estacionamento que a sua ocupação e utilização irá gerar.


Quer pelo volume da sua geração própria, que não deverá propriamente ser muito reduzido, quer sobretudo por estarmos perante uma zona já sobre-saturada no tocante a esses sistemas urbanos, pelo que a injecção de mais tráfego e estacionamento (sobretudo ILEGAL, em segunda fila, por exemplo) terá o efeito semelhante a deitar mais vinho tinto num copo já cheio sobre uma toalha branca!


Numa intersecção viária fulcral da Cidade, onde se pede urgentemente menos pressão de tráfego e de estacionamento (e de ruído e de poluição atmosférica, etc. ...), injectar mais carga só pode ter como efeito a "toalha", que de "branco" já tem tão pouco, ficar cada vez mais e mais "ensopada"...


LISBOA, CIDADE BRANCA, não era?


Claro que vou assinar a petição.


Ant.º das Neves Castanho.

Lesma Morta disse...

Caro Engº Neves Castanho
Permita-me que lhe agradeça o comentário que subscrevo na integra.
Também eu não sou arqº mas procuro ter o minimo de bom senso que é coisa que neste projecto claramente falta. Em relação ás opiniões de algumas pessoas que aqui menifestaram a sua posição a favor da construção, alumas de uma forma que talvez nao sobrescreva, já estou como um dia o prof Hermano Saraiva disse questionado sobre o Estado Novo: "Nesta coisa das opiniões mau mesmo é não ter nenhuma".

jorge silva (também) disse...

exmºs srs,

os conteúdos da informação aquí usados para alvoraçar, manipular e manobrar a opinião pública são arrepiantes, e na melhor das hipóteses levianos: não há qualquer demolição de edifícios notáveis, nem chafarizes ou do que quer que seja, a não ser das construções medíocres no gaveto que actualmente se podem ver e essas sim contaminam o largo do rato.
sugiro mesmo a impressão das imagens aquí mostradas no blogue e uma visita ao local para formação de uma opinião minimamente informada! o muro que se vê na fotomontagem é o lateral do jardim da procuradoria e fica muito, mas muito longe do chafariz. acrescento ainda que o actual perímetro de construção não parece ser ultrapassado pelo novo edifício como de resto uma visão atenta (!!!) da imagem aquí exposta mostra.
a cércea do novo edifício é cerca de metade do edifício da império, e exactamente a mesma do edifício prémio valmor de Ventura Terra.

se é verdade que as imagens de apresentação de arquitectura se produzem por vezes com critérios semelhantes aos da publicidade, como quem mostra uma embalagem de iogurte do tamanho de manhattan, é pena que se explore a ingenuídade de olhos menos treinados para cultivar o discurso do protagonismo pelo alarmismo.

Anónimo disse...

Arquitectos, políticos e proprietários, em mais uma parceria para destruir mais um pedaço de uma cidade já completamente descaracterizada e destruída nas últimas décadas de euforia de betão-armado. Onde está a tão heróica Helena Roseta quando toca a lutar sem ser por demagogia contra demolições como esta e como as Galerias Ritz? Onde estão as pessoas que se dignam responsabilizar-se por alguma coisa? Em lado nenhum...

Lesma Morta disse...

Em resposta ao comentário de Jorge Silva

Caro Senhor
Naturalmente que não. Onde viu dizer que o chafariz ia ser demolido? O Chafariz não fica longe da PGR. Fica no seu perímetro. O que aqui está em causa é a escala do edifício para a zona em que se pretende construir. A única obra de nota que vai abaixo é como digo a Associação Escolar de São Mamede a acrescentar ao facto de emparedar de vez a sinagoga de Lisboa obra do arq. Ventura Terra que valia a pena abrir em Jardim até ao Largo do Rato, aliás como é vontade da comunidade judaica de Lisboa.
Aceito a sua opinião contrária aos que não defendem a construção, mas que seja baseada em leitura correcta dos nossos propósitos

Cumprimentos

Jorge Santos Silva

jorge silva (também) disse...

Já muita coisa se disse por aquí infelizmente sobre argumentos críticos falsos, ao ponto de serem capazes de promover comentários como este:
“...repudiar veemente o desmantelamento do «CHAFARIZ DO RATO», (...) APS 16 de Julho de 2008 19:30”


Quanto à Associação Escolar de São Mamede,....por favor vejam cuidadosamente a informação sobre a qual baseiam a vossa própria opinião. Na fotografia aérea,....ela está lá, na foto montagem acima da fotografia aérea,....ela está lá!!!!

Mas se o próprio responsável pelo tema se “engana” na análise da informação que usa para repudiar o edifício....onde é que ficamos? Numa falta de correcção que potencia uma petição apoiada sobre dados que são falsos?!?!?!?! Tudo isto serve apenas para obter protagonismo !!!


Em relação à “sinagoga de Lisboa obra do arq. Ventura Terra que valia a pena abrir em Jardim até ao Largo do Rato” ....alguém se importa da próxima que passar por perto, fazer um pequeno desvio e passar em frente à porta da sinagoga que se quer abrir ao público?!!?!? Pior que aquela fortaleza ...só mesmo a da embaixada de Inglaterra......
Quem se quiser dar ao trabalho verá uma vedação de mais de 3 pisos de altura, portões metálicos estanques a qualquer olhar e um vidro espelhado à prova de bala,....polícia à porta e lugares de estacionamento....vedados ao estacionamento público! Tudo feito pelo programa atribuído ao arqº ricardo bak gordon e executado nestes últimos 4 ou 5 anos....

Não consigo deixar de rir ao ler este argumento escandalosamente demagógico de uma pseudo vontade de abertura da sinagoga à sociedade......em jardim com florzinhas..... não bastavam alguns políticos a tomar a população como tontos ingénuos...

E já agora o jardinzinho cheio de flores,....era oferecido à sinagoga mas o terreno era comprado por quem? Pela Câmara?,...e depois, podiam pôr-lhe um murinho de 3 pisos à volta?

Este parece-me de facto o argumento mais aviltante porque é indiscutivelmente uma arma de arremesso política. ...de salientar que olhando com atenção para a imagem do google neste blogue,...a sinagoga não confina sequer com o edifício!!!!


Quanto à escala,...vão lá!! Imprimam as imagens, olhem para o edifício do ventura terra, sobretudo olhem para o da império...e não tomem por verdades as patranhas que tentam enfiar na sociedade. Nem quero imaginar o porquê e a quem serve o chorrilho de enganos da notícia e que ecoam neste blogue de fazer opinião.....

terminando,....se se parte de bases incorrectas para um jornalista ou jornal obterem protagonismo e vendas, é grave quando se geram movimentos a partir de equívocos. Mais ainda quando a informação está toda disponível para uma análise que não é feita!....tanta energia que podia ser orientada para outras coisas !!!!

Maria Dias disse...

Não me espanta nada que, apesar de todos os comentários, não se tenha em conta as opiniões dos entendidos na matéria, sim porque apesar de tudo, não é necessário ser-se arquitécto ou engenheiro, para perceber que esta decisão, a chegar a vias de facto, é um atentado ao que de melhor temos no nosso país e no caso concreto, nesta cidade.
Estes políticos!!!! Será que nunca se deram ao trabalho de tomar nota de como os turistas estrangeiros e não só, apreciam a nossa história e o património construido, principalmente o do tempo longinquo.
Pois é, quando nós proprios não damos valor à nossa riqueza, muito mal vai este país.Se há respeito pelos nossos antepassados é pelas belezas que cá deixaram, não pelo que destruiram.
Não pessem só no metal que podem por ao bolso com as construções de aberrações, pessem que mais tarde quando as gerações vindouras forem ler o que alguem fez pelo país ou pelas nossas cidade ou vilas, irão elogiar quem preservou o que os nossos antepassados nos deixaram, pois é essa a nossa história e o que identifica um povo.

jorge silva (também) disse...

Começo a achar que esta petição é uma experiência sociológica de pesquisa a quão destrutivas se podem tornar as pessoas por vingança da crise ou pelas suas frustrações actuais, quando dado um qualquer pretexto ainda que explicitamente falso....e de qual a sua urgência de dizer que “não” por impulso sem sequer verem o que estão a criticar!

...estou ansioso por ver as conclusões organizadas por género, quantidades de apelidos, quantidades de nomes começados por a, por b,...e por aí fora...

...que raio ter recebido um mail de spam com o link para esta petição hoje!!! Aprendi a dar mais valor àqueles mails de spam que só tentam vender fármacos para erigir coisas.....

Lesma Morta disse...

Ao comentário de Jorge Silva

Apurarei as suas informações. Naturalmente que tomo as minhas como verdadeiras caso contrário não teria iniciado este movimento.

Quanto ao desmantelamento do chafariz do Rato não é da minha autoria.

Quanto à embaixada suponho estar a referir-se à dos EUA e nao de Inglaterra.

Quanto à acusação de protagonismo lamento mas não entrarei nesse tipo de diálogo.

Obrigado pela participação

jorge silva (também) disse...

....era mesmo a de inglaterra!!!!!!!

ou também não a conhece, mas tem opinião sobre ela?

Lesma Morta disse...

A sua insolência está a tornar-se desagradável. Queira pelo menos ser educado e respeitar quem nem sequer conhece mas sobre quem tece opiniões e faz juízos de valor.
Queira abster-se de mais comentários sobre a minha pessoa por trás de afirmações anónimas, desagradáveis e falsas. Eu pelo menos tenho opinião e um blog onde as expressar o que lhe deu a oportunidade de conhecer o meu pensamento. Onde está o seu? Também tem ou as suas ideias ficam-se pela crítica ás ideias dos outros?

Jorge Santos Silva

(Entenda esta como a última resposta que lhe dou já que é claro que não há condições para um diálogo de idéias minimamente agradável).

jorge silva (também) disse...

Começando por partes:

I - se por insolência se refere a uma falta de reverência a uma postura que considero grave, então sim, não consigo respeitar a arrogância desinformada. Mas o termo usado (“insolência”) parece-me um léxico de outros tempos distantes da discussão e debate de ideias que por mais do que uma vez vi advogar aquí no blogue.

II – educado sempre fui e nunca aquí tecí qualquer comentário pessoal, porque não o conheço, ou se conheço (porque o mundo é muito pequeno), não sei quem é. As criticas que concordo deverem ser desagradáveis e desconfortáveis foram sempre feitas ao discurso. E no post que despoletou este último cometário, foram dirigidas à arrogância do discurso semelhante às anteriores “certezas” que pontenciaram todo este fenómeno de equívoco. É claro que era a de Inglaterra, onde morreu um polícia há algum tempo porque brincava com uma arma, e que depois disso viu colocadas umas enormes floreiras que impedem a circulação normal num largo que não deixa de ser Lisboa. Já agora, até é perto do largo do Rato para quem queira ver.

III - Quanto às afirmações anónimas, estou a usar o meu nome de bilhete de identidade, mas se não chega, terei o maior prazer em trocar consigo morada, filiação, matrícula do carro, enfim o que entender. Não há nada de falso nos factos que aquí emiti. E quanto a isto convirá que é baixo fazer uma acusação falsa e não dar direito de resposta.

IV – Quanto a opiniões também as tenho naturalmente. Às duzias, mas torná-las num acto público é gesto que requer uma responsabilidade avassaladora. Antes de se veícular uma opinião é preciso confirmar as bases e voltar a confirmar. Todos sabemos que o 24 horas sobre o qual apoia toda esta epopeia é um jornal cujo interesse final não é a informação mas o entretenimento e a qualquer custo vender o mais possível. Busca o protagonismo pelo alarmismo como já foi escrito. Não digo que tudo seja mentira, é é pouco importante saber se é tudo verdade.....A sua falta de escrúpulos informativos devia fazer com que quem se quer dedicar a causas tão nobres, se ocupasse sempre de confirmar uma notícia apresentada naquele modelo de publicação. E deixo mesmo a pergunta se terá contactado os arquitectos no sentido de confirmar os argumentos que aquí disponibiliza.

V - Nesta última resposta está também a minha resposta à pergunta se eu tenho blogue ou não. Vamos lá ver, eu dou uma importância relativa às minhas próprias opiniões quando são desinformadas. Não sinto a necessidade de as expressar só para ouvir a minha voz e sobretudo nunca teria a leviandade de as expôr sem um conjunto de certezas que as legitimassem. A única razão pela qual me dediquei ontem a responder aquí neste blogue foi por achar que estavam a ser cometidos atropelos à dignidade da consciência comum. Porque me esgota ver a população ser tomada por ignorante, e neste caso dirigida para uma opinião que espero profundamente ter sido apenas uma ingenuídade ou um equívoco com consequências graves.


Para terminar, posso dizer que não tenho expectativas deste comentário ficar aquí por muito tempo. Percebo que instintos de defesa estão aquí em jogo. E pelas respostas que já me deu, não me parece ter a segurança para deixar uma critica ao discurso como esta, por aquí disponível para ser lida ...


Cumprimentos, e boas conquistas na vida.

Lesma Morta disse...

Caro Senhor



Para além do 24 horas tem o Publico, o Diário de Noticias e a Visão. Quanto à Associação já me informei e vai mesmo abaixo. Não entro em qualquer campo sem estar devidamente documentado. E já agora saiba que o seu comentário ficará aqui o tempo que este assunto durar. Este é um espaço de opinião livre. O que pretendo é levar por diante e por Lisboa, eu aqui pouco interesso, um assunto em que realmente acredito. Todos os que tenham opinião contrária, desde que exposta com as elementares regras de cortesia seja para comigo seja para com os outros intervenientes, serão sempre bem-vindos.

Recomendo-lhe entretanto que verifique a nova fotografia que adicionei à notícia e que lhe envio onde no alçado apresentado se vê bem que não há espaço para a manutenção da Associação. Por último e para que saiba que daqui dou publicidade a todas as opiniões recomendo-lhe a leitura do Público de hoje onde poderá encontrar um artigo de opinião contrario ao que defendo.

Jorge Santos Silva

Lesma Morta disse...

Presidente da Câmara refere-se à problemática que nos ocupa ao afirmar:

«Conhecer desde o primeiro momento a intenção de construir permite intervir para exercer direitos cívicos na cidade em tempo útil», sublinhou.
António Costa exemplificou com a petição que circula na Internet, contra o projecto dos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus para a esquina das ruas Alexandre Herculano e do Salitre, no Largo do Rato, que foi aprovado em 2005.
In jornal on-line IOL Portugal Diário de 25 de Julho de 2008.

Arq. Luís Marques da silva disse...

Caro Jorge a polémica parece-me pueril e pouco profícua; a discussão deverá centrar-se no problema fulcral deste assunto e que passa, com a introdução deste novo objecto, pela completa desorganização da escala do Largo do Rato, (seja o Largo referido como um todo como em relação a cada uma das suas partes).
Passa também pela desintegração do edifício na sua relação com a envolvente, independentemente das suas qualidades estéticas e finalmente, pelo entendimento de ser um dever cívico o de contrariar aquilo que vai sucedendo um pouco por toda a Lisboa, com a continuada e abusiva destruição de património civil: É o caso da centenária Associação Escolar de S. Mamede.
A intervenção cívica é um direito que assiste aos cidadãos, independentemente de serem ou não técnicos da matéria; em arquitectura quere-se o bem estar das pessoas e não a sua continua e sádica irritação. A arquitectura assim como o urbanismo influência directamente a vivência de todos os que usam o espaço urbano e, como tal, deve merecer uma permanente e saudável critica dos cidadãos.
Devemos continuar pois este trabalho e congratularmo-nos com o facto de, com o aproximar do final pretendido, começarem a surgir finalmente as tais ideias contrárias.

jorge silva (também) disse...

apraz-me ver a honestidade com os comentários. congratulo-o por isso.

quanto À nova imagem:

do lado direito, o novo edifício, imediatamente à esquerda a associação que mais uma vez se diz que é demolida, depois o espaço que a sinagoga preencheu com uma vedação de três pisos; à esquerda desse espaço o edifício ventura terra. e mais maquete houvesse e estaria o colosso da império imediatamente à esquerda.

Percebe-se pela nova imagem que o edifício é o fecho da rua alexandre herculano com a escala urbana estabelecida para os edifícios já construídos. O novo edifício proposto adequa-se à cércea definida pelo edifício ventura terra de 1902 e que ganhou o prémio valmor em 1903...!

A associação de Beneficência da Junta de Freguesia de S. Mamede (que aquí aparece erroneamente indicada como “Associação escolar de S. Mamede) é um edifício neo-romântico posterior (1914) ao edifício do ventura terra mas fora de escala para o local. E esse sim foi um atentado na sua época.

A Associação escolar de S. Mamede,....é um muro com duas edificações interiores irrelevantes do ponto de vista urbano e à disposição de serem qualificados por quem queira ter o cuidado de perceber do que está a falar.

Para quem só quer ler e não precisa de emitir opinião, aconselha-se no mínimo uma visita ao site de património da junta de freguesia de S. Mamede

Um século depois é polémico que se cumpra um plano definido antes da implantação da república....que se cumpra a cércea definida para a rua alexandre herculano e para a rua do salitre. Confesso que fico atónito com a reacção à finalização de um plano com mais de 100 anos.

Mas até agora ainda não falei do edifício, apenas de erros factuais grosseiros sobre os quais se tem feito opinião.....

helena a. disse...

Tive um professor do meu primeiro ano de arquitectura (teoria de projecto), o professor António Carrilho da Graça, sim, irmão do aclamado génio da alguma boa arquitectura que ainda se faz neste país que dizia que ser Arquitecto, não é como o ser médico, que ao errar, esse erro ou é cremado ou vai para debaixo da terra. Fazer arquitectura, requer algum arrojo sim, alguma coragem sim, mas sobretudo responsabilidade civil, contenção e respeito pelo que já existe, porque senão impõe-se às pessoas, para as quais projectamos que, convivam com os nossos erros todos os dias e passem a odiar a cidade. Quanto ao edifício que é proposto construír para o Largo do Rato, não direi que está tudo mau! Haveria algum aproveitamento do projecto se fosse feita uma nova escultura ao objecto proposto. A redução de 4 pisos superiores, um maior afastamento do chafariz entre outras soluções que podiam ser melhores do que a que é proposta... Meus Senhores, mais cuidado ao "errarem", sim? Obrigada!

José Coelho Virgílio disse...

Considero um grave acto de lesão patrimonial, histórica e ambiental o projecto que se perfila, qual ogre urbanístico, no horizonte de vida da nossa cidade.
Assino a petição, com o entusiasmo equivalente à repulsa que tantas vezes senti perante situações deste tipo.
Não permitamos que o mercantilismo que normalmente está inerente a estas operações volte a destruir mais um pouco a identidade lisboeta, que temos a obrigação de preservar.

Lesma Morta disse...

Quarta-feira dia 30 na CML, sessão publica para aprovação deste projecto. Deve ocorrer por volta das 17 horas. Seria interessante que todos comparecessem.
Divulguem a petição a toda a vossa lista de contactos para amanha termos a força de uma espectacular representatividade, não obstante a recolha de assinaturas prosseguir até onde for necessario

Jorge Santos Silva

Rita Burnay disse...

Depois de ler tudo o que aqui foi escrito só me dá vontade... Nem sei bem de quê...

É nestes momentos, que me arrependo de ter tirado o curso de arquitectura. Um curso que dura 6 anos e no fundo nao serve para nada porque como li várias vezes "Nao é preciso ser arquitecto para saber...".

Nao é preciso ser arquitecto para nada, porque toda a gente pode fazer obras nas suas casas e toda a gente pode desvalorizar o trabalho alheio.

Mas o que me deixa mais triste ainda, é saber que as principais facadas ao trabalho de um arquitecto vêm sempre de outro arquitecto.

E depois esta agressividade toda... Será necessária?
Um projecto que nao apareceu agora e que de repente é como se fosse um atendado...

Devo dizer que estava a trabalhar neste atelier há cerca de dois anos e fizeram-se directas (noites sem dormir) para que o projecto pudesse estar na Exposiçao do CCB.
Os arquitectos e todos os intervenientes estavam super contentes com o trabalho e queriam mostrá-lo.

Por isso vamos ser razoáveis e ter um bocadinho de respeito porque há aqui muito trabalho e nao há nenhuma ilegalidade nem nenhum tipo de manobra política.

Se estivessem mais atentos e preocupados com Lisboa preocupavam-se era com outras coisas bem mais graves e com muito menos qualidade arquitectónca.

Já agora e porque vejo muita gente preocupada com o tema do anonimato, eu sou arquitecta nascida e criada em Lisboa e sempre na zona do Rato... Onde nomeadamente está o atelier de Manuel Aires Mateus.

Espero que os ânimos se acalmem e este tema seja discutido como deve ser.

Os Melhores Cumprimentos.

jorge silva (também) disse...

Hoje foi um dia de luto para o raciocínio em portugal e em lisboa.



Mais um dia de triunfo da mediocridade, da fétida partidocracia, e de manipulados mirones de acidentes e incêndios por inescrupulosos míseros intelectuais.



É um dos mais difíceis dias das nossas vidas pelo confronto com as provas da existência do grotesco e da rudimentar falta de inteligência.





Sentí-me num país de 3º mundo em que sentenças se fornecem ao povo para que sejam estes a exalar a mesquinhês em respirações desesperadas por um sentido de vida.





Morreu hoje cultura e uma oportunidade de construir avanço para a humanidade. Vergonhoso legado que esta geração de poder cínico deixará a quem vem depois. E como estou ansioso por que venha outra!!!!!



...mas como me repugna ter de a suportar ainda!!!!

Rita Burnay disse...

Realmente tenho que concordar com o que Jorge Silva aqui tem escrito.

A palavra é mesmo essa, mesquinhês!

Destruiram o Terreiro do Paço, perdeu-se o Cais da Colunas mas o que interessa nao é isso é o Largo do Rato.

Palácio Belmonte? Muralha Fernandina partida? Oque é que interessa, o que é mesmo importante para Lisboa é o Largo do Rato!

Arquitectura contemporânea de qualidade no Largo do Rato nao pode ser. Mas destruir O Terreiro do Paço, perder o cais das colunas e partir a Muralha Fernandina pode.

... desde que nao se faça arquitectura contemporânea no centro da cidade!

Pedro Barreto disse...

Qual foi afinal de contas o resultado da votação ontem na Câmara, sobre as 17 horas, segundo julgo?

Uma coisa é certa, a arquitectura, mesmo a privada, constrói-se no domínio Público da Cidade e do Território. Assim, um projecto pode ser «bom» ou «mau», mas é um facto que é sempre por natureza um acontecimento cultural e social.

Pelo debate que vem suscitando este projecto mostra não ser consensual. Deve ser discutido na praça pública, porque é «coisa pública» e está sujeito ao escrutínio do Público, da População. Devem ser ouvidos os argumentos de ambos os lados, pelos orgãos competentes, com sentido de serviço e responsabilidade e sem cairmos em incultas idolatrias. E depois o poder deve decidir — na certeza porém que será chamado a assumir as suas responsabilidades, pelo sentido do voto.
Pedro Barreto, Arquitecto.

Lesma Morta disse...

Cara Rita Burnay.

Se cada um de nós agir em consciência com o que acredita ser um bem comum, está a exercer um acto livre de cidadania.
Admito e compreendo a sua posição e seria interessante que admitisse a dos outros quando fundamentada, ainda que discorde delas.
Em nada aqui se pode classificar como mesquinho quando um simples cidadão no seu simples direito à indignação, consulta um projecto, discorda e age.
É um acto livre. E terminando relembro que nestas coisas das opiniões, mau mesmo é não ter nenhuma.

Cumprimentos,

Jorge Santos Silva

PS. Naturalmente que concordo com os restantes exemplos que dá com uma excepção: o do cais das colunas. As colunas existem e estão em depósito no Parque de Material das Oficinas do Metropolitano de Lisboa para serem recolocadas assim que a obra acabar. Quando falamos convém estar documentado. Eu tento fazê-lo

Lesma Morta disse...

O resultado da votação foi de 6 votos a favor (PS) e 11 contra de toda a oposição incluindo o coligado Sá Fernandes.

jorge silva (também) disse...

É mesquinho pela “indignação popular” ser apoiada em bases falsas ou incompreensíveis.

Se não há solidez para uma opinião esclarecida, a assinatura de uma petição é um acto de ódio e não de inteligência.

E o ódio considero-o mesquinho.
Se calhar não me tinha explicado...

E se a democracia nos dá o direito de emitir opiniões só por as termos,...o civismo devia responsabilizar-nos por serem informadas.

...ah,...e não chega dizer “não gosto porque é grande demais”, “não gosto porque é pequeno de menos”, “não gosto porque é demasiado preto”, “não gosto porque é pouco chinês”.

Lesma Morta disse...

Não há aqui ódio nenhum. Claro que uma vez lançada uma petição esta passa a ser publica e perde-se o controlo das afirmações porém a grande maioria dos seus subscritores está devidamente informado do que se passa e, ontem em reuneão de Camara em que estive presente, pude confirmar tudo o que lhe disse ao longo das várias intervenções inclusivé sobre a Associação escolar de Sao Mamede ser demolida.

jorge silva (também) disse...

também acompanhei na íntegra a discussão pública sobre o rato e até sobre os projectos antes de almoço. o nível de argumentação arquitectónica esteve confrangedoramente distante de ser elevado, ou sequer razoável. mas é a política que temos, para o país que temos. foram repetidas as incorrecções e falsidades que foram veículadas pelos orgãos de informação. há sempre pirómanos dispostos a criar labaredas mesmo que isso custe a "verdade". e estes ainda ganham as suas vidas com isso.

mais uma vez,...o edifício que aquí está incorrectamente indicado como "associação escolar de s. mamede" não vai abaixo, e podia ver-se até no painel de fotomontagens que o Sr Vereador Manuel Salgado expôs quando começou o debate....mas pareceu-me ser o único interveniente da discussão preocupado com a veracidade da informação.

porque é que não era conveniente que estivessem os autores do projecto que podiam esclarecer todos os disparates?!?!

é sempre fácil dizer que "não!" se não fôr preciso assumir responsabilidades,...mas se fôr....

...vamos ver quanto custam aos munícipes de lisboa (onde estou incluído), os erros grosseiros de quem insiste numa postura desinformada irresponsável !!

Rita Burnay disse...

Então voltaremos a falar quando eu vir com os meus próprios olhos o cais das colunas no seu devido lugar.

E de facto, não me pode acusar de não estar documentada como eu não o acuso a si. E na realidade falo com conhecimento de causa.

Mas devo dizer que as suas fontes neste caso não serão as melhores porque se nota que não conhece bem o projecto para o largo do Rato.

Apesar de triste com toda esta situação resta-me aceitar que pela polémica gerada dificilmente este edifício venha a ser construído.

Espero uma nova proposta para o mesmo local que venha melhorar o Largo do Rato.

Até breve...

Lesma Morta disse...

Ao comentário de Jorge Silva

Não sei de onde tirou essa ideia. Pois se foi isso mesmo que foi dito sobre a Associação e a abertura do novo espaço à sinagoga. Mas o que está em causa não é só isso e o senhor sabe-o bem. A argumentação do vereador Manuel Salgado é clara mas contrária aos nossos propósitos. A cercea do edifício deve estar alinhada com o Rato e jamais com a Av. Alexandre Herculano. Tem ideia do impacto que um edifício desta natureza, de 7 andares em pedra, irá provocar? Quem desça a Alvares Cabral e entre no Rato que visão maravilhosa terá. O de um bloco de 10.000 m2. A mostra do projecto na cessão de Câmara só se esqueceu de referir, ao dizer que o edifício estava alinhado, que a rua ao nível casa Ventura Terra começa a descer em direcção ao Largo pelo que a casa Ventura Terra tem três andares e veja quantas tem a do projecto. É necessário ser sério nas afirmações. É indefensável. Quanto ao “desinformada e irresponsável” devolvo-lha.

Jorge Santos Silva

jorge silva (também) disse...

não estou aquí a falar da boca para fora. já devia ter percebido que não cometo erros grosseiros. se precisa que lhe expliquem aquí vai:

altura do coroamento do alçado do edifício ventura terra:
19.5m

altura do máxima do arco no coroamento do alçado do edifício ventura terra:
21.5m

declive do edifício ventura terra até ao ponto mais baixo do lote do rato:
2m

altura média de pisos do edifício ventura terra (laje a laje):
3.9m
5 pisos

altura média de pisos do edifício do rato (laje a laje)
3.05m
7 pisos

mas procure na net que a informação está disponível para quem queira encontrar...

...e já agora tem as cérceas dos edifícios do rato? para podermos comparar! ou tudo isto é baseado em fotomontagens com grau de precisão inexistente?

Lesma Morta disse...

Em resposta a Rita Burnay

Não disse que não estava documentada. Afirmei que é necessário estar-se documentado quado abordamos um tema. No que diz respeito ao Cais das Colunas, a minha documentação, que recomendo a leitura, refere que:

I Diário da República, 2.ª série — N.º 248 — 26 de Dezembro de 2007

SECÇÃO II: OBJECTO DO CONTRATO

METROPOLITANO DE LISBOA, E. P.
ANÚNCIO DE CONCURSO — SECTORES ESPECIAIS
SECÇÃO I: ENTIDADE ADJUDICANTE

I.1) DESCRIÇÃO
II.1.1) Designação dada ao contrato pela entidade adjudicante:
Empreitada ML 667/07 — «Reposição do Cais das Colunas no Terreiro do
Paço».
ou da prestação de serviços:
a) Obras.
Execução.
Principal local de execução:
Lisboa.
Código NUTS: PT171 LISBOA E VALE DO TEJO — GRANDE LISBOA.
II.1.3) O anúncio implica:
Um contrato público.
II.1.5) Breve descrição do contrato ou das aquisições:
Execução de reposição do Cais das Colunas no Terreiro do Paço de acordo
com o caderno de encargos e as especificações constantes do processo de
concurso.
II.1.6) Classificação CPV (Vocabulário Comum para os Contratos Públicos):
Objecto principal.
Vocabulário principal: 45453100.
II.1.7) O contrato está abrangido pelo Acordo sobre Contratos Públicos
(ACP)?
Sim.
II.1.8) Divisão em lotes:
Não.
II.1.9) São aceites variantes:
Não.
II.2) QUANTIDADE OU EXTENSÃO DO CONTRATO
II.2.1) Quantidade ou extensão total:
Montante estimado, sem IVA: 750 000,00.
Divisa: euro.
II.2.2) Opções:
Não.
II.3) DURAÇÃO DO CONTRATO OU PRAZO PARA A SUA EXECUÇÃO
Período em meses: sete (a contar da data de adjudicação)

Bem à portuguesa a obra aínda nem começou mas isso não faz com que as mesmas estejam perdidas.

Rita Burnay disse...

Este é um outro tema que como lhe digo, e confio nas suas informações, só vou acreditar quando vir porque da minha experiência nem tudo é como se faz parecer.

Mas enfim, são outros temas...

Acredito, no entanto, que são temas mais pretinentes para serem defendididos e discutidos pelos Lisboetas.

Talvez um dia... por agora resta-nos o Largo do Rato.

Anónimo disse...

Somos um país de gente estranha. Por esse mundo a fora tentam preservar a arquitectura histórica e bonita. Nós deitamos abaixo e substituímos por mamarrachos apelidados de nova arquitectura.
TENHAM VERGONHA!
Ah esse Sr. Sá Fernandes?! Quis um lugarzinho na política e agora que já o tem quer lá saber dos pregaminhos que andava a apregoar..Políticos Portugueses são uma Vergonha Nacional!
Os interesses partidários e da pandilha estão acima dos reais interesses do País. N ouviram dizer o Min Lino que Aeroporto no sul, jamais??? Pois é e o Almeida Santos tb n disse o mesmo?? Claro que agora outros interesses mudaram o rumo até alcochete. Ous erá que há algum Alcochete a Norte?!
Mascaram-se de salavdores, como é o caso do Toni Costa e dps assinam aberrações como esta do Largo do Rato!

Antunes Ferreira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago Leite de Araújo disse...

Tenho pena que o Arquitecto Jorge Santos Silva não tenha apresentado as suas "dúvidas" na sessão de esclarecimento promovida na Ordem dos Arquitectos, onde os Autores do projecto estiveram presentes para esclarecer os Lisboetas.
...Ou ficou totalmente elucidado.
...Ou não compareceu. O que lamento, pois iria concerteza justificar a existência de um blog e uma petição online,.... baseada em pressupostos errados.

A liberdade para ser Maldizente para tudo, está no sangue dos Portugueses. O problema reside no timing em que exercem essa liberdade.
Se todas as críticas e opiniões relativamente aos mais diversos assuntos da sociedade, incluíndo naturalmente o Rato, surgissem na altura certa, só ganharíamos com isso.

Relembro que o Projecto do Rato esteve, como todos os outros projectos em Licenciamento para Lisboa, disponível na Câmara para consulta. Esteve também em destaque na Trienal da Arquitectura de Lisboa.
É um Projecto que nunca esteve escondido.
Mas agora, que ainda é mais visível, está na hora da CML voltar atrás na História e apagar uma Sessão de Cãmara que não dignifica em nada o Bom Nome dos Vereadores que negaram a emissão da Licença de construção.

Tiago Leite de Araújo

Lesma Morta disse...

Caro Tiago Leite Araujo
Antes de mais cumpre-me esclarecer o seguinte: Não sou arquitecto. Aliás a minha formação académica para o caso pouco importa. É enquanto cidadão de Lisboa que actuei perante o projecto, no direito que qualquer cidadão tem de participar activamente na vida pública. Não estive na sessão da Ordem pois não sou arq. e não sabia da sua realização, ao contrário da sessão pública da câmara onde se debateu o assunto onde aí sim,estive. Não se trata de ser maldizente como o sr. diz, trata-se sim de um direito que quem conhece o projecto como o conheço (não tenho o habito de falar de cor), tem de se experessar e o direito tal como o senhor o tem de dizer NÂO.
Quanto a fazer história como afirma permita-me. Com aquele projecto pertende fazer história? Admito que o edificio seja arquitectonicamente interessante o que nunca coloquei em causa, apenas a sua localização, mas também não exagere,

Tiago Leite de Araújo disse...

Tem toda a razão. Ser Arquitecto ou não, pouco importa.
Mas permita-me dizer-lhe o seguinte. A referida sessão na Ordem dos Arquitectos foi publicitada em vários orgãos de comunicação (incluindo o expresso)e como pública que foi, estiveram presentes Lisboetas com as mais variadas actividades profissionais.
Relativamente ao facto de conhecer ao não o Projecto em causa e o contexto envolvente (Largo do Rato) só deve ter ficado esclarecido com as informações prestadas pelo Sr. Jorge Silva aqui no Fórum.
Desta forma sugiro, para que possa informar com bases correctas todos os Lisboetas, que contacte a ordem dos Arquitectos para lhe fornecer os elementos de projecto que foram apresentados na Sessão.
O objectivo seria apenas informar correctamente todos os participantes no fórum. Depois disso, que cada um julgue como entender.
Por fim. Não deve ter entendido a que "História" eu me estava a referir. Não falava do Projecto. Apenas da Sessão de Câmara em si, que foi uma autentica mostra de abuso de poderes por parte dos Vereadores. Para que fique informado refiro que o Projecto continua aprovado, nunca foi chumbado ao contrário do que se diz. Os Vereadores cometeram uma ilegalidade ao negar a emissão da Licença de construção.
Vai ver que vai ser feita nova Sessão e alguns Vereadores vão voltar atrás com a palavra para não pagarem do seu bolso qualquer indemnização permitindo a emissão da Licença.

Concordo com os Blogs como forma de partilha de opiniões, a favor, contra, elogiando ou criticando, mas penso que a base que justifica a sua existência deve ser sempre a mais correcta e neutral. Caso contrário irá resvalar para a banalidade e mediocridade.

Tiago Leite de Araújo

Lesma Morta disse...

Caro Tiago Leite Araujo
Aceito as suas criticas a opiniões diversas à sua mas não que estas sejam fundadas em bases incorrectas. Ouvi a explicação do projecto por várias vezes incluindo na cessão da câmara, e na Trienal. Em relação à critica que me faz aconselhando a que a mesma seja mais correcta e neutral, quanto ao correcta digo-lhe é a sua opinião, quanto ao neutral, devolvo-lhe a acusação já que eu ao menos não me encontro comprometido com nenhuma classe profissional que tenha de defender a este propósito.
Já agora diga-me. Também é a favor da construção do Hotel dos Trindades na R. Rosa Araujo suponho?
Esta dos arquitectos construirem ao arrepio da vontade do cidadão em nome dum progresso desenquadrado das mais infimas normas de bom gosto, em Lisboa só tem dado os resultados que estão à vista nas últimas décadas. Veja-se todas as avenidas novas sem excepção e vejam se não é altura de terem um pouco de equilibrio.

Tiago Leite de Araújo disse...

Caro Jorge Santos Silva.
Não fui o primeiro a chamar a atenção para a desinformação existente no blog sem que houvesse correcções posteriores da sua parte.
A acusação que me faz é infundada e totalmente descabida. Não sei qual a sua profissão, mas independentemente de qual seja, acredito que seja perfeitamente capaz de defender trabalhos de colegas seus quando são bons como também de criticá-los caso sejam maus.
Que eu saiba, já li comentários de outros Arquitectos que não concordam com o projecto do Rato. Não é por serem Arquitectos que o devem defender. Cada um acredita no que quiser.

Sim. Gosto do Projecto do Hotel dos trindades e entendo que tem qualidade. Mas julgo que discutir este projecto consigo será como um católico tentar convencer um muçulmano a se converter ao catolicismo e visse versa.

Vontade do Cidadão?
E quem concorda não tem vontade, ou só os que assinam petições é que se podem contabilizar?

Infimas normas de Bom gosto?
Gostava que me indicasse onde se encontram essas normas de Bom gosto. São as suas também, quais são elas? Serão melhores do que as minhas?

Por fim, concordo consigo que as avenidas novas estão juncadas de péssima Arquitectura, mas entendo que os Projectos que estamos a debater não se enquadram nesse grupo.

Tiago Leite de Araújo

Lesma Morta disse...

Nisto das opíniões, mau mesmo é não ter nenhuma.
As suas são fundadas e baseada nos seus critérios, tenho disso a certeza. Ademita que os meus também.

Cumprimentos

Jorge Santos Silva

Popelina disse...

Em primeiro lugar PARABÉNS a Lesma Morta, pela qualidade da informação contida neste blog.
Assinei na altura a petição, mas mais tarde lembro-me de ter ouvido A. Costa falar detse projecto, como um "projecto fantasma", que nunca existiu, a não ser na cabeça das pessoas. Ora, tudo o que li aqui (é primeira vez que tenho acesso a este blog)prova que este projecto é tudo menos fantasma. Neste momento, podemos ter a certeza de que nada se vai passar e de que o Largo se vai manter?

Lesma Morta disse...

Boa tarde.

Infelizmente a resposta que tenho para dar ainda não é conclusiva pois, se na altura a que levámos o assunto a sessão publica de câmara se conseguiu que toda a oposição votasse contra o projecto de construção, o facto é que agora os serviços jurídicos da CML argumentam que os senhores vereadores que votaram não fundamentaram bem o seu voto pelo que a validade de um voto democraticamente expresso por cidadãos eleitos pode de nada valer e o projecto ser automaticamente aprovado. É estranho não é?

De qualquer forma estamos atentos e não daremos o assunto de barato.

Cumprimentos e obrigado pelo elogio ao meu blog que retribuo convictamente ao seu DE-GRAU

Jorge Santos Silva