Salvem O Museu dos Coches Petição

Salvem O Museu dos Coches Petição
Petição: Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Vinicius de Morais

A todos os que me seguem dedico esta frase do grande Vinicius:

"Eu poderia suportar, embora nao sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A Alguns deles nao procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condiçao encoraja-me a seguir em frente pela vida! Mas é delicioso que saibam que os adoro, embora nao o declare e nao os procure sempre".

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Terreiro do Paço - Sobre notícia do Público de 26.07.09

Recebido por e-mail sobre noticia publicada abaixo.
Jorge,

Acabo de ler no PÚBLICO um artigo sobre o Terreiro do Paço, subscrito por ti e outros colaboradores do blog CIDADANIA.LX.

Estou completamente de acordo convosco, tão só pela simples razão de que são sérios nos argumentos e apontam as tropelias que se pretende realizar numa das mais belas praças da Europa.

Basta consultar um bom dicionário, como o “Grande Dicionário da Língua Portuguesa”, de José Pedro Machado, Sociedade da Língua Portuguesa, Amigos do Livro Editores, 1981, e ver a seguinte entrada:

· Restaurar – Recuperar, restabelecer em bom estado, colocar na sua primeira posição, reintegrar, elevar no seu antigo esplendor, reparar, consertar, pôr em bom estado.

Será preciso mais, para percebermos o que deve ser feito no Terreiro do Paço?

Não está em causa, nem deverá estar, refazer ou adaptar a Praça aos padrões do século XXI. Estamos perante um monumento nacional, construído no século XVIII, integrado no conjunto da reconstrução de uma capital arrasada por um terramoto, que foi classificado como sendo digno de figurar como Património da Humanidade.

Não precisamos de inovações! Basta recuperar a dignidade inicial, limpando, pintando, refazendo cantarias degradadas e recuperar danos causados ao longo dos anos, por incúria ou ignorância. Os registos gráficos existentes permitem, seguramente, recuperar a traça original.

Deixem-se, pois, de habilidades e “rodriguinhos” tontos, só para dar visibilidade a artistas actuais que, se forem bons, poderão dar largas às suas qualidades noutras zonas da cidade. Até poderão ganhar prémios com obras originais…

Respeitem o Património e os cidadãos, que deverão lutar por legar às gerações futuras as obras históricas do passado. Exijam que os órgãos do Estado, incluindo os órgãos de soberania, se pronunciem sobre estes casos. Os monumentos nacionais não deverão ser danificados com a cumplicidade do Estado.

Abraços

José Honorato Ferreira

Ainda e agora o Terreiro do Paço

Jornal Público de 26.07.09

Por: Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Pedro Gomes e Fernando Jorge

Relatorio final da AR sobre a petição "Salvem o Largo do Rato"




A propósito da petição apoiada por este Fórum e de que fui 1º subscritor, denominada "Salvem o Largo do Rato", cujo objectivo visava impedir o avanço da construção de um edifício para ali projectado, petição essa entregue à Assembleia da Republica, foi agora objecto de despacho por aquele órgão de soberania que, não obstante não poder analisar o conteúdo da mesma uma vez que não é nela pedida nenhuma apreciação sobre a constitucionalidade da lei, revela no entanto que, solicitada informação à CML, a Proposta nº 1035/2008 de 6 de Novembro do gabinete do vereador Manuel Salgado e em que era solicitado o deferimento do pedido de licenciamento para a referida obra, a mesma, informa a AR, viria a ser rejeitada conforme acta de reunião nº 65 de 12 de Novembro com 6 votos a favor do PS e 11 votos contra, de toda a oposição, recomendando assim o arquivamento da petição.

Jorge Santos Silva, Luis Marques da Silva e Paulo Ferrero

domingo, 19 de julho de 2009

Petição - Salvem o Lusitano Clube de Alfama

Por favor assinem e divulguem o mais possivel. Vamos criar um elo de comunicação e salvar esta secular Associação recreativa da cidade de Lisboa.

Ler e assinar aqui:

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Imagem do dia

Viagem por Portugal

Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa. Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis. Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?- Deserta, magnífica, sem trânsito?- É, é sempre assim.- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
- E têm mais auto-estradas destas?
- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.
- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?
- Porque assim não pagam portagem.
- E porque são quase todos espanhóis?
- Vêm trazer-nos comida.- Mas vocês não têm agricultura?
- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.
- Mas para os espanhóis é?
- Pelos vistos...
Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:
- Mas porque não investem antes no comboio?
- Investimos, mas não resultou.
- Não resultou, como?
- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.
- Mas porquê?
- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.
- E gastaram nisso uma fortuna?- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...
- Estás a brincar comigo!
- Não, estou a falar a sério!
- E o que fizeram a esses incompetentes?
- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.
- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?
- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561km.
Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.
- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?
- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.
- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?
- Isso mesmo.
- E como entra em Lisboa?
- Por uma nova ponte que vão fazer.
- Uma ponte ferroviária?
- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.
- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!
- Pois é.
- E, então?
- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim. Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.
- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a> auto-estrada está deserta...
- Não, não vai ter.
- Não vai? Então, vai ser uma ruína!
- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.
- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?
- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!
- E vocês não despedem o Governo?
- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...
- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?
- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.
- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.
- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?
- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade. Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:
- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?
- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa. - Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?
- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.
- Não me pareceu nada...
- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das> low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.
- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?
- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.
- E tu acreditas nisso?
- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?
- Um lago enorme! Extraordinário!
- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.
- Ena! Deve produzir energia para meio país!
- Praticamente zero.
- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.
- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?
- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.
- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?
- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor. Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
E dito isto ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para> viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguem!

terça-feira, 16 de junho de 2009

Sobre o novo trânsito na Baixa de Lisboa

Pois é. Convido todos a descerem a rua dos Fanqueiros vindos por ex da Praça da Figueira e tentarem virar para o Campo das Cebolas. Pura e simplesmente não é possivel pois certos iluminados cortaram recentemente o último quarteirão dos Fanqueiros ao trânsito, impossibilitando assim de virar para a esquerda para a Rua da Alfandega sendo o condutor particular obrigado a virar para a rua da Conceição, subir a Calçada de Sao Francisco, ir à Vitor Cordon, descer uma perpendicular à rua do Ferragial, virar no Cais do Sodré, seguir pela Av. Ribeira das Naus, entrar na Av. Infante D. Henrique e finalmente entrar no Campo das Cebolas. Por 20m que colocaram para BUS veja-se a volta. Pergunto-me na realidade se estes senhores sonham com o que lá andam a fazer. O mínimo que se exige é consideração e aqui faltou.
Háá. Já me esquecia. Sempre pode virar à esquerda para a Rua da Madalena, subir a Augusto Rosa em direcção à Sé, passar a Rua do Limoeiro, ir à Rua de São Tomé depois da cerca Moura, onde aí verificamos que já não se desce as Escolas Gerais, pelo que temos de subir até à Calçada da Graça e ao respectivo largo, apanhar a Voz do Operário, o Mercado de Santa Clara e descer a Santa Apolónia para aí virar para a Av. Infante D. Henrique e finalmente chegar ao Campo das Cebolas.
Conclusão e moral da história. Se não conhecem bem Lisboa tentem descer a Rua dos Fanqueiros e virar para o Campo das Cebolas.

domingo, 7 de junho de 2009

Novo Museu Naciona dos Coches

A propósito da contrução do novo Museu dos dos Coches, o Fórum Cidadania Lx de que sou membro faz conhecer o seu seguinte:

COMUNICADO


Considerando que, e socorrendo-nos da sabedoria popular, se trata de um nado que nasceu torto e que tarde ou nunca se endireitará, porque:

As razões que fundamentaram a urgência na construção de um Novo Museu dos Coches (a adaptação do actual museu a picadeiro da escola de Alter, a necessidade de “respirar” do actual museu, etc.) são altamente duvidosas e foram, oportunamente, objecto de pareceres negativos de quem de direito (LNEC, IPM, MNC, etc.), o que aliado ao facto de ser do conhecimento público o recente e inequívoco “não” da PR à entrada de cavalos no espaço do actual museu, torna este projecto sem objectivo prático.
A inclusão de um Novo Museu dos Coches nas contrapartidas do Casino de Lisboa (já de si uma decisão estranha) assume particular estranheza quando é do conhecimento público que havendo museus nacionais a precisar de serem construídos de raiz, o dos coches não será decididamente um deles.
A forma como foi escolhido o arquitecto brasileiro para o projecto do novo museu dos coches, sem concurso e, aparentemente, como contrapartida por um arquitecto português ter feito obra no Brasil, é profundamente lamentável e é sintomático do entendimento que quem de direito tem acerca da coisa pública.
A “solução final” em dominó encontrada pelo Ministério da Cultura para providenciar espaço físico para o novo museu dos coches - envolvendo a demolição das antigas Oficinas Gerais de Material de Engenharia (que, pasme-se, englobavam as antigas cocheiras reais), o despejo do ex-IPA e do Museu Nacional de Arqueologia e a instalação de ambos na Cordoaria (com a inevitável adulteração de um MN) e a ampliação do Museu da Marinha para o resto dos Jerónimos (projecto já esquecido de Américo Thomaz) – é irresponsável, atentatória do nosso património e contrária ao entendimento de inúmeros especialistas, a começar pelos responsáveis dos museus de Belém.
O projecto do novo museu dos coches sofre, à partida, de 3 problemas graves: quebra o equilíbrio urbanístico (estético, volumétrico e funcional) daquela zona, viola a ZPE do Palácio de Belém, e, pelas imagens virtuais que são do conhecimento público (pré-figurando salas "esterilizadas" e materiais contemporâneos, é totalmente inadequado para albergar uma colecção de coches.
Ou seja, este projecto é um desperdício de dinheiros públicos (porque o são) num país pobre e com outras prioridades na Cultura, é ineficaz (porque os cavalos não vão para o espaço do actual museu) e é contrário à generalidade dos especialistas; pelo exposto:

Apelamos à Câmara Municipal de Lisboa para que na próxima 3ªF, dia 9 de Junho, faça um favor a Lisboa e CHUMBE o projecto do novo museu nacional dos coches.
7 de Junho de 2009

terça-feira, 2 de junho de 2009

Blog temporáriamente parado

Por motivos de saúde vou ter de parar um pouco a minha participação on-line. Ocorre que domingo passado, dia 31, no barco de recreio onde me encontrava ao largo de Sesimbra, pus-me a cortar umas coisas com a faca serra-cabos quando esta se fechou tipo canivete com toda a força sobre o meu dedo polegar direito. Acreditem que o resultado não foi bonito de se ver e, a juntar à pouca sorte, o facto do hospital mais perto se encontrar a uma hora de distância entre barco e carro. Depois foi agrafar tudo. Percebi que o que está na moda são os agrafos e já não as velhas linhas de sotura com que nos cosiam o queixo em miúdos. Agora estou imobilizado e quase impossibilitado de escrever seja o que for. Só estas linhas foram para mim um desafio titânico. E dito isto, até breve ... espero!
Abraços

Jorge Santos Silva

P.S. - Já agora, como curiosidade, imagine-se que aprendi no hospital que o termo médico utilizado para denominar os dedos da mão é quirodáctilo. Ele há cada um.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Monárquicos à trolha em Lisboa

Com a aproximação das eleições autárquicas, os monárquicos da capital insurgiram-se contra a entrada do deputado e líder do PPM, o fadista Nuno da Câmara Pereira na coligação PSD-CDS-PPM e MPT.
Sabidas que são as pretensões ao trono que o deputado monárquico defende, já que ao arrepio do há muito convencionado que, salvo algumas aparições pontuais e rapidamente desacreditadas, têm por certo a legitimidade de D. Duarte, o líder monárquico vem à praça anunciar agora a ilegitimidade da Casa de Bragança e afirmar que o herdeiro ao trono de Portugal é, e com o apoio do PPM, D. Pedro José Folque de Mendonça Rolim de Moura Barreto, Duque de Loulé, isto depois de já ter indisposto os monárquicos de Portugal com o lançamento do livro "O usurpador" em referência a D. Duarte e do controverso encontro com D. Rosário de Poidimani um italiano, filho de uma alegada filha ilegítima do Rei D. Carlos I e de Maria Amélia Laredó e Murça, Maria Pia de Bragança, cuja pretensão ainda que verdadeira cai por terra por ser fruto de relação ilegítima. A confusão estava lançada.
Assim, tomei conhecimento que uma organização, que dá pelo nome de Real Associação de Lisboa, está a divulgar uma petição com o objectivo de a entregar aos restantes lideres da coligação, para irradiar o contestatário líder do PPM das listas da mesma, alertando para o facto de que o objectivo de cativar votos monárquicos sai totalmente gorado com tal iniciativa, já que não há monárquico ajuizado que se reveja num PPM anti Bragança.
Como tem sido meu hábito neste blog, independentemente de cor politica tenho aqui postado todos os assuntos que, ou por interesse generalizado ou por curiosidade do facto, possam interessar aos meus leitores.
Assim, ou por curiosidade ou para subscrição, aqui fica o link da dita petição bem como o texto e motivos da mesma: http://www.peticaopublica.com/?pi=JTMB

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Assim começaram os engarrafamentos e as discussões de trânsito.

“ANO DE 1686. SUA MAJESTADA ORDENA QUE OS COCHES, SEGES E LITEIRAS, QUE VIEREM DA PORTARIA DE SÃO SALVADOR, RECUEM PARA A MESMA PARTE”

Jornal ionline por António Mendes Nunes, Publicado em 13 de Maio de 2009

Na Lisboa de há 300 anos o trânsito era mais caótico e perigoso que hoje. Matava-se por questões de prioridade e as multas eram pesadas.

Durante séculos, o povo deslocou-se a pé e os nobres a cavalo. As ruas da capital eram estreitas, sujas, malcheirosas e lamacentas. Tanto que os de maiores posses preferiam a água à terra e iam do Terreiro do Paço a Belém de barco. Mas a vida ia-se fazendo.

Em 1581 deu-se o "desastre". Filipe II de Espanha veio a Portugal e trouxe um coche, coisa nunca vista: uma caixa de madeira fechada, bastante desconfortável, em cima de quatro rodas, puxada por meia dúzia de cavalos. A novidade fez escola e não houve nobre endinheirado que não quisesse ter um.

Nas apertadas vielas era costume recuar o coche do proprietário com menor posição social, mas quando se encontravam dois iguais era frequente chegarem a puxar da espada. Houve muito sangue derramado nestas discussões, até que D. Pedro II, em 1686, mandou elaborar as primeiras leis, afinal o primeiro código da estrada, colocar os primeiros sinais de trânsito em Lisboa e também alguns "polícias sinaleiros", chamados "práticos". As penas para quem não cumprisse esse código eram pesadas: degredo para o Brasil e 2 mil cruzados de multa. Na parede do prédio n.o 26 do Beco do Salvador, em Alfama, ainda está a lápide com a inscrição do direito de prioridade. Afinal o primeiro sinal de trânsito que existiu em Lisboa e em Portugal.

Rua das couves

Em Várzea de Meruge, Seia, Serra da Estrela, a população cansou-se depedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua.Vai daí, decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente e ao seu padrinho em S.Bento.
Nunca a frase «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...

É ainda curto, mas é um sinal de que o povo está aí, já se ouvem ao longe os tambores...

Se a moda pega vamos ser o país das couves.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Assim vai Portugal

O Manuel, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt),
começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7da manhã.
Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café
(importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in ChechRepublic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China). Vestiuuma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).
Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para verquanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.
Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu umsumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made inSweden) e continuou à procura de emprego.
Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos atravésdo seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made inItaly), o António decidiu relaxar por uns instantes.
Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made inDenmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL...
O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda além disso, cria uma série de postos de trabalho.

sábado, 9 de maio de 2009

Terreiro do Paço – Que futuro?


Aspectos incontestáveis

O Terreiro do Paço é uma das praças maiores e mais bonitas da Europa, porta de entrada de Lisboa e centro a partir do qual a cidade ressuscitada se desenvolve. A nossa “Real Praça do Comércio”, ponto fulcral de todo um «décor» de um Projecto Mercantilista e Modernizante nunca conseguido, onde toda uma simbologia é desenvolvida: a geometria, o numeralismo, etc. A inclinação dos bordos em relação e à estátua, para que os que se lhe aproximem sejam reduzidos à sua “insignificância” por D.José, o nosso Rei-Sol. A luz, a luminosidade que a todos encandeia e que de todos os lados reflecte. Simbolismo materializado pela conjugação da vontade do homem e da domesticação dos materiais. Por tudo isso, o Terreiro do Paço é Monumento Nacional. Mas a relação do lisboeta com o Terreiro do Paço é ambígua, bipolar. Da cor das fachadas (era “amarelo de Nápoles” quando podia ser rosa, de Bragança; foi verde-garrafa, e voltou a amarelo) ao abandono do Arco Triunfal, aos torreões “mais para lá do que para cá”; aos elementos espúrios, ao “tratamento” do Cais das Colunas, à boca de Metro em plena arcada, aos pilaretes, quiosques, e aos esventramentos sucessivos do subsolo. Foi parque de estacionamento. Tem sido feira popular e estaminé.

A decisão (oculta) de alguns (muito poucos)

Lembrou a alguém, a propósito do Centenário da República, fazer dele o palco de 2010. Contagiado pelo despotismo esclarecido de antanho, decidiu e não auscultou ninguém, muito menos a “plebe”. O projecto é facto consumado. Da placa central? Reafectação dos pisos térreos? Correcção dos “embelezamentos”? Limpeza do Arco e da estátua? Eternizar a veia de quermesse? Mastros, toldos, “bandeirinhas”? Publicidade a troco de €? Toque de “contemporaneidade”?

O projecto divulgado em sessão privada (*) de CML emoldura o Terreiro do Paço com piso riscado, invocando a cartografia do séc. XVI. A placa central é preenchida por uma desconcertante rede de losangos ocre, de areão, a “condizer” com as fachadas dos edifícios, num imenso “tartan” de gosto duvidoso, debruado a risquinha cinzenta e rematado por um losango verde-garrafa sob o plinto da estátua, em “pandan” com o verdete. Aplana-se a placa central com uma “bancada” de 1m de alto, em degraus, ao longo de toda a frente-rio, para banhos de sol, farturas e passear o cão.

é este o Terreiro do Paço pelo qual tanto temos aguardado? Por que não houve concurso para a selecção do projectista? Quem se arrogou o poder de escolher uma solução que não foi divulgada, muito menos discutida?

Que Terreiro do Paço

é preciso respeitar o seu simbolismo, história, monumentalidade, magnificência, luminosidade, assimetria, estética, cromatismo e ligação ao rio, que fazem dele um local tão aparentemente minimalista e inóspito quanto, seguramente, belo e único. O que tem o losango que ver com o Barroco? E o areão, mais apropriado a paredões e pistas de atletismo? O argumento da luminosidade excessiva é capcioso e não inviabiliza o lioz, ou as lajes de pedra do mesmo tipo das sob as arcadas. O alargamento dos passeios laterais pode ser em calçada portuguesa, sem recurso à “cartografia”. Não é a calçada um “ex-libris” alfacinha, defendida publicamente, e bem, pelo próprio Presidente da CML?

E será que a sombra, ou a falta dela, é um problema sério? Terá sido esta praça construída como praceta? Não é ela um local monumental, aberto ao rio, ao vento e à luz? Mas se for preciso ter sombra, por que as árvores de alinhamento de há 100 anos? Não são elas um modo natural e não intrusivo de sombreado, impeditivo da publicidade e da ocupação abusiva da praça? Ou uma solução mais criativa (“elevando a fasquia”), com laranjeiras em grandes vasos bordejando as arcadas. E bancos? Com costas e em mármore (Pç. do Império)? Sem costas (Rossio)?

Por fim, não colhe a ideia do corredor central em piso diferenciado, perpendicular ao Arco, cruzando a estátua e prosseguindo até aos degraus do remate junto à marginal. Porque o peão não precisa que lhe indiquem por onde circular. Permita-se-lhe o gozo aleatório, sem pressas, buzinas e lixo. A contemplação. O horizonte, a luz e o vento. O registo imponente, solene, estático, contemplativo, livre aos Elementos, do projecto original. Há quem gabe o arrojo do novo projecto. Contudo, cremos que arrojo é decidir sobre a praça mais monumental do país às escondidas de todos. Haja debate!

Aquela praça que tem sido tudo quer e deve apenas ser nada.

Paulo Ferrero, Bernardo F. de Carvalho, Carlos F. de Moura, Luís Marques da Silva, Jorge Santos Silva, Nuno Santos Silva e António Sérgio Rosa de Carvalho

(*) Fonte: “Briefing” dos Vereadores da CML após reunião privada de CML.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Acabou a guerra dos contentores. Lisboa vai ter um jardim

A nova publicação saída hoje o jornal i, traz a seguinte noticia que muito me agradou já que na altura tive ocasião de aqui manifestar o meu protesto em não se devolver este espaço aos cidadãos.
Por Ana Sá Lopes, Publicado em 07 de Maio de 2009

A guerra dos contentores pode acabar antes da campanha eleitoral para as autárquicas de Lisboa: onde se esperava mais carga vai haver um jardim resgatado - por 20 anos, pretende a Câmara de Lisboa - ao Porto de Lisboa. A câmara está a negociar um protocolo com a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Liscont (a empresa que gere os contentores portuários, do grupo Mota-Engil, liderado por Jorge Coelho), com a bênção do movimento de cidadãos anticontentores, que deverá ser assinado durante o mês de Maio.
A câmara quer pedir emprestada ao Porto de Lisboa, durante 20 anos, toda a zona que vai de Alcântara-Terra ao rio Tejo, para ser utilizada como espaço público. No entanto, o protocolo contempla uma cláusula que permite à APL reivindicar à câmara municipal "uma solução alternativa" para os contentores, caso o movimento do porto venha a registar um "crescimento exponencial" durante os próximos 20 anos. Mas a moratória dos contentores pode durar menos do que a câmara deseja: o i sabe que o prazo de 20 anos é considerado "inaceitável" pela Administração do Porto de Lisboa.
O novo projecto da câmara é do conhecimento dos cidadãos que se constituíram em plataforma de protesto e enviaram uma petição à Assembleia da República para travar o projecto de ampliação da plataforma de contentores em Alcântara. António Costa, Manuel Salgado e representantes do grupo de cidadãos têm mantido contactos nos últimos tempos.
"Chegámos a um consenso. A plataforma portuária não irá abafar a cidade", disse ao i o vereador responsável pelo urbanismo, Manuel Salgado. Miguel Sousa Tavares, da plataforma de cidadãos, confirma ao i que tem participado em reuniões com vista a um consenso: "A posição da câmara municipal tem evoluído no sentido das nossas condições".
Afinal o que muda agora? O plano Alcântara XXI é "totalmente reformulado" - palavras de Manuel Salgado. A fazer a ligação entre Alcântara-Terra e o rio Tejo, uma grande praça pública ajardinada. Com o terminal de cruzeiros a ser mudado para Santa Apolónia, o novo projecto vai transformar a Gare Marítima de Alcântara "num pólo cultural importante". E todo o espaço fronteiro à gare "será uma continuação do espaço público para área de recreio e lazer".
A plataforma de cidadãos tinha posto como condições irrenunciáveis a limitação da área disponível para contentores ("nem mais um metro de área de contentores em Alcântara", diz Miguel Sousa Tavares), o eventual aumento do transporte de carga dos contentores não ser feito por via terrestre ("nem mais um contentor TIR") e, enquanto durassem as obras, que as docas continuassem a funcionar. "A câmara deu-nos um documento para estudar que passa por incluir essas garantias", diz Sousa Tavares.
Para já, os cidadãos estão satisfeitos. "O que queremos é que não sejam promessas vagas, mas garantias firmes do Porto de Lisboa", exige Miguel Sousa Tavares.
Na opinião de Manuel Salgado, o novo projecto "defende a sustentabilidade económica do porto", "assegura a fácil ligação da cidade ao rio" e "resolve o problema do equilíbrio ecológico do vale de Alcântara. A câmara vai recuperar um projecto antigo do arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, que passa pela construção de um conjunto de bacias de retenção no vale de Alcântara para acabar com as cheias crónicas que afectam todos os anos aquela zona de Lisboa.
Segundo Manuel Salgado, ao prever o enterro da linha férrea, permite afastar a carga toda metida nos contentores a partir da utilização de barcaças que façam sair as mercadorias através do rio. Por outro lado, está em vias de ser "estabilizada uma solução que contempla a construção em túnel da infra-estrutura ferroviária". A câmara propôs ao governo a ligação da linha de Cascais à linha de cintura - o que permite que quem vem trabalhar para Lisboa possa vir de comboio -, que também será aproveitada para o escoamento do material dos contentores.
Ao contrário do que pretendia o grupo de cidadãos, Alcântara ficará sem o terminal de cruzeiros, que será construído em Santa Apolónia, junto ao Jardim do Tabaco. A ideia da câmara é transformar a Gare Marítima de Alcântara, que é monumento nacional, "num pólo cultural". Quanto aos contentores, Manuel Salgado afirma que serão edificados de maneira a manter as vistas para o rio.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Perdida - O final da história

Há duas semanas atrás lançava um apelo. A pedido dos seus donos desesperados, pedia-se a quem tivesse noticias do paradeiro de uma cadela arraçada de Labrador, preta pêlo curto, desaparecida dia 17 de Abril na zona de Loures (Barro), com cerca de 2 anos e que trazia 3 fitas ao pescoço, 2 azuis e uma rosa, que contactasse o telefone então facultado. Dava-se como informação adicional que era muito meiga.
Este animal já trazia uma história. Vivia com um outro cão em casa de alguém que, afectado pela difícil situação em que o país se encontra, havia perdido o emprego, tendo de colocar os seus dois amigos de quatro patas na União Zoófila, local onde a cadelita esteve recolhida até encontrar estes novos donos, deixando para trás quem a criou e estimou, bem como o seu companheiro de brincadeiras, mantido junto, um rafeirote castiço, que lá teve de ficar há espera de melhor sorte.
Tocado pela noticia "postei-a" neste blog e enviei para toda a minha lista de contactos. Quem sabe poderia ajudar.
Na zona, foram colocadas dezenas de fotocópias, junto a paragens de autocarro, sensibilizando para o desespero dos seus donos. Só quem nunca teve um cão, não perceberá do que estou a falar.
Raras são as vezes em que o desfecho destas histórias têm um final feliz.
Mas há excepções.
O dono da afortunada cadelita, a Bianca, ligou-me no final da semana passada a avisar que haviam sido contactados por uma senhora que informava que a cadela estava recolhida na sua pequena quinta em Loures. Embora muito triste por a devolver, já que se tinha afeiçoado ao animal, entregou-a. Bem-haja por isso.
Bem tratada e obviamente saudosa dos seus donos, regressou a casa.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Entrevista ao Fórum Cidadania LX

Na foto: Jorge Santos Silva, Paulo Ferrero, Nuno Santos Silva e Luis Marques da Silva: os "operacionais"do movimento cívico Forum Cidadania Lx

Por Margarida Davim

Chamam-lhes fundamentalistas, velhos do Restelo, D. Quixotes. Escrevem diariamente num blog, lançam petições na Internet, dão entrevistas aos media e dizem só ter em comum o amor por Lisboa e a vontade de lutar por causas ligadas ao património, à mobilidade e ao ambiente.
Paulo Ferrero tem 45 anos e é licenciado em Economia, mas há cinco anos que dedica todo o tempo livre ao Fórum Cidadania Lx. A ideia surgiu para tentar impedir a demolição da casa Garrett e deu lugar a um blog onde se foram juntando pessoas, “do BE ao CDS”. O edifício foi demolido, mas o Fórum cresceu. Hoje, tem 112 membros e um site com uma média de 600 visitas diárias.“Somos um movimento de causas”, define Ferrero, que sublinha o facto de se tratar de uma “associação informal” completamente apartidária, mas não apolítica”. O activista só conhece pessoalmente metade dos elementos do Fórum, mas explica que entre os que colaboram “há gestores, advogados, médicos, gente ligada aos media, ás artes e espectáculos arquitectos, engenheiros, estudantes…Novos e velhos”. Todos conciliam a vida profissional com a actividade cívica e alguns moram mesmo no estrangeiro. “Sem Internet não havia nada disto”, diz Paulo Ferrero, lembrando que “tudo é feito a custo zero”.

Lutar contra moinhos de vento

Luis Marques da Silva tem 46 anos e é arquitecto. Passa os dias entre Lisboa e o Porto e aproveita os fins-de-semana para escrever petições, distribuir folhetos e andar pela cidade à procura do que está mal. “Já nos chamaram malucos, mas as nossas causas não são moinhos de vento, são monstros”, diz lembrando uma das vitórias do movimento: graças a uma petição (que reuniu mais de cinco mil assinaturas), o projecto dos arquitectos Valsassina e Aires Mateus para o Largo do Rato foi travado. “O que estava projectado era excessivo em termos de volumetria e desenquadrado do contexto sócio-urbano da zona” justifica.
Foi, aliás, esse projecto que o levou a juntar-se ao Fórum Cidadania, mas Marques da Silva é também um dos mais activos na contestação ao novo Museu dos Coches. Antes já tinha dado a cara pelo movimento Em Defesa do Bolhão, no Porto. “Posso até ser penalizado em termos profissionais, mas não consigo assistir impávido à destruição desta bela cidade”, afirma.
“As nossas próximas batalhas tanto podem ser a colocação de semáforos num sitio qualquer, como a defesa de um edifício histórico”, adianta Nuno Santos Silva. O jurista de 33 anos confessa que muitos dos temas que leva para o Fórum nas cem quando está “no transito ou nos transportes públicos”. A mobilidade é o assunto que mais o motiva e diz que, por isso, já está habituado “a receber muitos insultos e comentários menos simpáticos” no site.
Mas a polémica surge mesmo dentro do “núcleo operacional” do movimento. Jorge Santos Silva, 44 anos, licenciado em História revela ser contra uma das iniciativas do Fórum: “Não posso aceitar que se coloquem autocolantes nos automóveis mal estacionados, até porque eles estragam os carros”.
Santos Silva descobriu por experiência própria a dificuldade que os cidadãos têm em ser ouvidos. “Moro num prédio na Alameda D. Afonso Henriques, que é propriedade do Ministério da Saúde, e ameaça ruir”, conta acrescentando que “foi só depois de ter chamado os jornais e as televisões que o assunto começou a ser resolvido”.
De resto, uma das maiores armas deste movimento de cidadãos tem sido a denuncia na comunicação social. “Sempre que enviamos cartas para as autoridades, ficamos sem resposta”, lamenta Paulo Ferrero, que vê nos media a única forma de “consciencializar as pessoas”.
Mas, em ano de autárquicas, Ferrero sabe que vai ter uma atenção redobrada por parte dos partidos. “Todos os anos lhes enviamos um dossiê com alguns dos assuntos que achamos mais importantes”, relata, sabendo que a história se repete a cada eleição: “A maioria nem responde e os que respondem acabam por se esquecer”.
“É por isso que cada um tem o seu partidoe isso não interfere no movimento”, comenta Jorge Santos Silva, que acredita que, “seja qual for a força politica que esteja na Câmara de Lisboa , haverá sempre problemas”.
Paulo Ferrero reconhece que a guerra que trava nunca vai ter fim: “Ganhamos umas batalhas, perdemos outras. Mas há sempre lutas novas”

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Novo Museu dos Coches. Inauguração a 5 Outubro de 2010

Imagem de D. Amélia de Orleães e Bragança, Rainha de Portugal. Foto tirada no exilio

O Museu Nacional dos Coches foi, como todos sabem, obra da Rainha Dona Amélia, a última rainha de Portugal, mulher, nascida francesa e morrendo convictamente portuguesa.

Assim, pergunto que direito tem o governo português de insultar a sua memória ao querer reerguer um novo museu dos coches a inaugurar no centenário da Implantação da Republica, acto esse que foi o culminar de uma série de acontecimentos fatídicos que a vitimaram, como o assassinato do seu marido e Rei, de seu filho e Herdeiro e que a exilou. Naturalmente não se põe aqui uma questão de Monarquia/ República. Apenas que se respeitem as memórias.

Vejamos de quem estamos a falar:

A 1 de Fevereiro de 1908 a família real regressada a Lisboa, sofre um atentado onde o Rei D. Carlos e o Príncipe Herdeiro D. Luis Filipe são mortos.

Dois anos depois, é implantada a república e é obrigada a partir para o exílio a 5 de Outubro de 1910 juntamente com a sogra, a Rainha Maria Pia e o seu filho mais novo, o já Rei D. Manuel II.

Os Bragança não fogem do reino. Embarcam inicialmente para o Porto. “Não chorámos, não pedimos, não tivemos medo. Ao contrario. Se houve um comandante com medo de morrer, não houve duas rainhas com medo de ficar”, afirmaria D. Amélia em 1938.
Parte posteriormente para Londre e após o casamento de seu filho radica-se em Versalhes.
Nestes anos de exílio casou o filho e viu-o morrer bem como toda a sua família directa, passando então a simbolizar toda uma dinastia, da qual era a única representante viva.
Durante a II Guerra Mundial, o governo de Salazar, ofereceu-lhe asilo político, que ela recusou, e declarou o castelo dos duques de Orleães, território nacional, tornando-o território neutro, intocável, na França ocupada.

Perguntaram-lhe um dia se recordava Portugal ao que respondeu: “Recordar?! Recordar é ter esquecido uma vez. Eu nunca esqueci”

A Rainha morreu aos 86 anos, profundamente atingida na sua felicidade de mulher, de esposa e de mãe, mas nunca na de Rainha.

Já no seu leito de morte afirmou” quero bem a todos os portugueses, mesmo aqueles que me fizeram mal (…) sofro tanto. Deus está comigo. Levem-me para Portugal” e faleceu.

É a sua memória que a inauguração do novo Museu dois Coches a 5 de Outubro de 2010 insulta.
Jorge Santos Silva

Vestígios do século XVII no Terreiro do Paço

Foto dos anos 40 onde as escadarias laterais são bem visiveis

Descoberta da escadaria junto ao torreão poente

Na foto, escadaria agora descoberta junto ao torreão poente.

Esta semana depois de ter tido conhecimento do achado arqueológico, Elísio Summavielle responsável pelo IGESPAR desceu até à margem do Tejo acompanhado por arqueólogos, para perceber até que ponto a pressa da empreitada que está a fazer as obras de saneamento não tinha danificado irreversivelmente vestígios ali encontrados.

"Suspirámos de alívio", descreve o responsável pela arqueologia náutica e subaquática do instituto, Francisco Alves. "Apesar de terem avançado com as máquinas sobre os vestígios sem autorização da tutela, estes já haviam sido registados [por desenho e fotografia] pelos arqueólogos que acompanham a obra". Além disso, continuava de pé uma escadaria em pedra, velha de vários séculos, que apareceu defronte do torreão poente da Praça do Comércio. Um poderoso anel metálico cravado a meio dos degraus atesta uma das suas funções - a amarração de barcos.

A escadaria estava enterrada e ninguém sabia da sua existência até as obras em curso a resgatarem ao passado. Irá agora ser desmontada para abrir caminho à passagem da conduta do esgoto, mas mais tarde ficará à vista de toda a gente, já que será remontada no lugar onde apareceu. À primeira vista parece fazer parte da amurada do Cais das Colunas. Os arqueólogos garantem que não, que poderá ser da época dos Descobrimentos.Vandalismo ou não?
Quanto aos achados destruídos pelo empreiteiro sem autorização do Igespar - restos de um cais de pedra prolongado por pontões de madeira assentes em estacaria -, o especialista em arqueologia náutica e subaquática fala da sua raridade, embora admita que a sua preservação seria impossível, uma vez que inviabilizaria a obra em curso. "Se estivesse numa conversa de café, diria que aquilo que se passou foi vandalismo", observa.

Depois de verem afluir ao local de cada vez mais arqueólogos entusiasmados, com máquinas fotográficas, os operários agiram: na quinta-feira cerca das 21h00 arrasaram tudo, ainda sem terem licença do Igespar para o fazer. Contido nas palavras, Elísio Summavielle fala em "precipitação" do empreiteiro. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar a empresa em causa, a Teixeira Duarte."Antes de haver autorização do instituto, não pode haver desmontagem e já chamei a atenção para esse facto, Felizmente não houve danos para o património", refere o mesmo responsável. Os arqueólogos chamam desmontagem à destruição de um vestígio quando ela é precedida do seu registo fotográfico ou desenhado. Summavielle e a sua equipa estiveram com o dono da obra, a empresa intermunicipal Simtejo, para que episódios como este, puníveis por lei, não se repitam. Para terça-feira está agendada uma reunião entre responsáveis da autarquia, do Igespar e das empresas envolvidas nas obras em curso na zona. Em cima da mesa estarão não só as questões relacionadas com a arqueologia como as dos prazos: o presidente da câmara, António Costa, prometeu que os transtornos que os trabalhos estão a criar aos automobilistas durariam quatro meses, mas a necessidade de alterar alguns projectos para preservar os vestígios arqueológicos pode fazer com que as obras se prolonguem para lá de Junho. "Por vezes a pressa é inimiga do património", constata Elísio Summavielle.Um dos projectos que será preciso alterar será o da EPAL. A empresa aproveitou as obras de saneamento para substituir um troço de 640 metros de uma conduta de água entre o Terreiro do Paço e a Ribeira das Naus. Acontece que também aqui os arqueólogos depararam com vestígios que, embora menos espectaculares do que a escadaria, entendem ser igualmente de preservar. Trata-se de um antigo muro de contenção da margem do rio, que se prolonga por cerca de 20 metros. Irá permanecer enterrado, tendo o Igespar dito à EPAL que desviasse a conduta pelo menos 20 centímetros do vestígio arqueológico.


No caminho da conduta


Ainda na zona da Ribeira das Naus foi encontrado uma segunda estrutura de pedra, perpendicular ao rio e provavelmente da época anterior ao terramoto de 1755. O Igespar admite que possa vir a ter de ser atravessada pela conduta da água.Muita da excitação dos arqueólogos com tudo o que estão a descobrir enterrado à beira-rio tem que ver com o facto de várias destas estruturas portuárias estarem representadas em antigos mapas e gravuras da cidade de Lisboa (ver imagem). Seriam imagens fiéis da metrópole portuária do século XVII? Ninguém sabia. Até hoje.


Com as devidas adaptações, baseado em texto de o Público.


Jorge Santos Silva

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lisboa e os seus monumentos. O Arco de Jesus

Este arco está situado na Rua do Cais de Santarém, ao lado do número 66 e dá acesso à Rua de S. João da Praça. Encosta-se ao velho palácio que foi dos condes de Cauculim, com faixas dos Mascarenhas que aínda ostenta o seu escudo armado. É um documento vivo da Lisboa sarracena.
Das primitivas doze portas da cerca moura esta é a única que se manteve até aos nossos dias, embora alterada. Mas sabemos que esta era uma porta da cidade do tempo da cerca moura. Daí a sua classificação como Monumento Nacional, pelo que merecia melhor tratamento do que o que aquele que a foto documenta.
Supõe-se que esta passagem foi utilizada pelos Cruzados quando auxiliaram D. Afonso Henriques, por altura da tomada de Lisboa em 1147. Após ter assumido várias denominações, tais como Porta do Mar (a S. João), Postigo Gil Eanes da Silva, Postigo do Conde de Linhares, adoptou a designação de Arco de Jesus, que se manteve inalterada desde 1588 provavelmente devido a um painel com a imagem do Menino Jesus que exibia na sua abóbada até 1627.
As portas da cidade antiga interrompem ainda hoje a linha de edifícios que constitui o Campo da Cebolas. Todo o conjunto materializa ainda a presença das antigas muralhas que ficavam à beira do porto. De referir que Alfama significava isso mesmo na Lisboa islâmica "à beira do porto".

Jorge Santos Silva

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O fenómeno Susan Boyle

Carregar na imagem para abrir o video.
O criador de "Britain's got talent", Simon Cowell, prevê que um disco de Susan Boyle alcance o topo da lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, depois que Oprah Winfrey convidou a cantora para seu programa. Cowell falou nesta quinta-feira sobre o interesse que Susan tem despertado nos Estados Unidos: "Ela acaba de receber um convite de Oprah. Se for ao programa, acho que são grandes as chances de Susan Boyle chegar aos top americanos."Cerca de 100 milhões de pessoas de todo o mundo já viram a performance de Susan em "Britain's got talent" no YouTube, polverizando a tomada de posse de Obama ou a célebre sapatada do jornalista iraquiano contra W. Bush.
Além do "Good morning America", Susan cantou e deu entrevista no "Today show", da NBC.
A apresentadora Kathie Lee Gifford chorou durante a performance da cantora.Demi Moore também foi às lágrimas ao ver cantar a mulher de 47 anos que diz nunca ter beijado um homem. Ela assistiu à performance de Susan depois por indicação de seu marido, Ashton Kutcher.Kutcher, de 31 anos, postou no Twitter um link do vídeo de Susan, dizendo: "Isto fez-me ganhar a noite".O irmão de Susan, John, disse: "A reacção das pessoas é incrível. Acho que parte do apelo de Susan vem do fato de que, atrás da voz, ela é uma pessoa boa e amável. Ela está encantada com tudo o que está acontecendo."Susan está na casa de uma amiga onde se prepara para a próxima fase de "Britain's got talent", na qual ela vai cantar "Whistle down the wind", também do musical "Os miseráveis".Susan declarou: "Estou dando um passo de cada vez, mas estou adorando isso. O telefone não para de tocar. Até rádios australianas queram falar comigo. Todos têm sido tão amáveis."

Realmente, mais uma vez se comprova que não se deve julgar um livro pela capa.

P.S. Como o youtube está constantemente a retirar os vídeos da cantora pois segundo se sabe comprometem o funcionamento do servidor devido aos milhões de acessos, isto até voltarem de novo a serem postados por outras pessoas, poderá ocorrer que este não esteja visivel ao abrir.

domingo, 19 de abril de 2009

Ser portugês é:

Levar arroz de frango para a praia.
Guardar as cuecas velhas para polir o carro.
Lavar o carro na rua, ao domingo.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
Passar o domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Exigir que lhe chamem 'Doutor'.
Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.
Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Já ter 'ido à bruxa'.
Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!
Ter três telemóveis.
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele ou simplesmente não votou em ninguém.

Viva Portugal, carago...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Como o Reino Unido está a resolver o problema da indisciplina nas escolas

O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. "As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações" sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que "as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira". Acrescentou ainda que "vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos". A governante garantiu que "as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais". O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.


Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.

Aprendam.

Chegado por e-mail

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Plano para o Parque Mayer vai abri-lo à cidade

«Operação urbanística. No Verão a proposta de Plano de Pormenor para o Parque Mayer e edifícios da Universidade de Lisboa na Rua da Escola Politécnica deverá entrar em fase de discussão pública. Ontem a sua elaboração foi aprovada pelo executivo municipal. Oposição questionou a viabilidade financeira O tempo começou a contar. Ontem a Câmara de Lisboa aprovou os termos de referência (as linhas com que o arquitecto se cose) para a elaboração do Plano de Pormenor do Parque Mayer. Manuel Aires Mateus, o arquitecto vencedor do concurso de ideias promovido no ano passado pela autarquia da capital, tem agora 180 dias para elaborar uma proposta preliminar e posteriormente o plano de pormenor na sua versão definitiva. "Vamos abrir o Parque Mayer à cidade", disse ao DN. [...]»

O Ódeon, Foto retirada de Catedral 2004

- Ora bem, quanto ao Parque Mayer é preciso dizer de uma vez por todas que salvo o Capitólio, primeira obra Modernista em Portugal, da autoria de Luis Cristino da Silva e classificado como de Interesse Publico, o resto é tudo lixo. Está por entender o porquê de tanto interesse na área quando nada fazem do Ódeon esse sim um brilhante exemplar cujos herdeiros não se entendem e enquanto isso se vai degradando sob o olhar inoperante da CML.

JSS

domingo, 5 de abril de 2009

Pela Verdade Desportiva Petição

Rui Santos

OBJECTIVO: DEFESA DA VERDADE DESPORTIVA

COMO: INTRODUÇÂO DAS NOVAS TECNOLOGIAS PARA MELHORAR O DESEMPENHO DAS EQUIPAS DE ARBITRAGEM

ONDE: NA MODALIDADE FUTEBOL À SEMELHANÇA DO QUE ACONTECE COM OUTRAS MODALIDADES

PORQUÊ: PORQUE A INDÚSTRIA DO FUTEBOL MOVIMENTA MILHÕES; PORQUE OS CLUBES OU SAD NECESSITAM DE FAZER APOSTAS CADA VEZ MAIS SEGURAS E PONDERADAS FACE AO CENÁRIO DE CRISE; PORQUE OS CLUBES OU SAD NÃO PODEM CONTINUAR A SUPORTAR PREJUÍZOS DECORRENTES DE FACTORES EXTERNOS; PORQUE É PRECISO DIMINUIR O RUÍDO EM BENEFÍCIO DO JOGO E DA SUA QUALIDADE.

ASSINE E DIVULGUE EM :


Os autores deta petição sugerem:

1. Assine com pelo menos dois dos seus nomes;

2. Não se aceitam 'anónimos'.

OBSERVAÇÃO: As 'ipetitions' têm um mecanismo próprio de donativos (ao qual o primeiro subscritor desta petição é alheio) que RECOMENDAMOS ignorar. A adesão, obviamente, não tem qualquer custo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A vida quotidiana em Lisboa em princípios do séc. XXI

As eleições estão à porta e os buracos nas ruas começam, finalmente, a ser asfaltados. Infelizmente, esta estratégia funciona. Quando muito, leva alguns, mais pragmáticos, a dizer que devia haver eleições todos os anos.Aposto que em breve se dará também atenção ao lixo: num raio de 100 metros de minha casa, por exemplo, tenho três depósitos selvagens de lixo - sítios onde as pessoas, por qualquer razão, se habituaram a depositar os sacos de lixo (dois deles a meia dúzia de metros um do outro. Há coisas que realmente não entendo). Em breve aparecerão, nesses "auto-lixões", contentores municipais.
Os efeitos benéficos das eleições municipais vão fazer-nos ver como Lisboa teria sido, se tivesse tido um presidente da Câmara também nos anos em que não há eleições.
Por Luís Serpa in Forum Cidadania LX

sexta-feira, 20 de março de 2009

One love...Maisha

Deve ter sido este anuncio que levou o Papa a fazer as declarções polemicas em africa

quinta-feira, 19 de março de 2009

Relatório de Segurança Interna de 2008 confirmará as piores expectativas

Foto RTP

Opinião
Por Jorge Santos Silva

Os dados do Relatório de Segurança Interna de 2008 a ser entregue à Assembleia da Republica até ao fim de Março confirmam as piores expectativas.
Assim, no ano passado o crime violento aumentou 10,7% e a criminalidade geral subiu 7,5%. O que significa o maior crescimento dos últimos dez anos em Portugal.
Desta feita a recusa do Ministro da Administração Interna em dar informações sobre as estatísticas da criminalidade de 2008, está prestes a terminar e Rui Pereira vai ter de reconhecer as piores previsões as piores dos últimos dez anos.
As forças de segurança registaram um total de 421 037 crimes - mais de 1100 por dia - dos quais 24 313 foram graves e violentos. Por dia houve, em média, 67 crimes violentos.
Destacam-se, com resultados já definitivos a 31 de Dezembro, os aumentos brutais dos assaltos a bancos e às bombas de gasolina, praticamente para o dobro. Houve 230 roubos a bancos, contra 108 de 2007 e 468 assaltos a postos de abastecimento de combustível, contra 241 no ano anterior. Em ambos os casos, que se enquadram nas estatísticas do crime violento, o ano de 2008 foi o pior de sempre.
Foram assassinadas 143 pessoas em 2008, mais dez que em 2007 (aumentou 7,5% ) e 761 foram agredidas violentamente, mais 99 que no ano anterior (uma subida de 15%).

Estes dados, segundo apurou o DN, demonstram-nos uma realidade simples e preocupante e que se traduz no aumento da criminalidade violenta, mas também nos faz levantar uma questão obvia. Porquê? Sim, porque aumentou desta forma exponencial a criminalidade no nosso país em tão poucos anos? Os nossos políticos de forma consciente também já aderiram à moda de culpar a crise de tudo, até do aumento da criminalidade. Acredito que possa de facto representar uma pequena percentagem mas vão à rua, vão aos cafés e ouça-se a voz sábia do povo e encontrem-se os verdadeiros responsáveis por este brutal desvio à tradição pacifica portuguesa. Veja-se por exemplo o que significa a deterioração destas terceiras e quartas vagas de imigrantes, que trazem agora uma série de indivíduos cujas classificações para o exercício de qualquer profissão são nulas e com variada historia criminal. Essa sim é a opinião do povo que, assustado está e mais fica ao perceber que quem nos representa nada faz e volta-se a questionar o que andam a fazer os nossos políticos, únicos responsáveis pela actual situação, que numa hipócrita politica de boa vizinhança global não fazem barrar junto do Serviços de Estrangeiro e Fronteiras aqueles que não demonstrem condições de trabalho nos países de origem para evitar os falsos vistos de turista, ou cartas de trabalho devidamente apreciadas antes da entrada de tudo o que de pior há. Seguramente que a criminalidade, principalmente a violenta diminuía.

Manifestação 200 pessoas em defesa dos museus dos Coches e de Arqueologia

Foto in Público 19-03-2009

"Monumentos a cair e os ministros a sorrir" e "Basta de incompetência, já não temos paciência" foram algumas das palavras de ordem que se fizeram ouvir, ontem à tarde, no protesto de rua contra a construção do novo Museu dos Coches, na Avenida da Índia, em Lisboa.Cerca de 200 pessoas concentraram-se junto aos portões dos edifícios que serão demolidos para dar lugar ao espaço museológico - trata-se das antigas oficinas do Exército, que albergam o Arquivo Histórico da Arqueologia Portuguesa, o espólio de Arqueologia Náutica e Subaquática, uma biblioteca de Arqueologia e laboratórios de Arqueociências.Os promotores da manifestação - a Plataforma pelo Património Cultural (PP-Cult) e o Fórum Cidadania Lx - receberam anteontem a notícia de que as obras de demolição das velhas oficinas foram suspensas temporariamente. Mas isso pode não significar a abertura do Governo para recuar na decisão de construir o novo Museu dos Coches. Por isso, as duas organizações ponderam avançar com uma acção popular judicial.Ontem, os manifestantes reivindicaram a recuperação do Museu dos Coches e contestaram ainda a transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional. Luís Raposo, director do Museu de Arqueologia, disse ao PÚBLICO que este é o momento propício para fazer algo que foi antes escamoteado neste processo - "debater e reflectir" sobre as propostas para os Coches e para Arqueologia. E não poupou críticas ao Ministério da Cultura (MC), que, em seu entender, se afigura um outsider nesta matéria. Foi precisamente ao MC que o Bloco de Esquerda dirigiu o requerimento que apresentou ontem à tarde no Parlamento, questionando a tutela pelo futuro da investigação arqueológica nacional. Entretanto, a petição on line que repete as reivindicações ouvidas na Avenida da Índia tinha, ao princípio da noite, 2115 subscritores.
M.J.O. Jornal público 19-03-2009


Já na edição de hoje do Sol, Luís Marques da Silva do Fórum Cidadania Lx em entrefista à jornalista Margarida Davim, afirmou que “(...) já consultámos juristas para avançar com (…) uma acção popular para travar a construção do novo Museu dos Coches, parar as demolições nos serviços de arqueologia e impedir que o Museu de Arqueologia vá para a Cordoaria".

terça-feira, 17 de março de 2009

Demolições nas OGME contrariando declarações de Presidente do IGESPAR?!!


«A Concentração de Protesto marcada para amanhã dia 18 às 18h em frente ao local onde decorrem as demolições (Av.ª Índia nº 136) tem mais do que nunca razão de ser. Trata-se, efectivamente, de um dever cívico, de acreditar que Portugal é um Estado de Direito, onde os valores culturais não podem ser colocados em risco desta maneira com posições de força e falta de regras.

Contrariamente ao que foi transmitido pela direcção do IGESPAR no dia 9 do corrente mês aos funcionários “sitiados” na Av. da Índia, bem como aos órgãos de comunicação social, as demolições neste espaço são efectivamente uma realidade (ver figuras em anexo).

A este propósito, importa destacar as seguintes declarações efectuadas na altura pelo director do IGESPAR, Elísio Summavielle, relativamente às preocupações sentidas pelos funcionários: “as preocupações são infundadas uma vez que o processo está a ser devidamente acompanhado e supervisionado e que as demolições de facto só terão início depois dos serviços serem todos transferidos” (Jornal de Notícias em 12-03-09). O Presidente do IGESPAR garante ainda, no Diário de Notícias do mesmo dia “as obras estão numa fase de desmontagem de coberturas”.

Verificando-se, neste preciso momento, que as demolições são já um acto consumado, como explicar a garantia dada pelo Director do IGESPAR, na presença do chefe de gabinete do Ministro da Cultura, que os serviços só sairiam quando existisse um espaço condigno para os mesmos? Pergunta-se: perante este ritmo de “desconstrução”, um edifício por dia, quanto tempo restará aos funcionários e ao Património Cultural que aí permanecem? É que o protocolo para a sua transferência para a Cordoaria Nacional permanece ainda por assinar (e será que algum dia será assinado?).

Não esquecer que com esta acção precipitada, comprometem-se também dois dos nossos melhores Museus: Coches e Arqueologia!»

Publicado pelo Forum Cidadania Lx

Lisboa esquecida - Terreiro do Paço

sexta-feira, 13 de março de 2009

Assalto com data marcada - Aviso urgente

Fui avisado por uma sociedade de advogados conhecida do seguinte:
Ladrões estão a enviar pelo correio uma carta com papel timbrado da TV CABO, da MEO ou de qualquer outro serviço público (água, gás, etc..) onde consta que as empresas estão a modernizar a sua tecnologia e que será necessária a substituição dos equipamentos dentro da casa do assinante.
Eles dão o número do telefone de um colaborador, por intermédio do qual deve ser feita a marcação para a realização do serviço. Ou seja, se o assinante não conhece o golpe e não telefona para a empresa em questão para saber se isto é verdade, o assalto é praticado com hora marcada e, a maior parte das vezes, com os donos lá dentro!!Vejam só até onde chegou a ousadia dos bandidos! As próprias vítimas marcam o dia em que as suas casas podem ser assaltadas! Sugiro que passem esta mensagem aos vossos amigos, tenham eles TV CABO ou outro qualquer serviço de TV por assinatura, para que eles, também, passem esta informação de interesse.
Passem a mensagem atraves de http://lesmamorta.blogspot.com/

quarta-feira, 11 de março de 2009

Prédio do Ministério da Saúde em risco de ruína

JN 11-03-2009

Sobre este assunto consultar também:

Início da Construção do novo Museu dos Coches e transferência do Museu de Arqueologia

Agora que as obra de construção do novo Museu dos Coches arrancaram impõe-se dizer que o Estado não pode pura e simplesmente fazer o que lhe apetece. Há que haver o direito a nos insurgirmos contra estas coisas e de uma vez por todas impedir que se faça tamanho disparate só para que também eles tenham uma obra de regime que, quando da do CCB, tanto criticaram.Neste caso, mais do que um edifício completamente desproporcionado para o local, é despropositado para o objectivo. A somar ao disparate de colocar o Museu de Arqueologia na Cordoaria Nacional, a conclusão final não pode ser outra senão perguntar quem diabo é o Ministro da Cultura e o que raio está lá ele a fazer.

Jorge Santos Silva

terça-feira, 3 de março de 2009

D.Nuno Àlvares Pereira: Um Português de Excepção

Por: João J. Brandão Ferreira*

Frei Nuno recebeu o embaixador de Castela, em sua cela, amortalhado no Hàbito.
-“Nunca mais despireis essa mortalha?” perguntou-lhe o castelhano.
-“Só se el-rei de Castela outra vez movesse guerra a Portugal...”
E erguendo-se:
-“Em tal caso enquanto não estiver sepultado, servirei ao mesmo tempo a religião que professo e a terra que me deu o ser”.
Por baixo do escapulário tinha o arnez vestido. O castelhano curvando a cabeça, saiu.

Finalmente, ao fim de uma espera de séculos, a canonização do Beato Nuno de Santa Maria está marcada: será no dia 26 de Abril e terá como companheiros quatro cidadãos da península Itálica.
Este reconhecimento da Igreja deve ser considerado com grande júbilo pela nação dos portugueses. As comemorações devem ter realce idêntico. Não vai ser fácil, todavia, que tal venha a acontecer, mas já lá iremos.
De facto a figura e a acção do Condestável é absolutamente singular na História de Portugal e, a ele, mais do que a qualquer outro, devem os portugueses o facto de continuarem a ser livres e independentes.
Não vamos percorrer a vida do grande vencedor de Aljubarrota – facto luminoso das nossas glórias militares – nem os seus actos do dia a dia, que são referencias incontornáveis de moralidade pública, virtudes humanas e devoção cristã, que balizaram a vida do herói e santo, mas tão só afirmar dois notabilíssimos factos: ser Nuno Alvares o nosso único chefe militar que nunca perdeu uma batalha ou um simples combate (e pelejou muito!); e sendo já numa altura madura do seu peregrinar pela terra, um dos homens mais ricos do Reino – senão o mais rico – se ter despojado de tudo, distribuindo os seus bens pelos familiares, amigos, companheiros de armas e ordens religiosas. Queria apenas passar a viver de esmolas e foi preciso uma ordem real para impedir que tal viesse a suceder.
Não existe outro exemplo em toda a gesta nacional, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado Portucalense, que se lhe possa igualar. Como, possivelmente, não haverá no mundo inteiro.
É, pois, diante desta figura gigantesca de carácter, competência, humildade e Fé, que os portugueses se devem curvar e em cujo exemplo deveriam meditar.
Ora os portugueses deste início do século XXI desconhecem e ignoram, na sua maioria – com os poderes públicos à cabeça – o ganhador dos Atoleiros, de Trancoso e Valverde, o grande comandante que nunca vacilou nos transes mais dolorosos e incertos.
É este, então, o momento ideal para arrepiarmos caminho e dar graças à Providencia Divina pelo facto do Santo Condestável ser um dos nossos e lembrarmos aos nossos filhos e netos que nunca o deverão esquecer. Porém, não se pode amar o que se desconhece.
Numa época em que os nossos brios patrióticos tão necessitados estão de alimento que os retirem da soturna decadência em que sucessivas opções de estouvado e ignaro mau senso, os colocaram, surge esta luminosa oportunidade de retemperar a alma dos bons portugueses. Será um crime de lesa Pátria, desperdiçá-la!.
Deste modo julgamos que se deve actuar rapidamente em três âmbitos: o religioso, o militar e o cívico.
É por demais evidente que a cerimónia de canonização deve ser seguida pelo país inteiro – não há aqui azo a divisionismos – e não se deve esgotar na cerimónia em Roma a qual deve ter a presença de muitos portugueses e de bandeiras de Portugal. É preciso mobilizar o maior número de pessoas a deslocarem-se ao Vaticano.
A imagem de Nuno de Santa Maria (o nosso décimo primeiro santo), deve ser transportada em avião da Força Aérea ou da TAP, para Lisboa e ser escoltada por aviões de combate assim que entrar no espaço aéreo nacional – as asas dos aviões da FA ostentam a cruz de Cristo, ela não está lá por acaso.
No aeroporto a imagem deverá receber honras militares e ser levada para o Convento do Carmo – a sua última morada – e ficar à guarda de forças da GNR.O percurso deverá ter alas de militares.
Em data próxima realizar-se-á um “Te Deum”nos Jerónimos em honra do novo santo, com a presença de todas as irmandades e institutos religiosos. No dia seguinte a imagem deverá seguir para S.Margarida, passando pela Escola Prática de Infantaria –arma de que D.Nuno é o patrono . Em S.Margarida, na unidade herdeira das tradições da 3ª Divisão de Infantaria – a Divisão N’Àlvares – será feita uma velada de armas à maneira medieval, para seguidamente se prestar as honras militares na Batalha antecedidas pela passagem nos campos de S.Jorge. Em todos os itinerários o povo e todas as autoridades devem sair às ruas para aclamar tão distinto e valoroso antepassado.
Em frente à sua estátua equestre na vila da Batalha serão prestadas honras militares pelo maior contingente de tropas apeadas que se possa reunir a que se seguirá missa solene militar, com a presença dos estandartes de todas as unidades militares, no mosteiro de Santa Maria da Vitória. O corpo diplomático deve ser convidado a assistir.
As cerimónias deslocar-se-ão, então, para o concelho da terra natal de D.Nuno, Cernache do Bonjardim, cujas forças vivas já se preparam para a justa homenagem.
Em simultâneo deverão realizar-se palestras, homilias, conferencias, colóquios, etc., em todas as paróquias, unidades militares (incluindo as destacadas),escolas e instituições de cultura e patrióticas um pouco por todo o país. Tais comemorações deverão inspirar o aparecimento de obras de arte, literatura, medalha, emissão filatélica, etc., alusivas ao evento.
É urgente “reaporteguesar” Portugal.
Para tudo se levar a bom termo, deverá ser constituído um grupo director e coordenador que não pode dispensar o alto patrocínio do Presidente da República (e deverá até ser liderado pela presidência). Aos eventos devem ser agregadas o maior número de instituições representativas da sociedade.
Infelizmente haverá que contar com a acção de forças antinacionais que tudo farão para minorizar tão importante acontecimento. Há que as enfrentar com serenidade, determinação e firmeza. Como D. Nuno nos ensinou.
Que o grande Fronteiro Mor do Além-Tejo, Condestável de Portugal, alma pura e bela, agora Santo Nuno, continue a interceder pela terra de Santa Maria.
Acreditem que bem precisamos.

*Tenente Coronel Piloto Aviador
Comd.Linha Aèrea

Este texto foi-nos enviado pelo leitor José Honorato Ferreira a quem desde já se agradece e cujo comentário ao artigo acima publicado, pela oportunidade do mesmo, segue em anexo.

“Não conheço pessoalmente o TCOR PILAV Brandão Ferreira. Tenho lido muitas das suas intervenções e reconheço-me em muitas das suas afirmações.
A figura de Nuno Álvares Pereira pouco ou nada dirá à grande maioria dos altos dirigentes políticos nacionais, pois o politicamente correcto é defender a UE e, mesmo, a integração num espaço ibérico, o que quer que tal conceito queira significar.
Como a educação e a formação das novas gerações tem sido descurada nas últimas décadas, raros serão os que se perturbam com a ideia da defesa de uma chamada união ibérica. Pobre D. Nuno que tem de suportar estes seus concidadãos, seis séculos após os seus actos heróicos em defesa da Pátria.
Portanto, tenho para mim que não passará pela cabeça de nenhum órgão de soberania nacional dar o devido relevo à canonização do Condestável, o que seria normal num País que não se tivesse “esquecido” da sua História e da sua identidade nacional.
Aliás, será que os políticos que nos governam têm ideia do que significam esses conceitos?
Aconselho a leitura da entrevista do Prof. Vitorino Magalhães Godinho no DN de 27 de Fevereiro corrente. Do alto dos seus 90 anos e do passado de que se orgulha (desconhecido da maioria, certamente...) põe o dedo na ferida sobre a pobreza de espírito e ignorância da classe política.
Portanto, meu caro Amigo, a 26 de Abril próximo, para além de meia dúzia de salamaleques protocolares que as relações diplomáticas formais entre a República Portuguesa e a Santa Sé tornarão inevitáveis, tudo será feito para, de forma "politicamente correcta", manter a “sacrossanta e jacobina” separação da Igreja do Estado, não vá qualquer outra atitude ferir a sensibilidade de prestimosas instituições tidas como progressistas e defensoras de liberdades e garantias, bem conhecidas de muitos de nós.
Se tudo correr de outra maneira... Te Deum laudamus... Portugal ainda não terá adormecido!!!
Que nunca a voz doa ao TCOR PILAV Brandão Ferreira e aos militares que têm consciência do Juramento de Bandeira que convictamente proferiram.
Não temos de viver com fantasmas do passado, é certo. Temos, contudo, de manter a noção de defesa e de dignidade de uma Pátria e de uma História de quase 900 anos, de que não temos de nos envergonhar.

José Honorato Ferreira”