"Eu poderia suportar, embora nao sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A Alguns deles nao procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condiçao encoraja-me a seguir em frente pela vida! Mas é delicioso que saibam que os adoro, embora nao o declare e nao os procure sempre".
Salvem O Museu dos Coches Petição
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Vinicius de Morais
"Eu poderia suportar, embora nao sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A Alguns deles nao procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condiçao encoraja-me a seguir em frente pela vida! Mas é delicioso que saibam que os adoro, embora nao o declare e nao os procure sempre".
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Terreiro do Paço - Sobre notícia do Público de 26.07.09
Acabo de ler no PÚBLICO um artigo sobre o Terreiro do Paço, subscrito por ti e outros colaboradores do blog CIDADANIA.LX.
Estou completamente de acordo convosco, tão só pela simples razão de que são sérios nos argumentos e apontam as tropelias que se pretende realizar numa das mais belas praças da Europa.
Basta consultar um bom dicionário, como o “Grande Dicionário da Língua Portuguesa”, de José Pedro Machado, Sociedade da Língua Portuguesa, Amigos do Livro Editores, 1981, e ver a seguinte entrada:
· Restaurar – Recuperar, restabelecer em bom estado, colocar na sua primeira posição, reintegrar, elevar no seu antigo esplendor, reparar, consertar, pôr em bom estado.
Será preciso mais, para percebermos o que deve ser feito no Terreiro do Paço?
Não está em causa, nem deverá estar, refazer ou adaptar a Praça aos padrões do século XXI. Estamos perante um monumento nacional, construído no século XVIII, integrado no conjunto da reconstrução de uma capital arrasada por um terramoto, que foi classificado como sendo digno de figurar como Património da Humanidade.
Não precisamos de inovações! Basta recuperar a dignidade inicial, limpando, pintando, refazendo cantarias degradadas e recuperar danos causados ao longo dos anos, por incúria ou ignorância. Os registos gráficos existentes permitem, seguramente, recuperar a traça original.
Deixem-se, pois, de habilidades e “rodriguinhos” tontos, só para dar visibilidade a artistas actuais que, se forem bons, poderão dar largas às suas qualidades noutras zonas da cidade. Até poderão ganhar prémios com obras originais…
Respeitem o Património e os cidadãos, que deverão lutar por legar às gerações futuras as obras históricas do passado. Exijam que os órgãos do Estado, incluindo os órgãos de soberania, se pronunciem sobre estes casos. Os monumentos nacionais não deverão ser danificados com a cumplicidade do Estado.
Abraços
José Honorato Ferreira
Ainda e agora o Terreiro do Paço
Por: Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Júlio Amorim, Pedro Gomes e Fernando Jorge
Relatorio final da AR sobre a petição "Salvem o Largo do Rato"



Jorge Santos Silva, Luis Marques da Silva e Paulo Ferrero
domingo, 19 de julho de 2009
Petição - Salvem o Lusitano Clube de Alfama
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Viagem por Portugal
terça-feira, 16 de junho de 2009
Sobre o novo trânsito na Baixa de Lisboa
domingo, 7 de junho de 2009
Novo Museu Naciona dos Coches
COMUNICADO
Considerando que, e socorrendo-nos da sabedoria popular, se trata de um nado que nasceu torto e que tarde ou nunca se endireitará, porque:
As razões que fundamentaram a urgência na construção de um Novo Museu dos Coches (a adaptação do actual museu a picadeiro da escola de Alter, a necessidade de “respirar” do actual museu, etc.) são altamente duvidosas e foram, oportunamente, objecto de pareceres negativos de quem de direito (LNEC, IPM, MNC, etc.), o que aliado ao facto de ser do conhecimento público o recente e inequívoco “não” da PR à entrada de cavalos no espaço do actual museu, torna este projecto sem objectivo prático.
A inclusão de um Novo Museu dos Coches nas contrapartidas do Casino de Lisboa (já de si uma decisão estranha) assume particular estranheza quando é do conhecimento público que havendo museus nacionais a precisar de serem construídos de raiz, o dos coches não será decididamente um deles.
A forma como foi escolhido o arquitecto brasileiro para o projecto do novo museu dos coches, sem concurso e, aparentemente, como contrapartida por um arquitecto português ter feito obra no Brasil, é profundamente lamentável e é sintomático do entendimento que quem de direito tem acerca da coisa pública.
A “solução final” em dominó encontrada pelo Ministério da Cultura para providenciar espaço físico para o novo museu dos coches - envolvendo a demolição das antigas Oficinas Gerais de Material de Engenharia (que, pasme-se, englobavam as antigas cocheiras reais), o despejo do ex-IPA e do Museu Nacional de Arqueologia e a instalação de ambos na Cordoaria (com a inevitável adulteração de um MN) e a ampliação do Museu da Marinha para o resto dos Jerónimos (projecto já esquecido de Américo Thomaz) – é irresponsável, atentatória do nosso património e contrária ao entendimento de inúmeros especialistas, a começar pelos responsáveis dos museus de Belém.
O projecto do novo museu dos coches sofre, à partida, de 3 problemas graves: quebra o equilíbrio urbanístico (estético, volumétrico e funcional) daquela zona, viola a ZPE do Palácio de Belém, e, pelas imagens virtuais que são do conhecimento público (pré-figurando salas "esterilizadas" e materiais contemporâneos, é totalmente inadequado para albergar uma colecção de coches.
Ou seja, este projecto é um desperdício de dinheiros públicos (porque o são) num país pobre e com outras prioridades na Cultura, é ineficaz (porque os cavalos não vão para o espaço do actual museu) e é contrário à generalidade dos especialistas; pelo exposto:
Apelamos à Câmara Municipal de Lisboa para que na próxima 3ªF, dia 9 de Junho, faça um favor a Lisboa e CHUMBE o projecto do novo museu nacional dos coches.
7 de Junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Blog temporáriamente parado
Jorge Santos Silva
P.S. - Já agora, como curiosidade, imagine-se que aprendi no hospital que o termo médico utilizado para denominar os dedos da mão é quirodáctilo. Ele há cada um.
domingo, 24 de maio de 2009
terça-feira, 19 de maio de 2009
Monárquicos à trolha em Lisboa
Sabidas que são as pretensões ao trono que o deputado monárquico defende, já que ao arrepio do há muito convencionado que, salvo algumas aparições pontuais e rapidamente desacreditadas, têm por certo a legitimidade de D. Duarte, o líder monárquico vem à praça anunciar agora a ilegitimidade da Casa de Bragança e afirmar que o herdeiro ao trono de Portugal é, e com o apoio do PPM, D. Pedro José Folque de Mendonça Rolim de Moura Barreto, Duque de Loulé, isto depois de já ter indisposto os monárquicos de Portugal com o lançamento do livro "O usurpador" em referência a D. Duarte e do controverso encontro com D. Rosário de Poidimani um italiano, filho de uma alegada filha ilegítima do Rei D. Carlos I e de Maria Amélia Laredó e Murça, Maria Pia de Bragança, cuja pretensão ainda que verdadeira cai por terra por ser fruto de relação ilegítima. A confusão estava lançada.
Assim, tomei conhecimento que uma organização, que dá pelo nome de Real Associação de Lisboa, está a divulgar uma petição com o objectivo de a entregar aos restantes lideres da coligação, para irradiar o contestatário líder do PPM das listas da mesma, alertando para o facto de que o objectivo de cativar votos monárquicos sai totalmente gorado com tal iniciativa, já que não há monárquico ajuizado que se reveja num PPM anti Bragança.
Como tem sido meu hábito neste blog, independentemente de cor politica tenho aqui postado todos os assuntos que, ou por interesse generalizado ou por curiosidade do facto, possam interessar aos meus leitores.
Assim, ou por curiosidade ou para subscrição, aqui fica o link da dita petição bem como o texto e motivos da mesma: http://www.peticaopublica.com/?pi=JTMB
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Assim começaram os engarrafamentos e as discussões de trânsito.
“ANO DE 1686. SUA MAJESTADA ORDENA QUE OS COCHES, SEGES E LITEIRAS, QUE VIEREM DA PORTARIA DE SÃO SALVADOR, RECUEM PARA A MESMA PARTE” Rua das couves
Em Várzea de Meruge, Seia, Serra da Estrela, a população cansou-se depedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua.Vai daí, decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente e ao seu padrinho em S.Bento.Nunca a frase «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...
É ainda curto, mas é um sinal de que o povo está aí, já se ouvem ao longe os tambores...
Se a moda pega vamos ser o país das couves.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Assim vai Portugal
sábado, 9 de maio de 2009
Terreiro do Paço – Que futuro?

O Terreiro do Paço é uma das praças maiores e mais bonitas da Europa, porta de entrada de Lisboa e centro a partir do qual a cidade ressuscitada se desenvolve. A nossa “Real Praça do Comércio”, ponto fulcral de todo um «décor» de um Projecto Mercantilista e Modernizante nunca conseguido, onde toda uma simbologia é desenvolvida: a geometria, o numeralismo, etc. A inclinação dos bordos em relação e à estátua, para que os que se lhe aproximem sejam reduzidos à sua “insignificância” por D.José, o nosso Rei-Sol. A luz, a luminosidade que a todos encandeia e que de todos os lados reflecte. Simbolismo materializado pela conjugação da vontade do homem e da domesticação dos materiais. Por tudo isso, o Terreiro do Paço é Monumento Nacional. Mas a relação do lisboeta com o Terreiro do Paço é ambígua, bipolar. Da cor das fachadas (era “amarelo de Nápoles” quando podia ser rosa, de Bragança; foi verde-garrafa, e voltou a amarelo) ao abandono do Arco Triunfal, aos torreões “mais para lá do que para cá”; aos elementos espúrios, ao “tratamento” do Cais das Colunas, à boca de Metro em plena arcada, aos pilaretes, quiosques, e aos esventramentos sucessivos do subsolo. Foi parque de estacionamento. Tem sido feira popular e estaminé.
A decisão (oculta) de alguns (muito poucos)
Lembrou a alguém, a propósito do Centenário da República, fazer dele o palco de 2010. Contagiado pelo despotismo esclarecido de antanho, decidiu e não auscultou ninguém, muito menos a “plebe”. O projecto é facto consumado. Da placa central? Reafectação dos pisos térreos? Correcção dos “embelezamentos”? Limpeza do Arco e da estátua? Eternizar a veia de quermesse? Mastros, toldos, “bandeirinhas”? Publicidade a troco de €? Toque de “contemporaneidade”?
O projecto divulgado em sessão privada (*) de CML emoldura o Terreiro do Paço com piso riscado, invocando a cartografia do séc. XVI. A placa central é preenchida por uma desconcertante rede de losangos ocre, de areão, a “condizer” com as fachadas dos edifícios, num imenso “tartan” de gosto duvidoso, debruado a risquinha cinzenta e rematado por um losango verde-garrafa sob o plinto da estátua, em “pandan” com o verdete. Aplana-se a placa central com uma “bancada” de 1m de alto, em degraus, ao longo de toda a frente-rio, para banhos de sol, farturas e passear o cão.
é este o Terreiro do Paço pelo qual tanto temos aguardado? Por que não houve concurso para a selecção do projectista? Quem se arrogou o poder de escolher uma solução que não foi divulgada, muito menos discutida?
Que Terreiro do Paço
é preciso respeitar o seu simbolismo, história, monumentalidade, magnificência, luminosidade, assimetria, estética, cromatismo e ligação ao rio, que fazem dele um local tão aparentemente minimalista e inóspito quanto, seguramente, belo e único. O que tem o losango que ver com o Barroco? E o areão, mais apropriado a paredões e pistas de atletismo? O argumento da luminosidade excessiva é capcioso e não inviabiliza o lioz, ou as lajes de pedra do mesmo tipo das sob as arcadas. O alargamento dos passeios laterais pode ser em calçada portuguesa, sem recurso à “cartografia”. Não é a calçada um “ex-libris” alfacinha, defendida publicamente, e bem, pelo próprio Presidente da CML?
E será que a sombra, ou a falta dela, é um problema sério? Terá sido esta praça construída como praceta? Não é ela um local monumental, aberto ao rio, ao vento e à luz? Mas se for preciso ter sombra, por que as árvores de alinhamento de há 100 anos? Não são elas um modo natural e não intrusivo de sombreado, impeditivo da publicidade e da ocupação abusiva da praça? Ou uma solução mais criativa (“elevando a fasquia”), com laranjeiras em grandes vasos bordejando as arcadas. E bancos? Com costas e em mármore (Pç. do Império)? Sem costas (Rossio)?
Por fim, não colhe a ideia do corredor central em piso diferenciado, perpendicular ao Arco, cruzando a estátua e prosseguindo até aos degraus do remate junto à marginal. Porque o peão não precisa que lhe indiquem por onde circular. Permita-se-lhe o gozo aleatório, sem pressas, buzinas e lixo. A contemplação. O horizonte, a luz e o vento. O registo imponente, solene, estático, contemplativo, livre aos Elementos, do projecto original. Há quem gabe o arrojo do novo projecto. Contudo, cremos que arrojo é decidir sobre a praça mais monumental do país às escondidas de todos. Haja debate!
Aquela praça que tem sido tudo quer e deve apenas ser nada.
Paulo Ferrero, Bernardo F. de Carvalho, Carlos F. de Moura, Luís Marques da Silva, Jorge Santos Silva, Nuno Santos Silva e António Sérgio Rosa de Carvalho
(*) Fonte: “Briefing” dos Vereadores da CML após reunião privada de CML.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Acabou a guerra dos contentores. Lisboa vai ter um jardim
A nova publicação saída hoje o jornal i, traz a seguinte noticia que muito me agradou já que na altura tive ocasião de aqui manifestar o meu protesto em não se devolver este espaço aos cidadãos.A guerra dos contentores pode acabar antes da campanha eleitoral para as autárquicas de Lisboa: onde se esperava mais carga vai haver um jardim resgatado - por 20 anos, pretende a Câmara de Lisboa - ao Porto de Lisboa. A câmara está a negociar um protocolo com a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Liscont (a empresa que gere os contentores portuários, do grupo Mota-Engil, liderado por Jorge Coelho), com a bênção do movimento de cidadãos anticontentores, que deverá ser assinado durante o mês de Maio.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Perdida - O final da história
Há duas semanas atrás lançava um apelo. A pedido dos seus donos desesperados, pedia-se a quem tivesse noticias do paradeiro de uma cadela arraçada de Labrador, preta pêlo curto, desaparecida dia 17 de Abril na zona de Loures (Barro), com cerca de 2 anos e que trazia 3 fitas ao pescoço, 2 azuis e uma rosa, que contactasse o telefone então facultado. Dava-se como informação adicional que era muito meiga.Bem tratada e obviamente saudosa dos seus donos, regressou a casa.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Entrevista ao Fórum Cidadania LX

Chamam-lhes fundamentalistas, velhos do Restelo, D. Quixotes. Escrevem diariamente num blog, lançam petições na Internet, dão entrevistas aos media e dizem só ter em comum o amor por Lisboa e a vontade de lutar por causas ligadas ao património, à mobilidade e ao ambiente.
Lutar contra moinhos de vento
Santos Silva descobriu por experiência própria a dificuldade que os cidadãos têm em ser ouvidos. “Moro num prédio na Alameda D. Afonso Henriques, que é propriedade do Ministério da Saúde, e ameaça ruir”, conta acrescentando que “foi só depois de ter chamado os jornais e as televisões que o assunto começou a ser resolvido”.
De resto, uma das maiores armas deste movimento de cidadãos tem sido a denuncia na comunicação social. “Sempre que enviamos cartas para as autoridades, ficamos sem resposta”, lamenta Paulo Ferrero, que vê nos media a única forma de “consciencializar as pessoas”.
Mas, em ano de autárquicas, Ferrero sabe que vai ter uma atenção redobrada por parte dos partidos. “Todos os anos lhes enviamos um dossiê com alguns dos assuntos que achamos mais importantes”, relata, sabendo que a história se repete a cada eleição: “A maioria nem responde e os que respondem acabam por se esquecer”.
“É por isso que cada um tem o seu partidoe isso não interfere no movimento”, comenta Jorge Santos Silva, que acredita que, “seja qual for a força politica que esteja na Câmara de Lisboa , haverá sempre problemas”.
Paulo Ferrero reconhece que a guerra que trava nunca vai ter fim: “Ganhamos umas batalhas, perdemos outras. Mas há sempre lutas novas”
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Novo Museu dos Coches. Inauguração a 5 Outubro de 2010
Assim, pergunto que direito tem o governo português de insultar a sua memória ao querer reerguer um novo museu dos coches a inaugurar no centenário da Implantação da Republica, acto esse que foi o culminar de uma série de acontecimentos fatídicos que a vitimaram, como o assassinato do seu marido e Rei, de seu filho e Herdeiro e que a exilou. Naturalmente não se põe aqui uma questão de Monarquia/ República. Apenas que se respeitem as memórias.
A 1 de Fevereiro de 1908 a família real regressada a Lisboa, sofre um atentado onde o Rei D. Carlos e o Príncipe Herdeiro D. Luis Filipe são mortos.
Os Bragança não fogem do reino. Embarcam inicialmente para o Porto. “Não chorámos, não pedimos, não tivemos medo. Ao contrario. Se houve um comandante com medo de morrer, não houve duas rainhas com medo de ficar”, afirmaria D. Amélia em 1938.
Perguntaram-lhe um dia se recordava Portugal ao que respondeu: “Recordar?! Recordar é ter esquecido uma vez. Eu nunca esqueci”
A Rainha morreu aos 86 anos, profundamente atingida na sua felicidade de mulher, de esposa e de mãe, mas nunca na de Rainha.
É a sua memória que a inauguração do novo Museu dois Coches a 5 de Outubro de 2010 insulta.
Vestígios do século XVII no Terreiro do Paço
Descoberta da escadaria junto ao torreão poente
Esta semana depois de ter tido conhecimento do achado arqueológico, Elísio Summavielle responsável pelo IGESPAR desceu até à margem do Tejo acompanhado por arqueólogos, para perceber até que ponto a pressa da empreitada que está a fazer as obras de saneamento não tinha danificado irreversivelmente vestígios ali encontrados.
"Suspirámos de alívio", descreve o responsável pela arqueologia náutica e subaquática do instituto, Francisco Alves. "Apesar de terem avançado com as máquinas sobre os vestígios sem autorização da tutela, estes já haviam sido registados [por desenho e fotografia] pelos arqueólogos que acompanham a obra". Além disso, continuava de pé uma escadaria em pedra, velha de vários séculos, que apareceu defronte do torreão poente da Praça do Comércio. Um poderoso anel metálico cravado a meio dos degraus atesta uma das suas funções - a amarração de barcos.
Quanto aos achados destruídos pelo empreiteiro sem autorização do Igespar - restos de um cais de pedra prolongado por pontões de madeira assentes em estacaria -, o especialista em arqueologia náutica e subaquática fala da sua raridade, embora admita que a sua preservação seria impossível, uma vez que inviabilizaria a obra em curso. "Se estivesse numa conversa de café, diria que aquilo que se passou foi vandalismo", observa.
Depois de verem afluir ao local de cada vez mais arqueólogos entusiasmados, com máquinas fotográficas, os operários agiram: na quinta-feira cerca das 21h00 arrasaram tudo, ainda sem terem licença do Igespar para o fazer. Contido nas palavras, Elísio Summavielle fala em "precipitação" do empreiteiro. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, contactar a empresa em causa, a Teixeira Duarte."Antes de haver autorização do instituto, não pode haver desmontagem e já chamei a atenção para esse facto, Felizmente não houve danos para o património", refere o mesmo responsável. Os arqueólogos chamam desmontagem à destruição de um vestígio quando ela é precedida do seu registo fotográfico ou desenhado. Summavielle e a sua equipa estiveram com o dono da obra, a empresa intermunicipal Simtejo, para que episódios como este, puníveis por lei, não se repitam. Para terça-feira está agendada uma reunião entre responsáveis da autarquia, do Igespar e das empresas envolvidas nas obras em curso na zona. Em cima da mesa estarão não só as questões relacionadas com a arqueologia como as dos prazos: o presidente da câmara, António Costa, prometeu que os transtornos que os trabalhos estão a criar aos automobilistas durariam quatro meses, mas a necessidade de alterar alguns projectos para preservar os vestígios arqueológicos pode fazer com que as obras se prolonguem para lá de Junho. "Por vezes a pressa é inimiga do património", constata Elísio Summavielle.Um dos projectos que será preciso alterar será o da EPAL. A empresa aproveitou as obras de saneamento para substituir um troço de 640 metros de uma conduta de água entre o Terreiro do Paço e a Ribeira das Naus. Acontece que também aqui os arqueólogos depararam com vestígios que, embora menos espectaculares do que a escadaria, entendem ser igualmente de preservar. Trata-se de um antigo muro de contenção da margem do rio, que se prolonga por cerca de 20 metros. Irá permanecer enterrado, tendo o Igespar dito à EPAL que desviasse a conduta pelo menos 20 centímetros do vestígio arqueológico.
No caminho da conduta
Com as devidas adaptações, baseado em texto de o Público.
Jorge Santos Silva
terça-feira, 21 de abril de 2009
Lisboa e os seus monumentos. O Arco de Jesus
Este arco está situado na Rua do Cais de Santarém, ao lado do número 66 e dá acesso à Rua de S. João da Praça. Encosta-se ao velho palácio que foi dos condes de Cauculim, com faixas dos Mascarenhas que aínda ostenta o seu escudo armado. É um documento vivo da Lisboa sarracena.Supõe-se que esta passagem foi utilizada pelos Cruzados quando auxiliaram D. Afonso Henriques, por altura da tomada de Lisboa em 1147. Após ter assumido várias denominações, tais como Porta do Mar (a S. João), Postigo Gil Eanes da Silva, Postigo do Conde de Linhares, adoptou a designação de Arco de Jesus, que se manteve inalterada desde 1588 provavelmente devido a um painel com a imagem do Menino Jesus que exibia na sua abóbada até 1627.
As portas da cidade antiga interrompem ainda hoje a linha de edifícios que constitui o Campo da Cebolas. Todo o conjunto materializa ainda a presença das antigas muralhas que ficavam à beira do porto. De referir que Alfama significava isso mesmo na Lisboa islâmica "à beira do porto".
Jorge Santos Silva
segunda-feira, 20 de abril de 2009
O fenómeno Susan Boyle
A apresentadora Kathie Lee Gifford chorou durante a performance da cantora.Demi Moore também foi às lágrimas ao ver cantar a mulher de 47 anos que diz nunca ter beijado um homem. Ela assistiu à performance de Susan depois por indicação de seu marido, Ashton Kutcher.Kutcher, de 31 anos, postou no Twitter um link do vídeo de Susan, dizendo: "Isto fez-me ganhar a noite".O irmão de Susan, John, disse: "A reacção das pessoas é incrível. Acho que parte do apelo de Susan vem do fato de que, atrás da voz, ela é uma pessoa boa e amável. Ela está encantada com tudo o que está acontecendo."Susan está na casa de uma amiga onde se prepara para a próxima fase de "Britain's got talent", na qual ela vai cantar "Whistle down the wind", também do musical "Os miseráveis".Susan declarou: "Estou dando um passo de cada vez, mas estou adorando isso. O telefone não para de tocar. Até rádios australianas queram falar comigo. Todos têm sido tão amáveis."
Realmente, mais uma vez se comprova que não se deve julgar um livro pela capa.
P.S. Como o youtube está constantemente a retirar os vídeos da cantora pois segundo se sabe comprometem o funcionamento do servidor devido aos milhões de acessos, isto até voltarem de novo a serem postados por outras pessoas, poderá ocorrer que este não esteja visivel ao abrir.
domingo, 19 de abril de 2009
Ser portugês é:
Guardar as cuecas velhas para polir o carro.
Lavar o carro na rua, ao domingo.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
Passar o domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Exigir que lhe chamem 'Doutor'.
Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.
Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Já ter 'ido à bruxa'.
Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!
Ter três telemóveis.
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele ou simplesmente não votou em ninguém.
Viva Portugal, carago...
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Como o Reino Unido está a resolver o problema da indisciplina nas escolas
O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. "As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações" sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que "as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira". Acrescentou ainda que "vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos". A governante garantiu que "as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais". O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.
Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.
Aprendam.
Chegado por e-mail
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Plano para o Parque Mayer vai abri-lo à cidade
O Ódeon, Foto retirada de Catedral 2004domingo, 5 de abril de 2009
Pela Verdade Desportiva Petição
Rui Santossexta-feira, 27 de março de 2009
A vida quotidiana em Lisboa em princípios do séc. XXI
sexta-feira, 20 de março de 2009
One love...Maisha
Deve ter sido este anuncio que levou o Papa a fazer as declarções polemicas em africa
quinta-feira, 19 de março de 2009
Relatório de Segurança Interna de 2008 confirmará as piores expectativas
Foto RTPAssim, no ano passado o crime violento aumentou 10,7% e a criminalidade geral subiu 7,5%. O que significa o maior crescimento dos últimos dez anos em Portugal.
Desta feita a recusa do Ministro da Administração Interna em dar informações sobre as estatísticas da criminalidade de 2008, está prestes a terminar e Rui Pereira vai ter de reconhecer as piores previsões as piores dos últimos dez anos.
As forças de segurança registaram um total de 421 037 crimes - mais de 1100 por dia - dos quais 24 313 foram graves e violentos. Por dia houve, em média, 67 crimes violentos.
Destacam-se, com resultados já definitivos a 31 de Dezembro, os aumentos brutais dos assaltos a bancos e às bombas de gasolina, praticamente para o dobro. Houve 230 roubos a bancos, contra 108 de 2007 e 468 assaltos a postos de abastecimento de combustível, contra 241 no ano anterior. Em ambos os casos, que se enquadram nas estatísticas do crime violento, o ano de 2008 foi o pior de sempre.
Foram assassinadas 143 pessoas em 2008, mais dez que em 2007 (aumentou 7,5% ) e 761 foram agredidas violentamente, mais 99 que no ano anterior (uma subida de 15%).
Estes dados, segundo apurou o DN, demonstram-nos uma realidade simples e preocupante e que se traduz no aumento da criminalidade violenta, mas também nos faz levantar uma questão obvia. Porquê? Sim, porque aumentou desta forma exponencial a criminalidade no nosso país em tão poucos anos? Os nossos políticos de forma consciente também já aderiram à moda de culpar a crise de tudo, até do aumento da criminalidade. Acredito que possa de facto representar uma pequena percentagem mas vão à rua, vão aos cafés e ouça-se a voz sábia do povo e encontrem-se os verdadeiros responsáveis por este brutal desvio à tradição pacifica portuguesa. Veja-se por exemplo o que significa a deterioração destas terceiras e quartas vagas de imigrantes, que trazem agora uma série de indivíduos cujas classificações para o exercício de qualquer profissão são nulas e com variada historia criminal. Essa sim é a opinião do povo que, assustado está e mais fica ao perceber que quem nos representa nada faz e volta-se a questionar o que andam a fazer os nossos políticos, únicos responsáveis pela actual situação, que numa hipócrita politica de boa vizinhança global não fazem barrar junto do Serviços de Estrangeiro e Fronteiras aqueles que não demonstrem condições de trabalho nos países de origem para evitar os falsos vistos de turista, ou cartas de trabalho devidamente apreciadas antes da entrada de tudo o que de pior há. Seguramente que a criminalidade, principalmente a violenta diminuía.
Manifestação 200 pessoas em defesa dos museus dos Coches e de Arqueologia
Foto in Público 19-03-2009"Monumentos a cair e os ministros a sorrir" e "Basta de incompetência, já não temos paciência" foram algumas das palavras de ordem que se fizeram ouvir, ontem à tarde, no protesto de rua contra a construção do novo Museu dos Coches, na Avenida da Índia, em Lisboa.Cerca de 200 pessoas concentraram-se junto aos portões dos edifícios que serão demolidos para dar lugar ao espaço museológico - trata-se das antigas oficinas do Exército, que albergam o Arquivo Histórico da Arqueologia Portuguesa, o espólio de Arqueologia Náutica e Subaquática, uma biblioteca de Arqueologia e laboratórios de Arqueociências.Os promotores da manifestação - a Plataforma pelo Património Cultural (PP-Cult) e o Fórum Cidadania Lx - receberam anteontem a notícia de que as obras de demolição das velhas oficinas foram suspensas temporariamente. Mas isso pode não significar a abertura do Governo para recuar na decisão de construir o novo Museu dos Coches. Por isso, as duas organizações ponderam avançar com uma acção popular judicial.Ontem, os manifestantes reivindicaram a recuperação do Museu dos Coches e contestaram ainda a transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional. Luís Raposo, director do Museu de Arqueologia, disse ao PÚBLICO que este é o momento propício para fazer algo que foi antes escamoteado neste processo - "debater e reflectir" sobre as propostas para os Coches e para Arqueologia. E não poupou críticas ao Ministério da Cultura (MC), que, em seu entender, se afigura um outsider nesta matéria. Foi precisamente ao MC que o Bloco de Esquerda dirigiu o requerimento que apresentou ontem à tarde no Parlamento, questionando a tutela pelo futuro da investigação arqueológica nacional. Entretanto, a petição on line que repete as reivindicações ouvidas na Avenida da Índia tinha, ao princípio da noite, 2115 subscritores.
Já na edição de hoje do Sol, Luís Marques da Silva do Fórum Cidadania Lx em entrefista à jornalista Margarida Davim, afirmou que “(...) já consultámos juristas para avançar com (…) uma acção popular para travar a construção do novo Museu dos Coches, parar as demolições nos serviços de arqueologia e impedir que o Museu de Arqueologia vá para a Cordoaria".
terça-feira, 17 de março de 2009
Demolições nas OGME contrariando declarações de Presidente do IGESPAR?!!

«A Concentração de Protesto marcada para amanhã dia 18 às 18h em frente ao local onde decorrem as demolições (Av.ª Índia nº 136) tem mais do que nunca razão de ser. Trata-se, efectivamente, de um dever cívico, de acreditar que Portugal é um Estado de Direito, onde os valores culturais não podem ser colocados em risco desta maneira com posições de força e falta de regras.sexta-feira, 13 de março de 2009
Assalto com data marcada - Aviso urgente
quinta-feira, 12 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
Prédio do Ministério da Saúde em risco de ruína
Início da Construção do novo Museu dos Coches e transferência do Museu de Arqueologia
Jorge Santos Silva
terça-feira, 3 de março de 2009
D.Nuno Àlvares Pereira: Um Português de Excepção
Por: João J. Brandão Ferreira*Frei Nuno recebeu o embaixador de Castela, em sua cela, amortalhado no Hàbito.
-“Nunca mais despireis essa mortalha?” perguntou-lhe o castelhano.
-“Só se el-rei de Castela outra vez movesse guerra a Portugal...”
E erguendo-se:
-“Em tal caso enquanto não estiver sepultado, servirei ao mesmo tempo a religião que professo e a terra que me deu o ser”.
Por baixo do escapulário tinha o arnez vestido. O castelhano curvando a cabeça, saiu.
Este reconhecimento da Igreja deve ser considerado com grande júbilo pela nação dos portugueses. As comemorações devem ter realce idêntico. Não vai ser fácil, todavia, que tal venha a acontecer, mas já lá iremos.
De facto a figura e a acção do Condestável é absolutamente singular na História de Portugal e, a ele, mais do que a qualquer outro, devem os portugueses o facto de continuarem a ser livres e independentes.
Não vamos percorrer a vida do grande vencedor de Aljubarrota – facto luminoso das nossas glórias militares – nem os seus actos do dia a dia, que são referencias incontornáveis de moralidade pública, virtudes humanas e devoção cristã, que balizaram a vida do herói e santo, mas tão só afirmar dois notabilíssimos factos: ser Nuno Alvares o nosso único chefe militar que nunca perdeu uma batalha ou um simples combate (e pelejou muito!); e sendo já numa altura madura do seu peregrinar pela terra, um dos homens mais ricos do Reino – senão o mais rico – se ter despojado de tudo, distribuindo os seus bens pelos familiares, amigos, companheiros de armas e ordens religiosas. Queria apenas passar a viver de esmolas e foi preciso uma ordem real para impedir que tal viesse a suceder.
Não existe outro exemplo em toda a gesta nacional, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado Portucalense, que se lhe possa igualar. Como, possivelmente, não haverá no mundo inteiro.
É, pois, diante desta figura gigantesca de carácter, competência, humildade e Fé, que os portugueses se devem curvar e em cujo exemplo deveriam meditar.
Ora os portugueses deste início do século XXI desconhecem e ignoram, na sua maioria – com os poderes públicos à cabeça – o ganhador dos Atoleiros, de Trancoso e Valverde, o grande comandante que nunca vacilou nos transes mais dolorosos e incertos.
É este, então, o momento ideal para arrepiarmos caminho e dar graças à Providencia Divina pelo facto do Santo Condestável ser um dos nossos e lembrarmos aos nossos filhos e netos que nunca o deverão esquecer. Porém, não se pode amar o que se desconhece.
Numa época em que os nossos brios patrióticos tão necessitados estão de alimento que os retirem da soturna decadência em que sucessivas opções de estouvado e ignaro mau senso, os colocaram, surge esta luminosa oportunidade de retemperar a alma dos bons portugueses. Será um crime de lesa Pátria, desperdiçá-la!.
Deste modo julgamos que se deve actuar rapidamente em três âmbitos: o religioso, o militar e o cívico.
É por demais evidente que a cerimónia de canonização deve ser seguida pelo país inteiro – não há aqui azo a divisionismos – e não se deve esgotar na cerimónia em Roma a qual deve ter a presença de muitos portugueses e de bandeiras de Portugal. É preciso mobilizar o maior número de pessoas a deslocarem-se ao Vaticano.
A imagem de Nuno de Santa Maria (o nosso décimo primeiro santo), deve ser transportada em avião da Força Aérea ou da TAP, para Lisboa e ser escoltada por aviões de combate assim que entrar no espaço aéreo nacional – as asas dos aviões da FA ostentam a cruz de Cristo, ela não está lá por acaso.
No aeroporto a imagem deverá receber honras militares e ser levada para o Convento do Carmo – a sua última morada – e ficar à guarda de forças da GNR.O percurso deverá ter alas de militares.
Em data próxima realizar-se-á um “Te Deum”nos Jerónimos em honra do novo santo, com a presença de todas as irmandades e institutos religiosos. No dia seguinte a imagem deverá seguir para S.Margarida, passando pela Escola Prática de Infantaria –arma de que D.Nuno é o patrono . Em S.Margarida, na unidade herdeira das tradições da 3ª Divisão de Infantaria – a Divisão N’Àlvares – será feita uma velada de armas à maneira medieval, para seguidamente se prestar as honras militares na Batalha antecedidas pela passagem nos campos de S.Jorge. Em todos os itinerários o povo e todas as autoridades devem sair às ruas para aclamar tão distinto e valoroso antepassado.
Em frente à sua estátua equestre na vila da Batalha serão prestadas honras militares pelo maior contingente de tropas apeadas que se possa reunir a que se seguirá missa solene militar, com a presença dos estandartes de todas as unidades militares, no mosteiro de Santa Maria da Vitória. O corpo diplomático deve ser convidado a assistir.
As cerimónias deslocar-se-ão, então, para o concelho da terra natal de D.Nuno, Cernache do Bonjardim, cujas forças vivas já se preparam para a justa homenagem.
Em simultâneo deverão realizar-se palestras, homilias, conferencias, colóquios, etc., em todas as paróquias, unidades militares (incluindo as destacadas),escolas e instituições de cultura e patrióticas um pouco por todo o país. Tais comemorações deverão inspirar o aparecimento de obras de arte, literatura, medalha, emissão filatélica, etc., alusivas ao evento.
É urgente “reaporteguesar” Portugal.
Para tudo se levar a bom termo, deverá ser constituído um grupo director e coordenador que não pode dispensar o alto patrocínio do Presidente da República (e deverá até ser liderado pela presidência). Aos eventos devem ser agregadas o maior número de instituições representativas da sociedade.
Infelizmente haverá que contar com a acção de forças antinacionais que tudo farão para minorizar tão importante acontecimento. Há que as enfrentar com serenidade, determinação e firmeza. Como D. Nuno nos ensinou.
Que o grande Fronteiro Mor do Além-Tejo, Condestável de Portugal, alma pura e bela, agora Santo Nuno, continue a interceder pela terra de Santa Maria.
Acreditem que bem precisamos.
*Tenente Coronel Piloto Aviador
Comd.Linha Aèrea
Este texto foi-nos enviado pelo leitor José Honorato Ferreira a quem desde já se agradece e cujo comentário ao artigo acima publicado, pela oportunidade do mesmo, segue em anexo.
Como a educação e a formação das novas gerações tem sido descurada nas últimas décadas, raros serão os que se perturbam com a ideia da defesa de uma chamada união ibérica. Pobre D. Nuno que tem de suportar estes seus concidadãos, seis séculos após os seus actos heróicos em defesa da Pátria.
Portanto, tenho para mim que não passará pela cabeça de nenhum órgão de soberania nacional dar o devido relevo à canonização do Condestável, o que seria normal num País que não se tivesse “esquecido” da sua História e da sua identidade nacional.
Aliás, será que os políticos que nos governam têm ideia do que significam esses conceitos?
Aconselho a leitura da entrevista do Prof. Vitorino Magalhães Godinho no DN de 27 de Fevereiro corrente. Do alto dos seus 90 anos e do passado de que se orgulha (desconhecido da maioria, certamente...) põe o dedo na ferida sobre a pobreza de espírito e ignorância da classe política.
Portanto, meu caro Amigo, a 26 de Abril próximo, para além de meia dúzia de salamaleques protocolares que as relações diplomáticas formais entre a República Portuguesa e a Santa Sé tornarão inevitáveis, tudo será feito para, de forma "politicamente correcta", manter a “sacrossanta e jacobina” separação da Igreja do Estado, não vá qualquer outra atitude ferir a sensibilidade de prestimosas instituições tidas como progressistas e defensoras de liberdades e garantias, bem conhecidas de muitos de nós.
Se tudo correr de outra maneira... Te Deum laudamus... Portugal ainda não terá adormecido!!!
Que nunca a voz doa ao TCOR PILAV Brandão Ferreira e aos militares que têm consciência do Juramento de Bandeira que convictamente proferiram.
Não temos de viver com fantasmas do passado, é certo. Temos, contudo, de manter a noção de defesa e de dignidade de uma Pátria e de uma História de quase 900 anos, de que não temos de nos envergonhar.
José Honorato Ferreira”










