Salvem O Museu dos Coches Petição

Salvem O Museu dos Coches Petição
Petição: Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O fenómeno Susan Boyle

Carregar na imagem para abrir o video.
O criador de "Britain's got talent", Simon Cowell, prevê que um disco de Susan Boyle alcance o topo da lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, depois que Oprah Winfrey convidou a cantora para seu programa. Cowell falou nesta quinta-feira sobre o interesse que Susan tem despertado nos Estados Unidos: "Ela acaba de receber um convite de Oprah. Se for ao programa, acho que são grandes as chances de Susan Boyle chegar aos top americanos."Cerca de 100 milhões de pessoas de todo o mundo já viram a performance de Susan em "Britain's got talent" no YouTube, polverizando a tomada de posse de Obama ou a célebre sapatada do jornalista iraquiano contra W. Bush.
Além do "Good morning America", Susan cantou e deu entrevista no "Today show", da NBC.
A apresentadora Kathie Lee Gifford chorou durante a performance da cantora.Demi Moore também foi às lágrimas ao ver cantar a mulher de 47 anos que diz nunca ter beijado um homem. Ela assistiu à performance de Susan depois por indicação de seu marido, Ashton Kutcher.Kutcher, de 31 anos, postou no Twitter um link do vídeo de Susan, dizendo: "Isto fez-me ganhar a noite".O irmão de Susan, John, disse: "A reacção das pessoas é incrível. Acho que parte do apelo de Susan vem do fato de que, atrás da voz, ela é uma pessoa boa e amável. Ela está encantada com tudo o que está acontecendo."Susan está na casa de uma amiga onde se prepara para a próxima fase de "Britain's got talent", na qual ela vai cantar "Whistle down the wind", também do musical "Os miseráveis".Susan declarou: "Estou dando um passo de cada vez, mas estou adorando isso. O telefone não para de tocar. Até rádios australianas queram falar comigo. Todos têm sido tão amáveis."

Realmente, mais uma vez se comprova que não se deve julgar um livro pela capa.

P.S. Como o youtube está constantemente a retirar os vídeos da cantora pois segundo se sabe comprometem o funcionamento do servidor devido aos milhões de acessos, isto até voltarem de novo a serem postados por outras pessoas, poderá ocorrer que este não esteja visivel ao abrir.

domingo, 19 de abril de 2009

Ser portugês é:

Levar arroz de frango para a praia.
Guardar as cuecas velhas para polir o carro.
Lavar o carro na rua, ao domingo.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
Passar o domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Exigir que lhe chamem 'Doutor'.
Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro.
Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Já ter 'ido à bruxa'.
Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos, a 500 metros de casa.
Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!
Ter três telemóveis.
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Ir à bola, comprar o bilhete 'prá-geral' e saltar 'prá-central'.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito 'porque não se quer aborrecer'.
Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele ou simplesmente não votou em ninguém.

Viva Portugal, carago...

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Como o Reino Unido está a resolver o problema da indisciplina nas escolas

O exemplo britânico. Os pais dos alunos com comportamentos violentos nas escolas britânicas vão passar a ser multados num valor que pode ir até aos 1450 euros. "As intimidações verbais e físicas não podem continuar a ser toleradas nas nossas escolas, seja quais forem as motivações" sublinhou a Secretária de Estado para as Escolas. Disse também que "as crianças têm de distinguir o bem e o mal e saber que haverá consequências se ultrapassarem a fronteira". Acrescentou ainda que "vão reforçar a autoridade dos professores, dando-lhes confiança e apoio para que tomem atitudes firmes face a todas formas de má conduta por parte dos alunos". A governante garantiu que "as novas regras transmitem aos pais uma mensagem bem clara para que percebam que a escola não vai tolerar que eles não assumam as suas responsabilidades em caso de comportamento violento dos seus filhos. Estas medidas serão sustentadas em ordens judiciais para que assumam os seus deveres de pais e em cursos de educação para os pais, com multas que podem chegar às mil libras se não cumprirem as decisões dos tribunais". O Livro Branco dá ainda aos professores um direito 'claro' de submeter os alunos à disciplina e de usar a força de modo razoável para a obter, se necessário.


Em Portugal, como todos sabemos, o panorama é radicalmente diferente. Por cá, continua a vingar a teoria do coitadinho: há que desculpabilizar as crianças até ao limite do possível, pois considera-se que o aluno é intrinsecamente bem formado, o que o leva a assumir comportamentos desviantes são factores externos (contexto social e familiar) que ele coitado não consegue superar. Temos assim que o aluno raramente é penalizado e quando o é, os castigos ficam-se na sua maioria por penas ligeiras, não vá correr-se o risco de o menino/a sofrer traumas que o podem marcar para o resto da vida. As notícias sobre actos de vandalismo, de agressão, de indisciplina e de violência praticados em contexto escolar que, com progressiva frequência vamos conhecendo, deviam merecer da parte de quem tutela a educação, medidas mais enérgicas que infelizmente tardam em chegar.

Aprendam.

Chegado por e-mail

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Plano para o Parque Mayer vai abri-lo à cidade

«Operação urbanística. No Verão a proposta de Plano de Pormenor para o Parque Mayer e edifícios da Universidade de Lisboa na Rua da Escola Politécnica deverá entrar em fase de discussão pública. Ontem a sua elaboração foi aprovada pelo executivo municipal. Oposição questionou a viabilidade financeira O tempo começou a contar. Ontem a Câmara de Lisboa aprovou os termos de referência (as linhas com que o arquitecto se cose) para a elaboração do Plano de Pormenor do Parque Mayer. Manuel Aires Mateus, o arquitecto vencedor do concurso de ideias promovido no ano passado pela autarquia da capital, tem agora 180 dias para elaborar uma proposta preliminar e posteriormente o plano de pormenor na sua versão definitiva. "Vamos abrir o Parque Mayer à cidade", disse ao DN. [...]»

O Ódeon, Foto retirada de Catedral 2004

- Ora bem, quanto ao Parque Mayer é preciso dizer de uma vez por todas que salvo o Capitólio, primeira obra Modernista em Portugal, da autoria de Luis Cristino da Silva e classificado como de Interesse Publico, o resto é tudo lixo. Está por entender o porquê de tanto interesse na área quando nada fazem do Ódeon esse sim um brilhante exemplar cujos herdeiros não se entendem e enquanto isso se vai degradando sob o olhar inoperante da CML.

JSS

domingo, 5 de abril de 2009

Pela Verdade Desportiva Petição

Rui Santos

OBJECTIVO: DEFESA DA VERDADE DESPORTIVA

COMO: INTRODUÇÂO DAS NOVAS TECNOLOGIAS PARA MELHORAR O DESEMPENHO DAS EQUIPAS DE ARBITRAGEM

ONDE: NA MODALIDADE FUTEBOL À SEMELHANÇA DO QUE ACONTECE COM OUTRAS MODALIDADES

PORQUÊ: PORQUE A INDÚSTRIA DO FUTEBOL MOVIMENTA MILHÕES; PORQUE OS CLUBES OU SAD NECESSITAM DE FAZER APOSTAS CADA VEZ MAIS SEGURAS E PONDERADAS FACE AO CENÁRIO DE CRISE; PORQUE OS CLUBES OU SAD NÃO PODEM CONTINUAR A SUPORTAR PREJUÍZOS DECORRENTES DE FACTORES EXTERNOS; PORQUE É PRECISO DIMINUIR O RUÍDO EM BENEFÍCIO DO JOGO E DA SUA QUALIDADE.

ASSINE E DIVULGUE EM :


Os autores deta petição sugerem:

1. Assine com pelo menos dois dos seus nomes;

2. Não se aceitam 'anónimos'.

OBSERVAÇÃO: As 'ipetitions' têm um mecanismo próprio de donativos (ao qual o primeiro subscritor desta petição é alheio) que RECOMENDAMOS ignorar. A adesão, obviamente, não tem qualquer custo.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A vida quotidiana em Lisboa em princípios do séc. XXI

As eleições estão à porta e os buracos nas ruas começam, finalmente, a ser asfaltados. Infelizmente, esta estratégia funciona. Quando muito, leva alguns, mais pragmáticos, a dizer que devia haver eleições todos os anos.Aposto que em breve se dará também atenção ao lixo: num raio de 100 metros de minha casa, por exemplo, tenho três depósitos selvagens de lixo - sítios onde as pessoas, por qualquer razão, se habituaram a depositar os sacos de lixo (dois deles a meia dúzia de metros um do outro. Há coisas que realmente não entendo). Em breve aparecerão, nesses "auto-lixões", contentores municipais.
Os efeitos benéficos das eleições municipais vão fazer-nos ver como Lisboa teria sido, se tivesse tido um presidente da Câmara também nos anos em que não há eleições.
Por Luís Serpa in Forum Cidadania LX

sexta-feira, 20 de março de 2009

One love...Maisha

Deve ter sido este anuncio que levou o Papa a fazer as declarções polemicas em africa

quinta-feira, 19 de março de 2009

Relatório de Segurança Interna de 2008 confirmará as piores expectativas

Foto RTP

Opinião
Por Jorge Santos Silva

Os dados do Relatório de Segurança Interna de 2008 a ser entregue à Assembleia da Republica até ao fim de Março confirmam as piores expectativas.
Assim, no ano passado o crime violento aumentou 10,7% e a criminalidade geral subiu 7,5%. O que significa o maior crescimento dos últimos dez anos em Portugal.
Desta feita a recusa do Ministro da Administração Interna em dar informações sobre as estatísticas da criminalidade de 2008, está prestes a terminar e Rui Pereira vai ter de reconhecer as piores previsões as piores dos últimos dez anos.
As forças de segurança registaram um total de 421 037 crimes - mais de 1100 por dia - dos quais 24 313 foram graves e violentos. Por dia houve, em média, 67 crimes violentos.
Destacam-se, com resultados já definitivos a 31 de Dezembro, os aumentos brutais dos assaltos a bancos e às bombas de gasolina, praticamente para o dobro. Houve 230 roubos a bancos, contra 108 de 2007 e 468 assaltos a postos de abastecimento de combustível, contra 241 no ano anterior. Em ambos os casos, que se enquadram nas estatísticas do crime violento, o ano de 2008 foi o pior de sempre.
Foram assassinadas 143 pessoas em 2008, mais dez que em 2007 (aumentou 7,5% ) e 761 foram agredidas violentamente, mais 99 que no ano anterior (uma subida de 15%).

Estes dados, segundo apurou o DN, demonstram-nos uma realidade simples e preocupante e que se traduz no aumento da criminalidade violenta, mas também nos faz levantar uma questão obvia. Porquê? Sim, porque aumentou desta forma exponencial a criminalidade no nosso país em tão poucos anos? Os nossos políticos de forma consciente também já aderiram à moda de culpar a crise de tudo, até do aumento da criminalidade. Acredito que possa de facto representar uma pequena percentagem mas vão à rua, vão aos cafés e ouça-se a voz sábia do povo e encontrem-se os verdadeiros responsáveis por este brutal desvio à tradição pacifica portuguesa. Veja-se por exemplo o que significa a deterioração destas terceiras e quartas vagas de imigrantes, que trazem agora uma série de indivíduos cujas classificações para o exercício de qualquer profissão são nulas e com variada historia criminal. Essa sim é a opinião do povo que, assustado está e mais fica ao perceber que quem nos representa nada faz e volta-se a questionar o que andam a fazer os nossos políticos, únicos responsáveis pela actual situação, que numa hipócrita politica de boa vizinhança global não fazem barrar junto do Serviços de Estrangeiro e Fronteiras aqueles que não demonstrem condições de trabalho nos países de origem para evitar os falsos vistos de turista, ou cartas de trabalho devidamente apreciadas antes da entrada de tudo o que de pior há. Seguramente que a criminalidade, principalmente a violenta diminuía.

Manifestação 200 pessoas em defesa dos museus dos Coches e de Arqueologia

Foto in Público 19-03-2009

"Monumentos a cair e os ministros a sorrir" e "Basta de incompetência, já não temos paciência" foram algumas das palavras de ordem que se fizeram ouvir, ontem à tarde, no protesto de rua contra a construção do novo Museu dos Coches, na Avenida da Índia, em Lisboa.Cerca de 200 pessoas concentraram-se junto aos portões dos edifícios que serão demolidos para dar lugar ao espaço museológico - trata-se das antigas oficinas do Exército, que albergam o Arquivo Histórico da Arqueologia Portuguesa, o espólio de Arqueologia Náutica e Subaquática, uma biblioteca de Arqueologia e laboratórios de Arqueociências.Os promotores da manifestação - a Plataforma pelo Património Cultural (PP-Cult) e o Fórum Cidadania Lx - receberam anteontem a notícia de que as obras de demolição das velhas oficinas foram suspensas temporariamente. Mas isso pode não significar a abertura do Governo para recuar na decisão de construir o novo Museu dos Coches. Por isso, as duas organizações ponderam avançar com uma acção popular judicial.Ontem, os manifestantes reivindicaram a recuperação do Museu dos Coches e contestaram ainda a transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a Cordoaria Nacional. Luís Raposo, director do Museu de Arqueologia, disse ao PÚBLICO que este é o momento propício para fazer algo que foi antes escamoteado neste processo - "debater e reflectir" sobre as propostas para os Coches e para Arqueologia. E não poupou críticas ao Ministério da Cultura (MC), que, em seu entender, se afigura um outsider nesta matéria. Foi precisamente ao MC que o Bloco de Esquerda dirigiu o requerimento que apresentou ontem à tarde no Parlamento, questionando a tutela pelo futuro da investigação arqueológica nacional. Entretanto, a petição on line que repete as reivindicações ouvidas na Avenida da Índia tinha, ao princípio da noite, 2115 subscritores.
M.J.O. Jornal público 19-03-2009


Já na edição de hoje do Sol, Luís Marques da Silva do Fórum Cidadania Lx em entrefista à jornalista Margarida Davim, afirmou que “(...) já consultámos juristas para avançar com (…) uma acção popular para travar a construção do novo Museu dos Coches, parar as demolições nos serviços de arqueologia e impedir que o Museu de Arqueologia vá para a Cordoaria".

terça-feira, 17 de março de 2009

Demolições nas OGME contrariando declarações de Presidente do IGESPAR?!!


«A Concentração de Protesto marcada para amanhã dia 18 às 18h em frente ao local onde decorrem as demolições (Av.ª Índia nº 136) tem mais do que nunca razão de ser. Trata-se, efectivamente, de um dever cívico, de acreditar que Portugal é um Estado de Direito, onde os valores culturais não podem ser colocados em risco desta maneira com posições de força e falta de regras.

Contrariamente ao que foi transmitido pela direcção do IGESPAR no dia 9 do corrente mês aos funcionários “sitiados” na Av. da Índia, bem como aos órgãos de comunicação social, as demolições neste espaço são efectivamente uma realidade (ver figuras em anexo).

A este propósito, importa destacar as seguintes declarações efectuadas na altura pelo director do IGESPAR, Elísio Summavielle, relativamente às preocupações sentidas pelos funcionários: “as preocupações são infundadas uma vez que o processo está a ser devidamente acompanhado e supervisionado e que as demolições de facto só terão início depois dos serviços serem todos transferidos” (Jornal de Notícias em 12-03-09). O Presidente do IGESPAR garante ainda, no Diário de Notícias do mesmo dia “as obras estão numa fase de desmontagem de coberturas”.

Verificando-se, neste preciso momento, que as demolições são já um acto consumado, como explicar a garantia dada pelo Director do IGESPAR, na presença do chefe de gabinete do Ministro da Cultura, que os serviços só sairiam quando existisse um espaço condigno para os mesmos? Pergunta-se: perante este ritmo de “desconstrução”, um edifício por dia, quanto tempo restará aos funcionários e ao Património Cultural que aí permanecem? É que o protocolo para a sua transferência para a Cordoaria Nacional permanece ainda por assinar (e será que algum dia será assinado?).

Não esquecer que com esta acção precipitada, comprometem-se também dois dos nossos melhores Museus: Coches e Arqueologia!»

Publicado pelo Forum Cidadania Lx

Lisboa esquecida - Terreiro do Paço

sexta-feira, 13 de março de 2009

Assalto com data marcada - Aviso urgente

Fui avisado por uma sociedade de advogados conhecida do seguinte:
Ladrões estão a enviar pelo correio uma carta com papel timbrado da TV CABO, da MEO ou de qualquer outro serviço público (água, gás, etc..) onde consta que as empresas estão a modernizar a sua tecnologia e que será necessária a substituição dos equipamentos dentro da casa do assinante.
Eles dão o número do telefone de um colaborador, por intermédio do qual deve ser feita a marcação para a realização do serviço. Ou seja, se o assinante não conhece o golpe e não telefona para a empresa em questão para saber se isto é verdade, o assalto é praticado com hora marcada e, a maior parte das vezes, com os donos lá dentro!!Vejam só até onde chegou a ousadia dos bandidos! As próprias vítimas marcam o dia em que as suas casas podem ser assaltadas! Sugiro que passem esta mensagem aos vossos amigos, tenham eles TV CABO ou outro qualquer serviço de TV por assinatura, para que eles, também, passem esta informação de interesse.
Passem a mensagem atraves de http://lesmamorta.blogspot.com/

quarta-feira, 11 de março de 2009

Prédio do Ministério da Saúde em risco de ruína

JN 11-03-2009

Sobre este assunto consultar também:

Início da Construção do novo Museu dos Coches e transferência do Museu de Arqueologia

Agora que as obra de construção do novo Museu dos Coches arrancaram impõe-se dizer que o Estado não pode pura e simplesmente fazer o que lhe apetece. Há que haver o direito a nos insurgirmos contra estas coisas e de uma vez por todas impedir que se faça tamanho disparate só para que também eles tenham uma obra de regime que, quando da do CCB, tanto criticaram.Neste caso, mais do que um edifício completamente desproporcionado para o local, é despropositado para o objectivo. A somar ao disparate de colocar o Museu de Arqueologia na Cordoaria Nacional, a conclusão final não pode ser outra senão perguntar quem diabo é o Ministro da Cultura e o que raio está lá ele a fazer.

Jorge Santos Silva

terça-feira, 3 de março de 2009

D.Nuno Àlvares Pereira: Um Português de Excepção

Por: João J. Brandão Ferreira*

Frei Nuno recebeu o embaixador de Castela, em sua cela, amortalhado no Hàbito.
-“Nunca mais despireis essa mortalha?” perguntou-lhe o castelhano.
-“Só se el-rei de Castela outra vez movesse guerra a Portugal...”
E erguendo-se:
-“Em tal caso enquanto não estiver sepultado, servirei ao mesmo tempo a religião que professo e a terra que me deu o ser”.
Por baixo do escapulário tinha o arnez vestido. O castelhano curvando a cabeça, saiu.

Finalmente, ao fim de uma espera de séculos, a canonização do Beato Nuno de Santa Maria está marcada: será no dia 26 de Abril e terá como companheiros quatro cidadãos da península Itálica.
Este reconhecimento da Igreja deve ser considerado com grande júbilo pela nação dos portugueses. As comemorações devem ter realce idêntico. Não vai ser fácil, todavia, que tal venha a acontecer, mas já lá iremos.
De facto a figura e a acção do Condestável é absolutamente singular na História de Portugal e, a ele, mais do que a qualquer outro, devem os portugueses o facto de continuarem a ser livres e independentes.
Não vamos percorrer a vida do grande vencedor de Aljubarrota – facto luminoso das nossas glórias militares – nem os seus actos do dia a dia, que são referencias incontornáveis de moralidade pública, virtudes humanas e devoção cristã, que balizaram a vida do herói e santo, mas tão só afirmar dois notabilíssimos factos: ser Nuno Alvares o nosso único chefe militar que nunca perdeu uma batalha ou um simples combate (e pelejou muito!); e sendo já numa altura madura do seu peregrinar pela terra, um dos homens mais ricos do Reino – senão o mais rico – se ter despojado de tudo, distribuindo os seus bens pelos familiares, amigos, companheiros de armas e ordens religiosas. Queria apenas passar a viver de esmolas e foi preciso uma ordem real para impedir que tal viesse a suceder.
Não existe outro exemplo em toda a gesta nacional, desde que Afonso Henriques individualizou o Condado Portucalense, que se lhe possa igualar. Como, possivelmente, não haverá no mundo inteiro.
É, pois, diante desta figura gigantesca de carácter, competência, humildade e Fé, que os portugueses se devem curvar e em cujo exemplo deveriam meditar.
Ora os portugueses deste início do século XXI desconhecem e ignoram, na sua maioria – com os poderes públicos à cabeça – o ganhador dos Atoleiros, de Trancoso e Valverde, o grande comandante que nunca vacilou nos transes mais dolorosos e incertos.
É este, então, o momento ideal para arrepiarmos caminho e dar graças à Providencia Divina pelo facto do Santo Condestável ser um dos nossos e lembrarmos aos nossos filhos e netos que nunca o deverão esquecer. Porém, não se pode amar o que se desconhece.
Numa época em que os nossos brios patrióticos tão necessitados estão de alimento que os retirem da soturna decadência em que sucessivas opções de estouvado e ignaro mau senso, os colocaram, surge esta luminosa oportunidade de retemperar a alma dos bons portugueses. Será um crime de lesa Pátria, desperdiçá-la!.
Deste modo julgamos que se deve actuar rapidamente em três âmbitos: o religioso, o militar e o cívico.
É por demais evidente que a cerimónia de canonização deve ser seguida pelo país inteiro – não há aqui azo a divisionismos – e não se deve esgotar na cerimónia em Roma a qual deve ter a presença de muitos portugueses e de bandeiras de Portugal. É preciso mobilizar o maior número de pessoas a deslocarem-se ao Vaticano.
A imagem de Nuno de Santa Maria (o nosso décimo primeiro santo), deve ser transportada em avião da Força Aérea ou da TAP, para Lisboa e ser escoltada por aviões de combate assim que entrar no espaço aéreo nacional – as asas dos aviões da FA ostentam a cruz de Cristo, ela não está lá por acaso.
No aeroporto a imagem deverá receber honras militares e ser levada para o Convento do Carmo – a sua última morada – e ficar à guarda de forças da GNR.O percurso deverá ter alas de militares.
Em data próxima realizar-se-á um “Te Deum”nos Jerónimos em honra do novo santo, com a presença de todas as irmandades e institutos religiosos. No dia seguinte a imagem deverá seguir para S.Margarida, passando pela Escola Prática de Infantaria –arma de que D.Nuno é o patrono . Em S.Margarida, na unidade herdeira das tradições da 3ª Divisão de Infantaria – a Divisão N’Àlvares – será feita uma velada de armas à maneira medieval, para seguidamente se prestar as honras militares na Batalha antecedidas pela passagem nos campos de S.Jorge. Em todos os itinerários o povo e todas as autoridades devem sair às ruas para aclamar tão distinto e valoroso antepassado.
Em frente à sua estátua equestre na vila da Batalha serão prestadas honras militares pelo maior contingente de tropas apeadas que se possa reunir a que se seguirá missa solene militar, com a presença dos estandartes de todas as unidades militares, no mosteiro de Santa Maria da Vitória. O corpo diplomático deve ser convidado a assistir.
As cerimónias deslocar-se-ão, então, para o concelho da terra natal de D.Nuno, Cernache do Bonjardim, cujas forças vivas já se preparam para a justa homenagem.
Em simultâneo deverão realizar-se palestras, homilias, conferencias, colóquios, etc., em todas as paróquias, unidades militares (incluindo as destacadas),escolas e instituições de cultura e patrióticas um pouco por todo o país. Tais comemorações deverão inspirar o aparecimento de obras de arte, literatura, medalha, emissão filatélica, etc., alusivas ao evento.
É urgente “reaporteguesar” Portugal.
Para tudo se levar a bom termo, deverá ser constituído um grupo director e coordenador que não pode dispensar o alto patrocínio do Presidente da República (e deverá até ser liderado pela presidência). Aos eventos devem ser agregadas o maior número de instituições representativas da sociedade.
Infelizmente haverá que contar com a acção de forças antinacionais que tudo farão para minorizar tão importante acontecimento. Há que as enfrentar com serenidade, determinação e firmeza. Como D. Nuno nos ensinou.
Que o grande Fronteiro Mor do Além-Tejo, Condestável de Portugal, alma pura e bela, agora Santo Nuno, continue a interceder pela terra de Santa Maria.
Acreditem que bem precisamos.

*Tenente Coronel Piloto Aviador
Comd.Linha Aèrea

Este texto foi-nos enviado pelo leitor José Honorato Ferreira a quem desde já se agradece e cujo comentário ao artigo acima publicado, pela oportunidade do mesmo, segue em anexo.

“Não conheço pessoalmente o TCOR PILAV Brandão Ferreira. Tenho lido muitas das suas intervenções e reconheço-me em muitas das suas afirmações.
A figura de Nuno Álvares Pereira pouco ou nada dirá à grande maioria dos altos dirigentes políticos nacionais, pois o politicamente correcto é defender a UE e, mesmo, a integração num espaço ibérico, o que quer que tal conceito queira significar.
Como a educação e a formação das novas gerações tem sido descurada nas últimas décadas, raros serão os que se perturbam com a ideia da defesa de uma chamada união ibérica. Pobre D. Nuno que tem de suportar estes seus concidadãos, seis séculos após os seus actos heróicos em defesa da Pátria.
Portanto, tenho para mim que não passará pela cabeça de nenhum órgão de soberania nacional dar o devido relevo à canonização do Condestável, o que seria normal num País que não se tivesse “esquecido” da sua História e da sua identidade nacional.
Aliás, será que os políticos que nos governam têm ideia do que significam esses conceitos?
Aconselho a leitura da entrevista do Prof. Vitorino Magalhães Godinho no DN de 27 de Fevereiro corrente. Do alto dos seus 90 anos e do passado de que se orgulha (desconhecido da maioria, certamente...) põe o dedo na ferida sobre a pobreza de espírito e ignorância da classe política.
Portanto, meu caro Amigo, a 26 de Abril próximo, para além de meia dúzia de salamaleques protocolares que as relações diplomáticas formais entre a República Portuguesa e a Santa Sé tornarão inevitáveis, tudo será feito para, de forma "politicamente correcta", manter a “sacrossanta e jacobina” separação da Igreja do Estado, não vá qualquer outra atitude ferir a sensibilidade de prestimosas instituições tidas como progressistas e defensoras de liberdades e garantias, bem conhecidas de muitos de nós.
Se tudo correr de outra maneira... Te Deum laudamus... Portugal ainda não terá adormecido!!!
Que nunca a voz doa ao TCOR PILAV Brandão Ferreira e aos militares que têm consciência do Juramento de Bandeira que convictamente proferiram.
Não temos de viver com fantasmas do passado, é certo. Temos, contudo, de manter a noção de defesa e de dignidade de uma Pátria e de uma História de quase 900 anos, de que não temos de nos envergonhar.

José Honorato Ferreira”

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Petição sobre o Museu dos Coches

Petição on-line "Salvem os Museus Nacionais dos Coches e de Arqueologia e o Monumento da Cordoaria Nacional!"

Com a projectada transferência do Museu Nacional dos Coches para um novo edifício a construir ao lado, nas Oficinas Gerais de Material do Exercito, bem como a transferência do espólio que constitui o Museu Nacional de Arqueologia, dos Jerónimos, para a Cordoaria Nacional, urge travar de imediato tais propósitos, Assim e sendo algo que é de todos, e para que todos possam exercer o seu direito a dizer NÃO, surgiu uma Petição on-line (link abaixo), que convidamos a que assinem.

Para assinar a petição clique aqui:

http://www.gopetition.com/petitions/salvem-o-museu-dos-coches.html


Exmos. Senhores,

Presidente da República Portuguesa, Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva

Presidente da Assembleia da Republica, Dr. Jaime Gama

Primeiro-Ministro, Eng. José Sócrates

Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. António Costa

O Museu Nacional dos Coches sendo de génese monárquica foi com a República que adquiriu o carácter de organização museológica, transformando-se na instituição fundadora da museologia portuguesa, de carácter nacional e com projecção internacional.

O valor artístico do espaço (antigo Picadeiro Real), a raridade da sua colecção (considerada universalmente como a mais notável no seu género, com especial destaque para os três coches monumentais da Embaixada de D. João V ao Papa Clemente XI, construídos em Roma em 1716 e únicos no mundo, bem como o raro exemplar de coche de viagem de Filipe II, construído em Espanha – Século XVI- XVII – e um dos modelos de coche mais antigos de que há conhecimento), e o sistema desenvolvido de exposição desta última, correlacionando-a com imagens e pinturas de época, garantiram-lhe a reputação europeia sem precedentes na história dos museus portugueses e na própria evolução da museologia, através de uma orientação estratégica pioneira pautada por princípios europeus modernos, criando um ambiente de exigência e trabalho de que os próprios republicanos se orgulhavam.

O projecto entretanto surgido para a construção de um novo Museu dos Coches pretende esvaziar o actual edifício e transferir a colecção para um novo espaço a construir, onde se erguem agora as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, que serão demolidas. Não pondo em causa a qualidade do projecto de arquitectura, estima-se, no entanto, que este projecto terá um custo actual estimado de 31,5 milhões de euros.

Considerando a actual magnitude internacional do Museu Nacional dos Coches, que é o museu mais visitado de Portugal, muito significativamente por estrangeiros a quem não será indiferente a dignidade e o ambiente do espaço actual de notável valor formal e de antiguidade. Note-se que não é por acaso que em São Petersburgo se optou recentemente pela colocação de um espólio similar no antigo picadeiro real;

Considerando que o actual edifício do Museu, por imperativos técnicos e artísticos (vide, pareceres técnicos de finais dos anos 90), está impossibilitado de acolher a Escola Portuguesa de Arte Equestre, temendo-se, portanto, caso avance o projecto de novo museu, a sua subutilização;

Considerando que o projecto do novo museu não afecta somente o Museu Nacional dos Coches, mas antes constitui um verdadeiro 'terramoto' de efeito ricochete na museologia nacional, pois implicará a obrigação de deslocar os serviços do antigo IPA (actual IGESPAR) da arqueologia subaquática, do depósito de arqueologia industrial, para a Cordoaria Nacional e, por esta via, uma eventual transferência do Museu Nacional de Arqueologia para a mesma Cordoaria, que é Monumento Nacional desde 1996 (DL 2/96, DR 56, de 06-03-1996);

Considerando que a lei obriga a que uma intervenção num Monumento Nacional, como é o caso da Cordoaria Nacional, se fundamente num projecto de conservação e restauro e permita a salvaguarda dos seus valores arquitectónicos e técnicos integrados, não permitindo que se faça uma mera adaptação como parece ser o caso, o que pré-figuraria uma atitude de vandalismo de Estado;

Considerando, portanto, que o projecto em curso se nos afigura completamente desnecessário e impede que as verbas respectivas sejam aplicadas em projectos culturais de verdadeiro interesse público urgente (ex. renovação dos outros museus nacionais sediados em Lisboa, recuperação dos MN em perigo de desclassificação pela UNESCO, qualificação da Cordoaria Nacional, como monumento técnico significativo da actividade marítima portuguesa, etc.);

Os abaixo-assinados requerem a Vossas Excelências uma intervenção rápida no sentido de travar o projecto em curso do novo museu dos coches, garantindo assim a manutenção, nos espaços actuais, do Museu Nacional dos Coches e do Museu Nacional de Arqueologia e a conservação da integridade física e técnica original da Cordoaria, enquanto monumento nacional de interesse internacional.

Paulo Ferrero, Bernardo Ferreira de Carvalho, Jorge Santos Silva, Fernando Jorge, Luís Marques da Silva e Renato Grazina

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Precisa-se de matéria prima para construir um País

*Eduardo Prado Coelho - in Público*

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, lips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria-prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... *MEDITE*!

*EDUARDO PRADO COELHO*

Sobre este texto, fui contactado pela filha de Eduardo Prado Coelho que nos procurou a propósito da petição sobre o Museu dos Coches e onde teve ocasião de verificar a existência deste artigo atribuído a seu pai e cuja autenticidade nos refere ser falsa.Não obstante nele eu ter tido ocasião de referir que o mesmo foi retirado de um comentário a um texto abaixo e publicado por um anónimo, logo não ser da minha responsabilidade, esclareci num comentário a este texto que o mesmo pertence como original a Ubaldo Ribeiro. Porém, como o texto por mim publicado tem a assinatura de Eduardo Prado Coelho, tal como aparecia no texto por mim copiado, aqui fica a retratação e a reposição da verdade.Para que não subsistam dúvidas segue nota ao Público, de Eduardo Prado Coelho que a 25 Outubro de 2006 teve ocasião de desmentir a autoria do texto.

"Já tinha ouvido falar no assunto, mas não me interessei demasiado. Tive até felicitações por aquele texto de que não era autor. Não me ralei. Não andei à procura em blogues, porque nunca fui dado a tal prática (por motivos muito polémicos que já expus diversas vezes, com grande escândalo das almas mais piedosas). Não tenho nada contra os blogues, mas também nada a favor; é como os vinhos (não bebo, sou incapaz de estender a mão para um copo de álcool que passe à minha frente) ou as corridas de automóveis. Para mim, estas coisas passam-se noutro planeta. Mas o que me impressionou desta vez é que a minha massagista, Natália, uma moldava que é também uma excelente pessoa, veio dizer que tinha havido uma notícia desagradável a meu respeito no Correio da Manhã. E trouxe o venerável periódico. De facto, os títulos da notícia não eram exaltantes: “Professor universitário acusado de plágio” e como frase de entrada: “É acusado de ter copiado e ‘adaptado’ o texto de um escritor brasileiro.” Quanto ao texto propriamente dito, está correcto (é da Márcia Bajouco, que me havia telefonado). E põe os pontos nos iis. Mas tarde de mais. Já há toda uma página embandeirada em títulos sobre o assunto.Parece que João Ubaldo Ribeiro teria escrito um texto sobre a situação brasileira intitulado “Precisa-se de matéria-prima para construir um país”, que começaria deste modo: “A crença geral era que Collor não servia, bem como Itamar e Fernando Henrique. Agora dizemos que Lulanão serve”, e que eu teria adaptado – segundo um blogue que seria “notas.blogs.sapo.pt” – nestes termos: “A crença geral era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão eGuterres. Agora dizemos que Sócrates não serve.” Ora basta perceber o que repetidamente tenho escrito para se poder afirmar que eu acho que Sócrates serve, e muitíssimo bem. Parece que o vocalista dos UHF, António Manuel Ribeiro, até me citou, porque concordava com o que me era atribuído como a minha forma de pensar. Diz ter recebido uma mensagem de correio electrónico que continha o texto assinado por E.P.C. Parece que o texto corre por vários sites. E diz que o texto que eu teria escrito, e não escrevi, teria sido divulgado no PÚBLICO em determinada data. Mas vai-se ao jornal desse dia, e não está lá nada disso. Uma fraude inqualificável. No entanto, alguém a perpetrou, certamente com a convicção de que me poderia fazer mossa. Nem pense, estou-me inteiramente nas tintas para gente desta laia. Mas a minha amiga moldava achava que eu estava triste, certamente amarfanhado pelo peso do plágio. E até o meu casaco verde lhe pareceu cinzento. Mas o que mais uma vez se prova é que a forma relativamente anónima e irresponsável com que se pode escrever em mensagens por telemóvel ou mails permite todas as delinquências que é muito difícil punir devidamente.Estamos no domínio da heteronímia dos pobres mas também dos canalhas. Coisas que, por amizade, enternecem um coração moldavo, mas não o meu."

Eduardo Prado Coelho, professor Universitário, in Público 25 Out. 2006

Jorge Santos Silva

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A propósito do novo Campus da Justiça

Por: Jorge Santos Silva
Agora que o governo pensa centralizar todos os edificios da justiça na Expo, o que por si só até não seria de todo má ideia devido à enorme descentralização agora existente, levanta-se uma duvida. A forma de pagamento. O Estado decidiu-se pelo arrendamento por 900,000,00€ mês, decisão que está a ser altamente contestada pelos custos envolvidos.

O arrendamento daquele espaço arruinará por completo o paroco orçamento judicial. É que caso os nossos amigos que pensam que a venda do patrimonio da justiça dará para pagar este arrendamento, desenganem-se pois feitas as contas apenas pagará 3 anos e 1 mês. Após isso serão gastos 900 mil euros por mês o que prefaz 10.800.000,00 € por ano e ao final de dez anos terá custado em arrendamento a módica quantia de 108 milhões de euros.

Parece-me um pouco desajustado para a época extremamente dificil que atravessamos.

E mais. Sabem o que se faz com 100 milhões, palavras do próprio Primeiro Ministro na apresentação do programa “Equipamentos Sociais nas Áreas Metropolitanas”?

Nada mais do que 75 novas creches representando 3850 novos lugares para as crianças até aos três anos e mais 760 salas para o sistema pré-escolar, mais de 20 mil crianças, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

Claro que estes 108 m € são em dez anos. Agora multipliquem pelas gerações futuras e vejam o disparate de verba encontrada. Nao esquecer que todos os anos em arrendamento serão 10,800,000.00€ por ano.

Mais uma vez afirmo não ser contra a centralização mas sim contra a forma de pagamento. Aqui está uma prova de má gestão de dinheiros públicos onde a empreitada saíria muito menos onerosa ás gerações futuras. Mas o que interessa é apresentar obra. Daqui a dez anos quem lá estiver que se lixe (perdoem termo).
Como disse o Professor Medina Carreira e que subscrevo, “Isto é uma fantochada sem nome. Tudo isto é aparência. Não temos políticos com conteúdo. Parecem daquelas santolas em que há uma época que só têm casca e não têm conteúdo. Isto é uma santola que há-de ir andando até que alguma coisa lhe quebre a casca.”

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A saída do Museu Nacional de Arqueologia dos Jerónimos

As negociação entre o Ministério da Defesa e o Ministério da Cultura para a ampliação do Museu de Marinha para o espaço onde se encontra actualmente o Museu Nacional de Arqueologia parecem-me de todo apropriadas.

O Museu de Arqueologia, em minha opinião, não faz sentido num espaço que celebra os descobrimentos como é o complexo dos Jerónimos. Seria muito mais interessante na realidade aí instalar todo o acervo da marinha e dos descobrimentos. Já outra coisa é saber-se onde colocar o espolio do Museu de Arqueologia. Definitivamente a Cordoaria não será o local ideal. Mas pelo que conheço do director do Museu de Arqueologia, o Prof. Dr. Luis raposo, que por sinal foi meu professor na cadeira de Pré Historia, não dará isto de barato.

O que me parece certo é que seja qual for o espaço, este terá de albergar uma vastíssima colecção, muita por expor, sendo que o actual espaço não tem capacidade de expansão a menos que se retirasse de lá o Museu da Marinha o que não é sensato.

Faça-se o que se fizer respeite-se aquele que é um dos maiores e mais importantes acervos museológicos portugueses bem como o meritíssimo trabalho do Dr Leite de Vasconcelos, seu fundador em 1893 e seu primeiro director.
Jorge Santos Silva

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

As OGME que o Governo quer destruir por causa do Novo Museu dos Coches

Exemplar de Arquitectura Industrial (séc.XIX-Séc.XX), já raro em Lisboa (uma vez que Alcântara foi dizimada pela própria CML no que toca ao património arqueológico industrial) as antigas instalações das Oficinas Gerais de Material de Engenharia são hoje ocupadas por serviços do Instituto Português de Arqueologia, contando não só com um valiosíssimo espólio de peças adquirido pelo Estado (em vias de ser 'distribuído' por várias unidades museológicas do país), como uma vasta biblioteca sem destino traçado.

A pressa em demolir estes pavilhões do princípio do séc.XX é tanta que os atropelos são muitos. Por exemplo, esquece-se o Governo, esquece-se a CML das recomendações ao tempo do protocolo celebrado entre o Ministério da Defesa e a Sec. Estado da Cultura, em 1997, quando se pretendia levar os coches para as OGME (e não se falava de demolição!), recomendações essas em prol da conservação dos pavilhões pela sua valia em termos de arqueologia industrial.

Esquecem-se do equilíbrio urbanístico que o edifício projectado para o novo museu dos coches implicará na zona, em termos estéticos, volumétricos e tráfego. Em termos de violação do perímetro de protecção do Palácio de Belém. Esquecem-se que a Casa de Bragança muito dificilmente abdicará da sua colecção de coches em Vila Viçosa. Esquecem-se que há inúmeros pareceres técnicos que inviabilizam a instalação do picadeiro real no espaço do actual Museu dos Coches e que, portanto, este belíssimo e histórico local se arrisca a servir de salão de festas e banquetes oficiais. Esquecem-se que, no presente momento, em São Petersburgo se está a colocar a colecção de coches no antigo picadeiro real e em Lisboa quer-se fazer exactamente o contrário: colocar coches em salões brancos, esterilizados, mais próprios de Brasília do que de uma zona como Belém.

Vem aí o Novo Museu dos Coches. Exprima-se! Não fique quedo e mudo quando lhe destroem o pouco património existente! Visite as OGME:

http://www.youtube.com/watch?v=ahSS9Vt2qU0

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Carta aberta a Portugal

A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, o nosso muito obrigado!

Ou estou fortemente enganado (o que sucede, aliás, com uma frequência notável), ou a história de Portugal é decalcada da história de Pedro e o Lobo, com uma pequena alteração: em vez de Pedro e o Lobo, é Pedro e a Crise.
De acordo com os especialistas – e para surpresa de todos os leigos, completamente inconscientes de que tal cenário fosse possível – Portugal está mergulhado numa profunda crise.
Ao que parece, 2009 vaiser mesmo complicado.
O problema é que 2008 já foi bastante difícil. E, no final de 2006, o empresário Pedro Ferraz da Costa avisava no Diário de Notícias que 2007 não iria ser fácil. O que, evidentemente, se verificou, e nem era assim tão difícil de prever tendo em conta que, em 2006, analistas já detectavam que o País estava em crise. Em Setembro de 2005, Marques Mendes, então presidente do PSD, desafiou o primeiro-ministro para ir ao Parlamento debater a crise económica. Nada disto era surpreendente na medida em que, de acordo com o Relatório de Estabilidade Financeirado Banco de Portugal, entre 2004 e 2005, o nível de endividamento das famílias portuguesas aumentou de 78% para 84,2% do PIB. O grande problema de 2004 era um prolongamento da grave crise de 2003, ano em que a economia portuguesa regrediu 0,8% e a ministra das Finanças não teve outro remédio senão voltar a pedir contenção. Pior que 2003, só talvez 2002, que nos deixou, como herança, o maior défice orçamental da Europa, provavelmente em consequência da crise de 2001, em consequência dos ataques terroristas aos Estados Unidos.
No entanto,segundo o professor Abel M. Mateus, a economia portuguesa já se encontrava em crise antes do 11 de Setembro.
A verdade é que, tirando aqueles seis meses da década de 90 em que chegaram uns milhões valentes vindos da União Europeia, eu não me lembro de Portugal não estar em crise.
Por isso, acredito que a crise do ano que vem seja violenta, mas creio que, se uma crise quiser mesmo impressionar os portugueses, vai ter de trabalhar a sério!
Um crescimento zero, para nós, é amendoins. Pequenas recessões comem os portugueses ao pequeno-almoço.
2009 só assusta esses medricas da Europa que têm andado a crescer acima dos 7 por cento. Quem nunca foi além dos 2% como nós, não está preocupado.
É tempo de reconhecer o mérito e agradecer a governos atrás de governos que fizeram tudo o que era possível para não habituar mal osportugueses.
A todos os executivos que mantiveram Portugal em crise desde 1143 até hoje, muito obrigado. Agora sim, somos o povo da Europa mais bem preparado para fazer face às dificuldades.
Bem hajam!

sábado, 17 de janeiro de 2009

A Baixa - Praça da Figueira e outras considerações

Esta Praça não existia antes do terramoto de 1755 e foi desenhada nos terrenos anteriormente ocupados pelo Hospital de Todos os Santos cuja frente dava para o Rossio tendo ficado devastado com o sismo. Inicialmente concebida como praça tradicional (venda de frutas e hortaliças) ao ar livre, chamava-se então Horta do Hospital. Mudou de nome para Praça das Ervas, Praça Nova e, finalmente, para Praça da Figueira. Por finais do séc. XIX apresentava o aspecto que a imagem documenta. A meio do século passado (1949) o edifício foi demolido e hoje a Praça funciona como palco da homenagem de Lisboa a D. João I, adquirindo o glamour que caracterizava as idas à baixa.Porém foi de pouca dura. Este nobre sítio é hoje dos mais desprezados da cidade. Mal frequentado, casa de mendigos e sem abrigo, permanentemente transformado em lixeira, e zona de prostituição.De há muito desapareceu o tal glamour a fazer lembrar mais as suas origens gémeas de praça de tráfico negreiro, com a diferença que hoje tudo lá se trafica. É um problema recorrente nas três praças mais emblemáticas da Baixa, em que a autarquia não sabe como ou não quer por cobro. Há proibições que devem ser feitas e transformar por exemplo as arcadas do Terreiro do Paço ou a escadaria do Dª Maria em dormitório de mendigos, é uma delas.

Jorge Santos Silva

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

António Costa aprova novo Museu dos Coches, apesar de o considerar desnecessário

António Costa aprova novo Museu dos Coches, apesar de o considerar desnecessário -PUBLICO - 23.12.2008, Ana Henriques

Silo automóvel previsto para a frente ribeirinha como parte do projecto do museu foi chumbado ontem pela Câmara de Lisboa

A Câmara de Lisboa deu ontem o seu aval à construção do novo Museu dos Coches em Belém. A proposta de aprovação partiu da maioria socialista de António Costa, que, no entanto, confessou achar desnecessária a transferência do museu para um edifício construído de raiz para o efeito decidida pelo Governo.

"Uma das razões apresentadas para a sua transferência para o novo edifício relaciona-se com o facto de, nas actuais instalações, não ser possível aumentar o número de visitantes. Mas uma vez que se trata do museu mais visitado do país, considero que não vale a pena mexer-lhe", observou, acrescentando ser prioritário arranjar espaço para novos projectos como o Museu das Descobertas ou o centro de cultura africana - uma parceria entre a câmara e o Governo, cuja instalação foi anunciada para o Palacete Pombal, nas Janelas Verdes.

Foi também o Governo a decidir que o autor do novo edifício do Museu dos Coches, previsto para defronte da estação ferroviária de Belém, seria o brasileiro Paulo Mendes da Rocha, já premiado com o maior galardão da arquitectura mundial, o Pritzker. "A contratação das obras de arquitectura deve ser feita por concurso público", objectou António Costa. "Mas há momentos e obras que podem justificar a encomenda directa a determinado arquitecto. A fiscalização destes procedimentos compete a organismos como o Tribunal de Contas.

"Mas nem todo o projecto de Paulo Mendes da Rocha teve luz verde da autarquia. O silo automóvel de 23 metros de altura que o arquitecto brasileiro queria erguer já do lado do rio, ligado ao edifício do museu por uma passagem aérea por cima da linha do comboio, foi chumbado ontem pelo executivo municipal. Motivo: os técnicos camarários entenderam tratar-se de um "obstáculo entre o espaço público e o rio Tejo", algo que é proibido pelo Plano Director Municipal. Tratava-se de uma construção cilíndrica com capacidade para 400 carros e um salão panorâmico no topo. "Uma aberração", adjectivou o vereador Carmona Rodrigues. "E uma violentação da frente ribeirinha", acrescentou ainda.

Sendo uma obra do Estado, a lei estabelece que o parecer da autarquia não é vinculativo. Acontece que foi feito um "acordo de cavalheiros" entre o município e a Sociedade Frente Tejo, de capitais exclusivamente estatais, em que esta se comprometeu "a ter em consideração os pareceres camarários", explicou o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado. Ficou ainda estabelecido que a amarração da passagem aérea às imediações do Museu da Electricidade seja precedida da realização de um projecto de espaços públicos.

Quem o fará? Manuel Salgado ignora-o: "Não sei se os honorários pagos a Paulo Mendes da Rocha chegam para isso." Até porque o arquitecto vai ter de reformular o projecto para o adaptar às exigências camarária. Quanto a alternativas de estacionamento - "não se está a ver famílias inteiras irem para a beira-rio de autocarro", observa o vereador -, estão a ser procuradas na Calçada da Ajuda.

O PSD considerou ontem que o Tribunal de Contas "desmontou todos os argumentos" do presidente da câmara ao rejeitar o recurso contra o chumbo do empréstimo que a câmara queria contrair. Carlos Carreiras, líder da distrital de Lisboa do PSD, disse que a recusa do empréstimo "destrói a argumentação de António Costa" e significa "um ano perdido" no que respeita ao saneamento financeiro da autarquia". Costa disse, por seu lado, que os argumentos do TC nada têm a ver com os do PSD.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Mugabe: "O Zimbabwe pertence-me"

Foto em Publico. PT

O Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, desafiou hoje os múltiplos apelos à sua demissão, face à crise humanitária no país, afirmando peremptoriamente que o Zimbabwe lhe pertence.

"Jamais, eu nunca irei vender o meu país. Jamais, jamais, nunca me renderei, jamais", afirmou Mugabe, de 84 anos e há 28 no poder. " O Zimbabwe pertence-me", disse.

“Vocês não me conseguirão intimidar”, disse, deixando um recado à comunidade internacional, que reclama o seu abandono.

“Podem ameaçar decapitar-me, mas ninguém me fará mover: o Zimbabwe pertence-nos, não pertence aos britânicos”, disse o Presidente do país que foi, durante várias décadas, uma colónia britânica.

Diante do congresso do seu partido, a União Nacional Africana do Zimbabwe – Frente Patriótica (Zanu-PF), na pequena localidade de Bindura, o mais velho chefe de Estado de África manifestava-se assim contra o antigo Império britânico e contra todos os que o querem ver afastado do poder.

O Presidente Mugabe e o seu rival, Morgan Tsvangirai – líder do Movimento para a Mudança Democrática – concluíram um acordo no passado dia 15 de Setembro, a fim de partilharem o poder e fazerem o país sair da crise nascida da derrota da Zanu-PF nas legislativas de Março, mas as duas formações partidárias nunca se chegaram a entender acerca da divisão dos principais ministérios.

Enquanto isto, milhares de zimbabweanos morrem, graças ao relaxe da comunidade internacional, talvez por o país não ser um produtor de petróleo. Por muito menos, equipas de guerrilha ou de tropas regulares, houvesse para isso interesses económicos por detrás, e o ex "Sir" Robert Mugabe (já que foi destituído pela rainha de Cavaleiro do Império), estaria fora do poder a bem ou a mal.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Agora que Santana se prepara de novo ...

Agora que Santana Lopes se prepara para de novo brindar a capital com a sua candidatura à Câmara, lembrei-me desta preciosidade então publicada pelo Expresso e que aqui recordo.

Em 2003, a Dom Quixote publicou a edição de bolso do romance «Dom Casmurro», de Joaquim Maria Machado de Assis.

Para a estupefacção do editor, algum tempo depois, este recebeu um cartão oficial da Câmara Municipal de Lisboa, assinado pelo seu então presidente, Pedro Santana Lopes, agradecendo o envio de um exemplar do livro. Até aqui, tudo normal. A perplexidade deveu-se ao facto de o cartão pedir ao editor que transmitisse ao autor o apreço do autarca – e de o envelope ser dirigido ao «Exmo. Sr. Machado de Assis, aos cuidados das Publicações Dom Quixote».
Mais uma vez tudo normal, nao fosse o caso do escritor brasileiro ter morrido no dia 29 de Setembro de 1908.

Consta que na origem da gafe estava uma secretária do presidente da Câmara, e que este, ao contrário do que os homens públicos costumam fazer em tais casos, não só não transformou a subordinada em bode expiatório como até a promoveu, o que talvez configure uma magnanimidade nobre mas algo desmedida.

Francamente...É de ir ás lágrimas.

Amigo Pedro. Se para lá voltar poupe-nos por favor ás louras burras que passaram à história sob o nome de santanetes.

Por: Jorge Santos Silva

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Avizinha-se batalha jurídica para decidir construção de grande prédio no Largo do Rato

In Público (21/11/2008) Ana Henriques
«Promotor imobiliário ameaça ir para tribunal fazer valer o que considera serem os seus direitosDepois de debatida com intensidade na Câmara de Lisboa, na Ordem dos Arquitectos e nos movimentos cívicos, a construção de um grande prédio de habitação no Largo do Rato deverá ser decidida nos tribunais. É pelo menos essa a vontade do promotor imobiliário Artepura, que não se conforma com a recusa da autarquia em passar a licença que lhe permitiria começar a obra. Um dos administradores da empresa, Diogo Jardim, invoca a aprovação do projecto de arquitectura pela câmara em 2005 para exigir erguer no Rato, entre a Rua Alexandre Herculano e a Rua do Salitre, o edifício de sete andares desenhado pelos arquitectos Frederico Valsassina e Manuel Aires Mateus, que deu origem a um abaixo-assinado de contestação que já reuniu cinco mil assinaturas.
Dada a polémica e a recusa dos vereadores em emitir a licença, não seria altura de reformular o projecto? "Nunca!", responde Diogo Jardim, que considera que a mudança de posição da câmara é "uma afronta a todo o sector da promoção imobiliária"."Se a câmara põe em causa o que ela própria aprovou isto transforma-se numa república das bananas", observa. "Acho complicado outra saída que não a ida para tribunal." E uma indemnização está fora de causa? "Não pomos nenhuma hipótese de lado, mas o nosso objectivo é construir o edifício", diz o administrador, recordando que o próprio vereador do Urbanismo, o arquitecto Manuel Salgado, afiança que o projecto cumpre todos os regulamentos.
Mas o mesmo não pensam as restantes forças políticas, que no passado dia 12 recusaram, pela segunda vez, a emissão da licença. "É provável que venham a responder pessoalmente por esse acto em tribunal", avisa Diogo Jardim. Vários deles muniram-se, no entanto, de cautelas. Foi o caso dos vereadores do PSD, que juntaram à sua decisão uma declaração de voto defendendo que a aprovação do projecto em 2005 é nula, por violar disposições legais. O núcleo de estudos de património da CML, por exemplo, pronunciou-se contra a construção, por entender que ela contrariava normas de protecção patrimonial. »

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Derrocada da Muralha do “Castelinho” de Angra do Heroísmo

Não se sabe quem vai recuperar a muralha do Castelinho.

A presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Andreia Cardoso (PS), apela ao entendimento rápido entre a Empresa Nacional de Turismo (Enatur) e o Ministério da Defesa com vista à recuperação célere do troço de muralha do Forte de São Sebastião (vulgarmente conhecido como “Castelinho”) que ruiu no passado domingo.

Tipicamente, nenhuma destas entidades assumiu publicamente a responsabilidade de recuperar a parte da muralha que derrocou.

Andreia Cardoso, argumenta que a importância histórica e patrimonial do imóvel não se compadece com delongas.
Na foto: Imagem da derrocada da muralha do forte de S. Sebastião

“Aquela área tem de ser reparada com segurança e rapidez. Essa responsabilidade só pode ser da Enatur ou do Ministério da Defesa. Ambos têm de se entender. Da parte da autarquia, posso garantir a total disponibilidade para, dentro das nossas possibilidades e competências, ajudar-nos no processo”, afirmou a autarca.

Andreia Cardoso explica que, tratando-se de uma propriedade do Estado, a Câmara de Angra não pode fazer “muito mais do que ajudar nos licenciamentos que venham a ser necessários”.

“Em Novembro de 2001, participamos no protocolo que permitiu à Enatur instalar uma Pousa da de Portugal no Castelinho. Mas, nesse âmbito, o nosso papel era apenas assegurar o alojamento dos militares da Marinha que estavam no forte até que as moradias a construir pela secretaria regional da Economia estivessem concluídas. Esse foi o âmbito da participação da autarquia nesse acordo”, explica Andreia Cardoso.

A autarca adiantou ainda que, há dois meses, a autarquia procedeu, por sua iniciativa, a um levantamento dos imóveis do Estado no concelho, tendo enviado esses documentos para o Governo Regional, a quem pediu que diligenciasse junto de Lisboa para um alerta pela degradação de algumas destas infra-estruturas, “caso da Boa Nova e do edifício da Alfândega”.

Mas ao que parece, desse relatório não constavam a situação deste forte do séc. XVI, integrada na zona histórica da cidade de Angra do Heroísmo, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO e, cuja parte significativa da muralha acaba de ruir.

O que foi feito? Nada e o resultado imediato foram 500 anos de história irem parar ao mar.

È na realidade uma vergonha o estado lamentável a que as autoridades, neste eterno jogo do empurra, descartam as suas responsabilidades.

Mas a história julgar-vos-á por isso!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

De novo os contentores de Alcântara

Lembram-se desta situação? Porto de Lisboa 1975.
Os Lisboetas viam a sua frente ribeirinha completamente entupida por contentores de familiares e amigos que retornavam à metrópole contra a sua vontade, graças a uma classe politica surgida à pressa, que descolonizou sem a alma necessária nestes momentos e sem acautelar o interesse dos milhares que lá viviam.
Durante anos vimos contentores com os bens de quem teve de deixar a terra que já viviam como sua, nunca reclamando estes haveres, sobras de uma vida, fazendo pressentir naturalmente o pior dos desfechos.
O local é o mesmo; o contexto é outro. Vamos ter de novo a frente ribeirinha atulhada de contentores, desta vez sem a grave crise humanitária de então, mas na mesma, graças à idiotice dos que nos governam.

sábado, 15 de novembro de 2008

Bairro Alto. Já começámos a despedir pessoas

Foto: CD artistas vários em "edição para os que viveram as noites loucas do Bairro Alto dos anos 80."


Duas semanas após a entrada em vigor do diploma camarário que encerrou a actividade nocturna ás 2 horas da manhã, publico aqui parte do texto que a Destak publicou sobre a matéria.

"Este tem sido um ano difícil para o emblemático espaço nocturno lisboeta. A Lei do Tabaco obrigou a gastos, que aumentaram com o pagamento de um reforço de segurança, por parte dos comerciantes. Agora, muitos dos bares fecham duas horas mais cedo.

Sexta-feira dia 7 de Novembro, um grupo de frequentadores indignados decidiu protestar, distribuindo apitos às 2h. Sábado foi convocada uma manifestação.

O Destak foi para a rua saber qual o balanço da primeira semana para comerciantes e clientes.

«Perdemos à volta de 50% dos lucros», contou Alfredo Macedo, empregado do bar Palpita-me, explicando que como a clientela só chega pela 1h15 resta muito pouco tempo para o negócio. «Abrimos às 19h, e como vê, ainda não está cá ninguém», diz apontando para o bar vazio no início da noite. Os despedimentos são «inevitáveis»: «Aqui no bar já vão três pessoas embora».
O mesmo dizem Carlos, Ana e Bruno, de bares da Rua da Barroca que preferem não identificar por medo de represálias. «Isto é um lobby da Junta de Freguesia; a maioria dos moradores dá-se bem com os bares e até querem que estejam aqui por motivos de segurança», explicam. O corte nos lucros, dizem, vai tirar emprego a muitas pessoas, «ao ponto de pôr em causa a existência de grande parte dos bares». Para estes comerciantes, o desemprego irá afectar não só os bares, mas os restaurantes e as mercearias, num efeito de cadeia: «Aqui toda a gente vive dos negócios uns dos outros». Pedem para regressar ao tema da segurança: «A partir de agora isto começa a ficar deserto mais cedo, mais cedo começa a haver problemas. Todos sabem que no Bairro Alto há tráfico de muita coisa. Se os bares fecharem mais cedo, o tráfico continua a existir e pode criar-se um guetozinho. Os traficantes passam a vir para aqui como vinham para o casal ventoso».

Os três colegas fazem questão de salientar que não estão só preocupados em fazer dinheiro. Admitem que seja necessário um entendimento. Consideram que a solução poderia passar pela proibição de venda de bebidas na rua. «Se a câmara proibisse beber na rua, as pessoas teriam que entrar para os bares e aí já poderia haver uma parceria entre os bares e a câmara para tentar resolver o problema». Mas assim, «é apenas pura repressão».

Opiniões dividem-se. Pela 1h da manhã, um grupo de amigos na casa dos vinte conversa animadamente de copo na mão. «Acho bem, é uma questão de respeito pelas pessoas que vivem aqui. Têm que adaptar a cidade, mudar as zonas de bares para os arredores», opina Marina. «Não! Não há nada como o Bairro», contrapõe Tristão. (...)

Copo vai, copo vem, surgem algumas propostas politicamente incorrectas: «Deviam criar alojamento noutro sítio para as pessoas que moram aqui», diz Ruben entre gargalhadas. A sugestão era uma brincadeira, mas outra surge um pouco mais séria: «E porque não vidros duplos nas janelas e pronto?»"

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Câmara discute novamente projecto polémico no Largo do Rato

O licenciamento do prédio vai ser debatido em reunião pela segunda vez A Câmara de Lisboa tem agendada para amanhã a discussão da proposta subscrita pelo vereador com o pelouro do Urbanismo a qual sustenta o licenciamento do polémico projecto dos arquitectos Manuel Aires Mateus/Frederico Valsassina para o gaveto da Rua do Salitre com a Alexandre Herculano.
Esta é a segunda vez que o assunto vai à câmara, depois de a primeira proposta naquele sentido ter sido inviabilizada em Julho pelo executivo municipal com 11 votos contra e seis a favor.
Helena Roseta disse ao DN que "se os termos da proposta se mantiverem iguais também a natureza do meu voto se manterá". Ou seja, contra. E se houver alterações à proposta? "Teremos que as analisar e só depois nos pronunciaremos", salientou a vereadora do movimento Cidadãos Por Lisboa.
O DN soube, entretanto, junto de fontes municipais, que o vereador Manuel Salgado deverá levar para a votação junto com a proposta um parecer dos serviços jurídicos do município que defendem a viabilização do empreendimento. Os juristas da câmara dizem que quem votar contra terá que fundamentar legalmente o seu voto. Recorde-se que o PSD anunciou a intenção de apresentar uma proposta de criação de um jardim, como alternativa ao projecto urbanístico para o Largo do Rato. Margarida Saavedra, arquitecta e vereadora social-democrata, disse ao DN que "a criação de uma zona verde ajardinada naquele local (ideia que já vem do mandato de Jorge Sampaio) seria uma boa solução porque contribuiria para a reabilitação e valorização do Largo Rato e do seu conjunto composto por edifícios notáveis como o Palácio Palmela (Procuradoria-Geral da República), a Sinagoga, ou mesmo o Palácio dos Marqueses da Praia (sede do PS)".
Margarida Saavedra, sublinha que o PSD não tem razões para viabilizar agora esta proposta. "O senhor vereador Manuel Salgado traz um parecer dos serviços jurídicos da autarquia que não é mais do que uma encomenda desta maioria para que a sua posição prevaleça", afirma Margarida Saavedra, lembrando que António Costa insiste no argumento de que o projecto de arquitectura foi aprovado e que os projectos de especialidades cumprem a legislação. Mas não é isso que está em causa. Em jogo está o enquadramento daquele projecto", continua. Para a eleita do PSD, "o parecer dos serviços quer empurrar o ónus de um chumbo para a oposição, ora é preciso saber ao certo de há direitos adquiridos do promotor ou não. Achamos que só há expectativas". Ruben de Carvalho do PCP reiterou a sua oposição ao projecto, mas aguarda pela análise das alterações à proposta.

domingo, 9 de novembro de 2008

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO - 2ª fase: VOTE!

Foto: Terreiro do Paço, inicio do século. Arquivo CML

Dia 8 de Novembro: início da 2ª fase do processo do Orçamento Participativo (OP) em Lisboa. As mais de 600 propostas apresentadas na 1ª fase já foram analisadas pela CML.
Solicitamos agora, até ao dia 14 de Novembro, que consultem as propostas seleccionadas, e votem nas três que gostariam de ver inscritas no Plano de Actividades da CML para o ano de 2009.

Para tal, basta aceder ao sítio do OP - www.cm-lisboa.pt/op - com a sua palavra-chave. Para votar é necessário proceder previamente ao registo. Trata-se de uma operação que demora apenas 1 minuto. Se já se registou na 1ª fase, não necessita de voltar a fazê-lo. Até ao dia 14 de Novembro, será possível o registo no sítio do OP e concretizar a votação on-line.

Os projectos mais votados nesta 2ª fase serão integrados no orçamento municipal até ao valor de 5 milhões de euros, montante definido pela Câmara para afectar ao orçamento participativo. Para poder votar, seleccione a área ou as áreas que pretende e vote nos projectos que lhe são apresentados. Pode votar num máximo de três projectos, por ordem de prioridade (de 1 a 3, sendo 1 o mais importante), desde que a soma dos projectos não exceda o valor máximo de 5 milhões de euros.

Há cerca de 80 projectos para escolher.

Alguns exemplos:

-Arborização do Terreiro do Paço
-Arborização de Arruamentos em Arroios
-Arborização de Arruamentos do Bairro Campo de Ourique
-Reabilitação do Espaço Público do Bairro Azul e Plantação de Árvores
-Requalificação de Espaço Verde, Instalação de Parque Infantil e Horta Comunitária na Quinta do Coleginho
-Requalificação do Largo do Rato
-Requalificação do Largo da Graça
-Requalificação do Largo Hintze Ribeiro
-Requalificação da Envolvente à Basilica da Estrela
-Retirar Estacionamento Automóvel dos Espaços Singulares, Praças e Largos

Participe e reencaminhe esta informação para todos os possíveis interessados neste processo.

sábado, 8 de novembro de 2008

HIV virá aí a possivel cura?

Seropositivo deixou de o ser depois de transplante de medula

Notícia de IOL Diário - 08-11-2008

Um norte-americano de 42 anos que vive em Berlim está a intrigar a comunidade científica. Há dois anos foi submetido a um transplante de medula. Era seropositivo, mas o objectivo seria curar uma leucemia. Seiscentos dias depois, ainda continua a lutar contra esta doença, mas venceu a batalha que parecia perdida: a sida.

De acordo com o The Wall Street Journal, que conta história deste paciente cujo nome não é divulgado, depois da operação, os médicos não detectaram sinais da infecção no seu sangue, apesar de terem cessado de lhe administrar fármacos anti-retrovirais na altura da intervenção cirúrgica e nunca mais terem tido necessidade de o fazer.

O jornal norte-americano explica que quando foi decidido que o paciente teria de ser transplantado, o seu médico, o doutor Gero Hütter, da Charité Medical University de Berlín, lembrou-se de fazer uma experiência. Entre os possíveis dadores escolheu um que apresentava uma rara mutação genética, que o torna imune a quase todas as estirpes de HIV, e que só está presente em 1,5 por cento da população.

Na altura do transplante os médicos suspenderam a administração dos medicamentos que o paciente tomava por ser seropositivo, para que o transplante não fosse rejeitado. Mas a surpresa surgiu nas análises sanguíneas do norte-americano, onde não foram encontrados vestígios da infecção.

Seiscentos dias depois, o corpo do paciente continua sem dar sinais de HIV, apesar de ainda estar a recuperar da leucemia.

(...), os cientistas pensam que este caso possa oferecer algumas pistas na investigação de terapias genéticas na luta contra a sida. E quem sabe, se um dia, uma cura, que para este norte-americano parece ter já chegado.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Largo do Rato - Lá vem o monstro outra vez


Texto publicado por Paulo Ferrero in Cidadania Lisboa

E lá vem o Monstro do Rato outra vez:
E, agora, das duas, uma:1. Se a proposta for a mesma que foi chumbada há tempos, com o mesmo projecto, ipsis verbis, isso é ilegal e motivo de impeachment.2. Se a proposta apresentar alguma diferença microscópica (semelhante ao que foi feito com o Palácio dos Coculim, em Alfama), é porque algum dos vereadores que ajudaram ao chumbo virou casacas, do dia para a noite.Seja como for, é o mais triste espectáculo a que Lisboa tem assistido ao longo dos últimos anos, no que começou por ser uma aprovação grosseira ao tempo da dupla inenarrável Santana Lopes/Eduarda Napoleão, para depois passar à atitude hipócrita e cobarde da actual vereação.Vamos ver no que isto dá...

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Do que se passa é de um parecer dos serviços jurídicos da CML argumentando que os senhores vereadores que votaram 'não' não fundamentaram bem o seu voto. Ou seja, no reino do caricato, é preciso fundamentar de forma blindada, juridicamente falando, a reprovação de um projecto mas uma eventual aprovação, essa pode ser de cruz. Espantoso!